26.2.12

Tem um mundo lá fora piscado com um céu azul sem nuvens, um mar azul idem e tudo que um domingo de sol, calor e resquícios de carnaval pode oferecer. E eu tenho que trabalhar. Ninguém disse que era um mundo justo.

31.1.12

Para escrever

Por Neil Gaiman,

1. Write.
2. Put one word after another. Find the right word, put it down.
3. Finish what you’re writing. Whatever you have to do to finish it, finish it.
4. Put it aside. Read it pretending you’ve never read it before. Show it to friends whose opinion you respect and who like the kind of thing that this is.
5. Remember: when people tell you something’s wrong or doesn’t work for them, they are almost always right. When they tell you exactly what they think is wrong and how to fix it, they are almost always wrong.
6. Fix it. Remember that, sooner or later, before it ever reaches perfection, you will have to let it go and move on and start to write the next thing. Perfection is like chasing the horizon. Keep moving.
7. Laugh at your own jokes.
8. The main rule of writing is that if you do it with enough assurance and confidence, you’re allowed to do whatever you like. (That may be a rule for life as well as for writing. But it’s definitely true for writing.) So write your story as it needs to be written. Write it ­honestly, and tell it as best you can. I’m not sure that there are any other rules. Not ones that matter.

Mais aqui.

25.1.12

24.1.12

Só mais uma espiadinha no e-mail, por favor

Minha irmã é advogada, tem 23 anos, muitos amigos, não usa Facebook nem Twitter e raramente liga o computador em casa. É uma pessoa bem melhor do que eu.

Um dos meus desafios pessoais para 2012 – assim como os de outros milhares/milhões de viciados em internet – é chegar em casa e não ligar o lap top. Simples assim. Ter consciência de que responder um e-mail horas e não minutos depois não fará tanta diferença. Notícia importante, ao menos antigamente, a gente comunicava por telefone. Por que não continuar assim?

Tenho dois celulares e, obrigatoriamente, preciso andar com os dois na bolsa. Coisas de jornalista. Mas ao menos nesse quesito sou exemplar. Acesso a rede só em caso de necessidade ou saguão de aeroporto/rodoviária sem livros na bolsa.

Já é o bastante ter o computador a espreita em casa e no trabalho. Prefiro manter o smartphone esquecido na bolsa.

Se aproxima o dia onde as pessoas irão para retiros sem conexão wireless onde passaram algumas horas, quiça dias, tremendo, sedentos por informação/interação. Opa. Acho que esse dia já chegou.

23.1.12

Ao menos o italiano e os desenhos estão saindo


Ah, as promessas de ano novo... Vamos admitir. É cedo pra dizer, mas não vou aprender a tocar violão. E a Dé não é um elefante num carrinho, o cartão que veio da Dinamarca.

5.1.12

Pão


Pra começar o ano bem. Integral e com afeto. Tá bonito ou não tá, dona Marlei?

31.12.11

2012

Não será o fim nem o começo dos tempos, mas será um grande ano. Todo novo ano é um grande ano por natureza. Novas esperanças, novas chances de começar tudo de novo. Por mais que a diferença entre hoje e amanhã não seja de mais de 24h.

Nessas horas fico sempre com o poema Cortar o Tempo, do Drummond, que já apareceu aqui umas quantas vezes em anos passados.

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

E para fechar, 100 fotos incríveis de arte urbana para vocês se divertirem.



Até ano que vem!

30.12.11

O mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida
humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de
fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras
de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem
queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.

Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços

28.12.11

Resoluções pra 2012

Depois da retrospectiva é hora das resoluções. Nada de ir a Marte ou descobrir a cura do câncer. Pra 2012 o plano é colocar em prática todos aqueles "semana que vem" acumulados e mais uma que outra coisa, a começar pela alimentação.
  • Em 2012 quero comer menos carne e me alimentar melhor.
Pequenas porções distribuídas durante o dia ao invés do trio café-almoço-janta, isso quando rola o almoço ou a janta, fazem muito mais sentido.

Em parte pelo jornalismo, em parte pela falta do RU (restaurante universitário), passei os últimos dois anos alternando dias de alimentação exemplar com combinados de sanduíche e pão com leite e Nescau. Not helphy, not good to the environment.

Mas esses dias acabaram! Serei um ser humano exemplar, sempre com comida saudável e caseira na geladeira a minha espera e castanhas e damascos na bolsa. Acabei de voltar da feira com peixe, frutas, legumes e meia dúzia de lichias pra não perder o clima de natal. Que orgulho de mim...

A parte da carne é uma decisão de quem flertou com o vegetarianismo, mas não se viu capaz de abolir a maldita totalmente. Já pratico a redução de consumo há algum tempo e me sinto muito melhor. Se todos comêssemos menos carne -- olha, estou falando em comer menos, não nada --, os rebanhos seriam menores e por aí vai. Sem falar na crueldade animal.
  • Aprender a tocar violão
Nasci sem ritmo, nunca neguei isso. Mas após morar com amigos violeiros e passar tantas noites agradáveis ao som dos piores sucessos da música nacional fiquei tentada a arriscar.

Espero que a força de vontade e a professora (nada como morar com alguém que toca violão E flauta de ouvido) compensem a falta de coordenação.
  • Aprender outro idioma e estudar os que já aprendi
Cansei de ouvir as pessoas falando francês e italiano e não entender lhufas. Torre Eifell (ou de piza) que me aguarde! E, claro, já esta mais do que na hora de voltar a estudar inglês e espanhol antes que os dois fujam de vez da minha cabeça.
  • Andar mais de bicicleta
Porque pedalar é viver...
  • Ler mais
Sem desculpas. Tem tempo pra entrar no Facebook, tem tempo pra abrir um livro.
  • Desenhar mais
Caneta, papel, tá tudo aí. E a cidade é a inspiração. Não podemos nos restringir a uma ou outra forma de expressão.

E, por fim, mas não menos importante, o bom e velho:
  • Escrever mais
Essa promessa é antiga... Vamos ver se sai da lista das resoluções para as conclusões.

27.12.11

Retrospectiva 2011


Quando penso em dezembro de 2010 a mente vai longe e percorre meses que parecem anos até esbarrar numa Paula no meio da Avenida Paulista, caminhando e pensando o que seria desse ano em que não havia certeza alguma no ar. A começar pelo estado ou país em que eu passaria os próximos 365 dias.
Depois de meio ano no Rio e meio ano em São Paulo a resposta "qualquer lugar" deixou de ser uma força de expressão. Qualquer lugar para alguém com 23 anos, alguma cara de pau e um diploma de jornalismo debaixo do braço pode ser tanto o Japão quanto o quintal de casa, sem escalas.
E o lugar acabou sendo o Rio, mas um outro Rio, mais cru, mais pobre e bem diferente do que a gente vê na tv. Foi também o primeiro ano a sério de redação. E só quem pisou numa sabe a dor e a delícia de ter o nome impresso no jornal, muita vezes bem mais dor.
Pode-se dizer tudo de 2011 -- inclusive que ele não termina --, menos que não foi tudo lindo. Mesmo quando não foi lindo. Mesmo quando a gente enfrentou leão de canivete e saiu arranhada. Mesmo quando não dava vontade de por o pé na rua.
Se é pra tirar uma lição dessas de colocar na capa de livro de auto-ajuda -- e tem dias que a gente acordar um clichê atrás do outro, então me perdoem --, posso dizer, como ouvi/li em algum lugar, que a gente só sabe o quão forte é até que a única saída é ser forte. E que me descobri um hulk sempre que precisei.

16.11.11

Ocupação da Rocinha: nem tão cor-de-rosa assim

Passei a quinta, a sexta, o sábado e o domingo na rotina redação, Rocinha, casa, redação, Rocinha, casa. Véspera da ocupação, todos de olho na favela símbolo do Rio.

Além de gastar sola de sapato e ganhar uma bela dor nas costas, graças ao colete à prova de balas que usei por obrigação apesar de me sentir, como bem definiu um colega, como “alguém com roupa de astronauta em um lugar infectado”, aproveitei para conversar com todos que aceitaram conversar comigo.

Parte não falava, por medo; outra por desprezar da imprensa – quem pode culpá-los? Se eu me lesse dia após dia retratada nos jornais como sub cidadã também não ia ficar lá muito feliz com a idéia de ser entrevistada. As leis são diferentes numa terra não sem leis – o tráfico manda mais do que muito governo -, mas carente de Estado, que por décadas preferiu ignorar o morro.

Após muita insistência consegui conversar com cerca de 20 pessoas, do começo e do fim do morro, que subi depois que o Bope decretou o sucesso da operação no domingo de manhã. Para os moradores o problema não era o possível confronto - que não aconteceu -, mas o depois. Eles não confiam na polícia.

O texto que segue ficou na capa da edição online do jornal no domingo à noite e foi unido às observações de outro colega. que também passou o feriadão acompanhando a ocupação na Rocinha na edição impressa de segunda-feira.

Foi escrito as pressas na décima segunda hora trabalhando em um lap top numa lanchonete lá na comunidade mesmo, pra dar tempo de entrar no jornal. Se fosse escrevê-lo agora, mudaria um bom pedaço.

Ou não. Confesso que tenho orgulho dele. Seu maior mérito foi radiografar aquele domingo, com base nas fontes que mais importavam naquele momento: os moradores.

Após ocupação da Rocinha, moradores dizem temer a polícia

PAULA BIANCHI

"Cadê o enxame que é a Rocinha?", pergunta uma moradora em frente a rua vazia, cortada vez por outra por mototáxis e carros carregados com agentes do Bope. Acostumada a ver a estrada da Gávea "mais cheia do que um formigueiro", ela estranha o silêncio.

A madrugada na comunidade, ocupada pela polícia no domingo, foi tranquila, povoada apenas pelo som constante dos blindados da Marinha e dos helicópteros que sobrevoaram a comunidade durante todo o dia.

Nem um tiro disparado, orgulha-se a polícia. No entanto, o que preocupa os moradores são as próximas noites. "Quando vocês [imprensa] forem embora é que o bicho vai pegar", diz X., que prefere não se identificar.

Ela diz que não vai abrir a casa para a polícia. "Eles têm mandado? Se tiverem eu abro. Até onde eu sei até a polícia precisa seguir a Constituição."

X. afirma ter medo de deixar a casa sozinha quando tiver que trabalhar durante a semana e relata abusos, como uma moradora que levou um tapa na cara por não responder o chamado de um policial na quinta-feira (10).

Para ela as coisas "antes" estavam muito bem. "O Nem pagava o aluguel de quem precisava, dava cesta básica, ajudava as creches. Quero ver o governo fazer isso."

X. conta que toda a quinta-feira chegava um caminhão com caixas fechadas de legumes e frutas vindos direto do Ceasa. Eles eram devidamente empacotados e distribuídos pela associação de moradores, a mando de Nem, para aqueles que se apresentavam como moradores carentes.

Cássia Cristina Silva, 25, e quatro filhos filmaram a casa inteira com o celular por precaução. "Podem entrar, mas tem que deixar tudo no lugar."

Ela dormiu com os filhos no quarto e acordou com o som dos helicópteros. "Eu estava com muito medo, mas não aconteceu nada, graças a Deus. Só as crianças, que estranharam dormir comigo e ficavam o tempo todo perguntando se a polícia ia entrar, se ia bater neles."

Y. também não está muito convencida dos benefícios da ocupação. "O tráfico vai voltar assim que a poeira baixar. O Nem era só um representante, quem manda ainda está aí", afirma. "Você acha que a polícia vai aguentar ganhar R$ 1.000 por mês? Mais um tempo e estão todos corrompidos."

"Ninguém vai falar nada, denunciar ninguém, por medo dos caras voltarem", afirma, referindo-se aos planfletos lançados de helicóptero pela polícia na manhã da ocupação com informações para os moradores denunciarem criminosos e esconderijos de armas e drogas

Já Z., 45, encara a nova fase com otimismo. "É a primeira vez em 45 anos que vejo essa rua assim, tranquila. Eu descia ela inteira de carrinho de rolimã, jogava bola aí. Tomava banho em uma cachoeira aqui do lado. Hoje meus filhos não têm isso".

Ele conta que prefere levar o filho de 12 anos para passear na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste, por medo. "Quem sabe agora a gente consiga voltar a fazer o lanche em família por aqui. Antes não dava, eles ficavam sentados em cima no balcão dos bares com fuzil na mão."

No entanto, ele também teme a ocupação. A sua casa foi revistada ainda no começo da madrugada de domingo. Os policiais não quebraram nada, mas tentaram levar o seu contracheque, que estava em cima de uma mesa.

"Mostrei o recibo, disse que era o meu salário inteiro. Um outro policial que estava junto que convenceu ele a não levar."

7.11.11

A incompreendida arte de guardar memórias

Herdei do pai o gosto pelo lixo, a tal da memorabília sentimental. Só que enquanto ele guarda de cadeiras quebradas a pneus velho eu, que malemal tenho espaço pros meus livros, me contento guardando papéis.

Tudo vai ser usado/consertado um dia, filosofa ele, e nisso as pilhas de quinquilharias, meticulosamente organizadas, aumentam. Todas guardadas com carinho e cuidado no porão lá de casa, espécie de arca do tesourou imaginária.

Imaginem o sofrimento da mãe -- que joga no outro time, o dos que sentem prazer em ver as coisas indo embora --, obrigada a esconder sacolas de lixo pra ele não descobrir que aquela lanterna aparentemente sem salvação ou calça jeans rasgada encontraram enfim seu destino.

Mas voltemos aos papéis, meus papéis. Pilhas e pilhas que a cada limpeza de gaveta se dividem em sim, não e talvez pra, quem sabe da próxima vez, ir embora. Diz um professor que tive que todo jornalista é um colecionador inveterado de papel. É parte desse ofício que nos faz loucos por ver nossas palavras impressas, com sorte encantando e sujando mãos alheias.

Guardo de tudo, sem muito preconceito. Do panfleto de uma exposição que meu pareceu interessante sabe-se lá porque - hoje mesmo mandei embora o folder com a programação dos 102 anos do Theatro Municipal do Rio, comemorado meses atrás, com um belo anjo barroco na capa - a ingressos de peças, bilhetes, desenhos, materias de jornal.

Estas, inclusive, tem um lugar especial. Uma pasta transparente de plástico, dessas que a gente encontra em qualquer livraria, que começou abrigando toda e qualquer coisa que saísse impressa com meu nome do jornal -- deslumbramento de estudante -- e que hoje guarda apenas textos selecionados, desses que tem mais espaço e amor entre as linhas. A minha versão da arca do tesouro.

Em dias que não sei bem o que quero tenho sonhos malignos de guardar tudo que redigi - online ou não - em uma caixa, fechar, colocar um adesivo escrito "meus dias como jornalista" e começar qualquer outra coisa que não envolva escrever.

E as pilhas de papel crescem, abarrotando gavetas e indo morar em lares improvisados de papelão.

A dificuldade de jogar fora é que muitas vezes esses pedaços de mundo que escolhemos guardar guardam também pedaços da gente.

3.11.11

Um brinde aos sobreviventes

Ontem passei parte do feriado em um divertido e típico almoço em família -- emprestada, que a de core festejou junta no frio caxiense --, com direito a bebês chorando, tios e tias falando alto e cachorros passeando pela casa. Em meio a taças de vinhos e pratos de strogonoff, alguém resumiu a data: esse é um almoço em homenagem aos sobreviventes.

Uns silenciaram, outros não. Cada um com seus botões pensou nos seus. Eu, que apesar de jovem já tenho meus mortos pra zelar, lembrei na hora da vó (agora escrevendo também me vem a cabeça a colorida e irreverente tia Inês. Que esteja dando bicotas vermelhas e polemizando onde estiver).

O tempo passa, mas a saudade não termina. Se nos encontrássemos novamente eu prometo que falaria mais devagar. À mãe e as às tias, que, tenho certeza, lembraram dela também, todo o meu amor.

31.10.11

Como salvar o seu piquenique em três lições

Domingo, piquenique, vontade de comer algo além de sanduíches de queijo com presunto. Como fazer? Já não há tempo nem disposição para preparar um bolo e conforme os minutos passam os amigos se aproximam com as derradeiras compras no mercado - o tal queijo, presunto e pão para os sanduíches. Tudo que resta é a geladeira com as lembranças do fim de semana passado e o coração e a barriga vazios de comida mas cheios de esperança de que dias melhores virão.

A resposta, caros amigos, é simples: pizza! Mas nada de correr para o telefone. Piquenique e domingo também pedem um pouco de Sazon, digo, amor, contornado pela arte da cozinha marota. Vamos de pizza... de liquidificador!

Nos meandros da minha infância lembro de momentos em que dona Marlei não estava lá muito a fim de tirar as panelas do armário e fazia a alegria da nossa mesa com uma receita simples e saborosa que lembrava um bolo, mas era salgada e quente o suficiente para se passar por almoço. A tal pizza de liquidificor. Além de ser fácil de fazer ela fica pronta rápido o suficiente para vencer a fila que os amigos enfrentavam no mercado.

Correndo contra o tempo e contra a falta de ingredientes, fiz o que todo o jovem que mora sozinho faz quando precisa de ajuda: liguei para a sra minha mãe para descobrir a receita. E ela não atendeu. Levei uns dez segundos para superar a decepção e a carência de saber que meus pais tinham uma vida a 2 mil km de distância e fiz a segunda coisa (às vezes a primeira) que todo jovem que mora sozinho faz quanto precisa de ajuda: recorri à mãe internet.

A receita a seguir é uma adaptação de alguns sites de culinária e varia de acordo com a latitude e a lotação da geladeira. Você vai precisar de:

1 copo de farinha
1 copo de leite
1 ovo
1 colher de sopa de queijo ralado
1 colher de chá de fermento
Molho de tomate
Tudo que estiver por perto e tiver cara de cobertura de pizza: milho, ervilha, queijo, cebola, presunto, atum, cenoura, brócolis, requeijão e por aí vai. A necessidade é a progenitora da criatividade.

Seja ninja e comece pré-aquecendo o forno. Isso significa ligá-lo em temperatura média pra adiantar o cozimento. Bata a farinha, o leite, o ovo, o queijo, o sal e o fermento no liquidificador. De acordo com as possibilidades da sua dispensa, parta para o recheio. Pode ser tanto uma camada de molho de tomate com queijo e presunto por cima como um molho bacanudo refogado com todos os sobreviventes encontrados na cozinha.

Optei com minha fiel escudeira Rafa por uma mistura de atum e milho, pra homenagear a tal pizza de sardinha - afinal, peixe por peixe, vamos com a lata mais próxima - e por ser, basicamente, o que tínhamos em casa. Pique a cebola, deixe dourar, acrescente o atum, o milho e um pouco de molho de tomate - tudo temperado com o manjericão que você cria na varanda, sal e pimenta, né coração - e deixe esquentar um pouquinho. Simples assim.

Molho pronto, o fermento já teve tempo de agir na massa. Unte uma forma, despeje a dita cuja e coloque o resto do molho de tomate, espalhado com carinho e cuidado, como se ao invés de uma placa de massa molinha você estivesse trabalhando com um disco de pizza. Por cima, o refogado da panela. Tudo pronto, a travessa vai pro forno por mais ou menos meia hora - o tempo depende da capacidade do fogão e tal. E ta ta, habemos pizza.

A fome foi maior que a vontade de fotografar, mas acreditem, fica lindo e deverás gostoso. Além de ser muito mais charmoso que um sanduba de queijo com presunto (que também acompanhou o piquenique, pra garantir que ninguém da tropa reclamasse de barriga vazia).

P.S. Se você for fazer o piquenique em um parque com um pedaço de reserva natural, como foi o nosso caso, cuidado com os animais selvagens. Acabamos cercados por macacos e depois de ver a carteira de cigarro de um dos participantes desaparecer graças as mãos larápias de um dos bichanos e ter uma discussão de descendente de primata para primata (que terminou com dentes afiados a mostra de ambos os lados e um iiiiIIIIIiii de resposta), acabamos voltando para o ponto do parque frequentado por humanos miniaturas e seus pais super protetores. Mais barulhento, mas também mais seguro.

P.S.S. Para os curiosos, resgatei na internet algumas fotos do tal parque em que sofremos o ataque dos macacos famintos. Tenho que lembrar de carregar a bateria da minha câmera. O Parque Lage é reconhecido pela Unesco como reserva da Biofesra e fica no bairro Jardim Botânico -- pertinho Do Jardim Botânico --,na zona sul do Rio, aos pés do Cristo e colado à famosa floresta da Tijuca (aquela replantada pelo Dom Pedro). A entrada é gratuita e o parque fica aberto de domingo à domingo.

Essa é a tal cascatas que escolhemos para começar o piquenique. É a primeira de uma série que segue um curso de água que vem lá de cima do Corcovado.


Essa é a mansão dos Lage, símbolo do parque. Hoje é uma escola de arte. Quem tiver olhos de lince pode enxergar o Cristo, no topo, à direita da foto.


E pra fechar uma das trilhas mais tranquilas do parque. É daqui que sai o caminho pra quem prefere subir até o Cristo a pé.


28.10.11

Chega de filtro solar



O negócio é conhecimento. Super interessante, pra começar bem o fim de semana. Por uma vida com mais massa e menos manuais.

26.10.11

Foi um rio que passou em minha vida

Esse blog tem andado as moscas. Eu sei, eu sei. A Joana já deve até ter desistido de atualizar o feed. Mas é que acontece tanta coisa todo o tempo que parece que mal sobrar espaço para vivê-las, quiçá contá-las.
Já pensei em aceitar o fim e encerrar as portas desse butequim virtual, mas dá mesma forma que vamos construindo lares por aí, o Palim é meu lar virtual. Ele tem tanto de mim quanto a(s) minha(s) casa(s) e, mesmo empoeirado, ainda é um lugar que gosto de visitar.
Não vou dizer que amanhã será diferente, farei a revolução e blá blá blá. Não vai. Amanhã é outra quinta que vem sem um fim de semana, o que a transforma numa quinta ao quadrado. Não pior que as outras quintas, apenas com uma carga maior de ansiedade em relação a sexta. E nesse ritmo, se nem a lista de prioridades a gente cumpre – olha aquela consulta ao neurologista que estou pra marcar a meses -, o blog muito menos.
Ãnfa, sigo por aqui, mesmo que na base da respiração boca a boca. E o Rio continua lindo, apesar do inferno, digo verão, estar chegando a galope.

23.10.11

Rotina

A vida contada em pacotes de chá preto

A vida contada em bom dias para o porteiro

A vida contada em plantões de fim de semana

A vida contada em cestos de roupa suja

A vida contada em cartelas de anticoncepcional

A vida contada em viagens para casa

A vida contada em corridas para não perder o ônibus

A vida contada em reuniões de pauta

A vida contada em promessas de começar a fazer exercícios todos os dias na segunda

A vida contada em leituras de jornal

A vida contada em boletos de aluguel

A vida contada em promessa de escrever posts pro blog

A vida contada em pacotes de chá preto

A vida contada em bom dias para o porteiro

A vida contada em plantões de fim de semana

A vida contada em cestos de roupa suja

A vida contada em cartelas de anticoncepcional

A vida contada em viagens para casa

A vida contada em corridas para não perder o ônibus

A vida contada em reuniões de pauta

A vida contada em promessas de começar a fazer exercícios todos os dias na segunda

A vida contada em leituras de jornal

A vida contada em boletos de aluguel

A vida contada em ...

11.10.11

“II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, de um conto do Caio F.

28.9.11

Na onda do jazz

Prometo solenemente não entupi-los com todas as matérias que fizer na vida. Só as legais. Esse texto saiu há alguns domingos na Folha e tenta captar um pouquinho da onda de jazz que toma conta do Rio.


Quem passa pela rua do Teatro, centro do Rio, nas noites de quarta-feira estranha encontrar diante do Centro Cultural Carioca, tradicional reduto do samba, centenas de pessoas ouvindo ao vivo clássicos de Miles Davis e John Coltrane.

Os garotos do Nova Lapa, centro dessa reunião, integram um movimento que vem tomando ruas e bares da cidade nos últimos meses, reivindicando espaço para um ritmo que remete mais a Nova Orleans que ao Rio: o jazz.

Só nesse ano já foram três festivais na cidade, além da nona edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, em junho, na Região dos Lagos.

“O jazz já é tocado no Rio há muito tempo. A sacada para tocar a juventude foi a rua”, diz Eduardo Santana, 26. Trompetista do NovaLapa Jazz, quinteto que começou em março como uma tímida jam session em frente a um boteco, ele diz se surpreender com a grande aceitação.

Além dos clássicos,eles investem em composições próprias e improvisações, aprovadas pelo público que aumenta a cada semana, e terminam o show passando o chapéu para pagar o equipamento. “As pessoas chegam a roubar nosso set list.”

Para o músico e pesquisador australiano Mike Ryan, dono da Triboz, casa de jazz aberta em 2008 na Lapa, apesar de o ritmo “estar na moda”, faltam espaços para os músicos tocarem.

“O jazz é um estilo difícil de popularizar no Brasil. Não toca no rádio”, afirma Uira Fortuna, diretor da Fundição Progresso, casa de shows na Lapa. Ele vê as redes sociais e o boca a boca como indutores do crescimento. “As pessoas vão a esses shows e são apresentadas ao estilo numa festa.Tem um lado de Carnaval, como tudo no Rio”, diz.

Autor do blog RioCult (www.riocult.info), Pedro Monnerat vê o jazz não necessariamente ressurgindo,mas conquistando novos espaços. O que não impede que o samba do CCC conviva tranquilamente com saxofones e trompetes. “O que o público jovem descobriu é que o jazz não precisa ficar restrito a lugares onde você tem que falar baixo e ficar sentadinho”, diz.

“Não é exatamente o Rio que está entrando na onda do jazz, mas o jazz que está entrando na onda do Rio.”


* A(s) foto(s) são da grande Paula Giolito;

** Falei com uma porrada de gente. Pra variar, ah se eu tivesse mais espaço...

Home sweet home

Já disse que Caxias em dias de sol é vizinha ao paraíso?











Direto de um sábado no quinta lá de casa.

5.9.11

"Rezo a Deus não pedindo cargas mais leves, e sim ombros mais fortes. E
tenho repetido que no que depender de mim, me recuso a ser infeliz. As
coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não
tiver, a gente inventa."

Caio Fernando Abreu

30.8.11

Doce agosto

Agosto chega ao fim, enfim. E foi bom. Nada de desgosto nem de cachorro louco. Só bastante trabalho, aprendizado e sorriso nos lábios. Quem diria.

A parte mais bacana do jornalismo – e também seu calcanhar de Aquiles, já que não nos aprofundamos em nada -, são as diversas vidas que a gente leva. Esse mês conversei com o Paulo José e acompanhei o sequestro de um ônibus madrugada a dentro; dei um tapinha nas costas do Niemayer e fiz plantão na frente do presídio de Bangu a espera do Cacciola; subi favelas pra fazer turismo e corri atrás de entrevistados em frente a delegacia e por aí vai. Às vezes no mesmo dia.

Para setembro nem ouso esperar nada. Parece que já é primavera há muito tempo.

14.8.11

As tais novidades

Então pessoal, a grande novidade, que me afastou do pc e evitou que as paredes aqui de casa fossem pintadas com canetinha é que... tambores... estou na Folha de São Paulo. Temporiamente, de dedinhos cruzados, mas, incrivelmente, muito contente.
Hoje saiu a minha primeira matéria com M maiúsculo, sobre o tal turismo em favelas do post anterior. Pra completar, o texto foi capa (em grande parte por causa das fotos belíssimas que o Rafael e Paula G. tiraram). Sou tudo menos blasé e passei o dia só sorrisos.
Pra que quem não leu a Folha hoje, acho que a essa hora não faz mais mal divulgar.

Favelas pacificadas atraem turistas no Rio

PAULA BIANCHI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

A concepção tradicional de favela vem sendo subvertida no Rio. De lugares simples e muitas vezes miseráveis, elas passaram a ponto de encontro de turistas e cariocas descolados que sobem o morro sem preconceito atrás da cidade maravilhosa além do cartão postal.

O morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul, cenário do clipe de “They Don’t Care About Us”, de Michael Jackson, hoje está na agenda graças aos eventos realizados quase que semanalmente pela comunidade –sede da primeira UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio.

Um dos mais famosos é o “Pôr do Samba”, que acontece no primeiro sábado do mês.

No dia em que a Folha visitou o local havia alemães e franceses arriscando passos de samba ao lado de cariocas que entraram na favela pela primeira vez e entoavam clássicos de Cartola e Zé Kéti.

Vitor Lira Adão, 30, já levava turistas para passear pelo morro antes da pacificação. Ele é um dos monitores do Rio Top Tour, projeto criado há um ano pelo governo do Estado para incentivar moradores a atuar com turismo.

“Os estrangeiros sempre tiveram curiosidade, mesmo conscientes do perigo de antes”, lembra ele, que diz nunca ter tido problemas graves nos passeios –apesar de, na folga, já ter corrido para se esconder dos tiros.

“Muitos amigos meus morreram aqui, alguns porque trabalhavam para os traficantes e outros, atingidos por balas perdidas”, conta.

BUFÊ E FEIJOADA

Do outro lado da lagoa Rodrigo de Freitas, outras favelas usufruem da nova fase: no Cantagalo, Pavão e Pavãozinho é comum ver turistas que trocam as praias de Ipanema por um passeio.

“Já recebi um grupo de 35 japoneses”, conta Jailton do Santos, 35, dono do bar e restaurante Bela Vista. O local brinda os visitantes com uma vista de Copacabana e um bufê caprichado, com direito a feijoada no sábado e galinha caipira no domingo.

Já no Chapéu Mangueira, no Leme, é Vítor Hugo Medina, 32, que abre um sorriso ao falar dos novos visitantes. Barraqueiro na praia do bairro, ele se tornou ainda guia turístico e dono de albergue.

Medina promove tours pela favela, mostrando os projetos sociais do local e a área de preservação ambiental vizinha. E cresce sem deixar de lado a comunidade, que recebe uma parcela do lucro.

“Comunidade pacificada é febre. O turista que vem aqui e ainda não foi ao Pão de Açúcar e ao Cristo não vai mais. Aqui, ele vê tudo”.


No Alemão, morador espera boom turístico

Teleférico é a principal atração; movimento se concentra durante os finais de semana


Com a máquina fotográfica em punho, a aposentada Maria Aurora de Araújo, 70, esperava ansiosa pelo começo do passeio. Portuguesa, sempre que pode ela viaja ao Rio. Dessa vez, além das tradicionais visitas ao Cristo e ao Pão de Açúcar, fez questão de conhecer também o Complexo do Alemão.
Última comunidade do Rio a ser pacificada, o complexo de favelas cresceu em meio a bairros tradicionais da zona norte, como Penha, Ramos e Bonsucesso, até tornar-se um dos maiores do país.
Do alto do recém inaugurado teleférico, enquanto crianças soltavam pipas e donas de casa lavavam roupa, era difícil imaginar as cenas de guerra que os moradores presenciaram durante os anos de domínio do tráfico.
A ocupação pelas forças de segurança veio apenas em novembro, e ainda há soldados patrulhando o bairro.
"A gente tem que conhecer de tudo, o bom e o ruim", refletia Araújo enquanto admirava a sequência de morros com casas de tijolos sem tinta que formam o complexo. "Não tem nada parecido com isso. É muito bonito."
O teleférico é uma das principais obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e xodó da presidente Dilma Rousseff, que esteve na sua inauguração em julho. No total, foram gastos R$ 210 milhões no projeto.
Do bondinho, que passa rente as casas, é possível ver tanto pontos turísticos clássicos, como o Cristo e a igreja da Penha, solitária no topo de seus 382 degraus, quanto o cotidiano dos moradores.
Embora ainda seja cedo para falar em invasão de turistas no Alemão e faltem restaurantes e bares que tornem as estações atrativas, os moradores aguardam ansiosos pelos forasteiros e a movimentação da economia local que isso pode gerar.
"O teleférico só funciona de manhã, mas tem turista que chega de carro. Eles aparecem mais aos sábados e domingos, mas vão começar a vir durante a semana também, quando o teleférico funcionar durante a tarde", prevê Anaílton Oliveira, 39.
Ele é um dos ambulantes que fazem ponto no Adeus, uma das seis estações, enquanto torce para que a primeira palavra associada ao local mude de "tiros" para "turismo".

7.8.11

Samba pra inglês ver

Fui a um samba no morro Santa Marta ontem e dormi com a cabeça em polvorosa pensando na matéria - em tese, sobre turismo nas comunidades.
O Santa Marta foi o primeiro morro do Rio a ser pacificafo, mas antes disso já tinha ficado famoso graças ao livro Abusado, do Caco Barcellos. Além disso, fica a dez minutos a pé da minha casa, o que significa ter outro planeta no quintal. Porque uma favela é outro planeta.
Como ninguém quis me acompanhar, calcei meus tênis e fui solita averiguar se tinha alguma festa por lá (a ideia da materia é dar dicas de programas legais nas comunidades. Lugares em que eu levaria os meus amigos que viessem me visitar).
Na praça em frente ao morro encontrei um pessoal vendendo cachorro quente que disse que não sabia. Quando comentei que ia subir mesmo assim, um dos clientes da barraquinha me olhou e soltou um, "corajosa". Retruquei que o morro era tranquilo e segui. Um pouquinho depois, aparece o cara. Disse que resolveu subir também. Aham. Agora tu tomou coragem, né amiguinho?
Na hora de pegar o bondinho, todas as preocupações foram para o saco. Encontrei um casal de alemães muito simpático e mais alguns estrangeiros. Eles moram em Sampa, mas passam todos os fins de semana no Rio. Se eles estavam ali e não estavam preocupados, porque eu, que falo a língua e ainda estava perto de casa, estaria?
Esperamos mais um pouco e uns 20 minutos depois estavamos na estação quatro, onde acontecia a festa Pôr do Santa. Como o morro é muito inclinado, com a pacificação foi construído um bondinho que leva o povo até o topo. Pra vocês terem uma ideia, a comunidade fica perto do Pão de Açúcar e a inclinação da montanha é semelhante a do Corcovado. Antes (e antes era há três anos), como disse um senhor que mora lá há 50 anos, o jeito era ir de viação canela.
Mais uns minutos caminhando pelo meio da comunidade, que merecia ganhar prêmios de arquitetura por se manter em cima daquela montanha e não desaparecer cada vez que São Pedro decide presentear um Rio com um temporal, chegamos a Praça Michael Jackson, a mesma do clip.



Gente bonita em clima de paquera, uma vista fantástica e cerveja barata. Mas, porém, toda via, ainda um aparthaid. O povo na pista não se misturava com o povo da comunidade. Sabe aquiela história de eles ali e a gente aqui? Curiosa, fui falar com Fumaça,
- O pessoal do morro nunca vai ir num samba que começa às 16h e acaba às 22h. Pra começar a gente nem gosta desse tipod e música.
- Pois é, eu vi que tocou até Nara Leão...
- Nara Leão, Nara Leão. Me pergunta quem é Nara Leão? Eu não sei! Isso não é a nossa cultura.

Ou seja, samba pra inglês ver.

Continua, que o sol lá fora está muito convidativo.

3.8.11

Após dias de choro e ranger de dentes, tá, exagero, após longos dias pensando na vida, largando currículos e engordando no inverno gaúcho, o agora do post anterior pode ser lido como, "é isso aí, tenho um ponto para bater de segunda à sexta!". Ao menos por esse mês. Dedos cruzados que o job parece muito bacana. Novidades em breve.

Vistas

Devo admitir que tenho sorte com vistas. No meu primeiro trabalho no Rio tirava meus intervalos na praia de Botafogo, admirando o pão de açúcar. No segundo, o Cristo ficava me dando tchauzinho da janela da redação. Agora é a baía de Guanabara que me faz companhia, com destaque especial para a as luzes da ponte Rio-Niterói.

P.S. Vamos ignorar a vista do teto das fábricas do Limão e do Tietê da redação do Estadão em Sampa. Se bem que os pôres-do-sol lá eram marcianos de tão vermelhos - um presentinho da aura de poluição que coroa a cidade.

28.7.11

Pesadelo com Camões

Sonhei que não sabia mais reconher os tipos de orações subordinadas e passei a noite agoniada, presa num pesadelo gramatical em que só faltou aparecer minha professora de português do Ensino Médio me reprovando - e ela sabia fazer uma cara de reprovação como ninguém. Acordei tranquila. Já não sei, mas tem coisas piores da gente esquecer.

24.7.11

Amy

Bastante gente entrou aqui no blog atrás de um post de 2008 (Descanse em paz Amy) em que chutei que a Amy morreria aos 27. Aos que agora respeitam o meu lado Walter Mercado deixo claro que foi é uma infeliz coincidência. Apesar de ter acertado a idade de falecimento da moça, fiquei triste com a notícia. O rock perde uma das suas intérpretes mais verdadeiras. Um brinde a Amy, onde quer que ela esteja.

21.7.11

Porto Alegre e Caxias com sol, apesar do frio, são lugares agradabilíssimos. Com chuva, vizinhos do purgatório.

13.7.11

Entre canetinhas e pães de colônia

Uns exercícios que fiz ontem e hoje de manhã. Tem até uma versão pichain do Pedro que passou aqui pra almoçar.



E a minha primeira fornada de pães tradicionais (já fiz pãesinhos de iogurte com erva doce), que saiu fresquinha ontem a tempo do café das 22h.



A receita é bem simples. É só misturar 50 gramas de fermento fresco (fica junto com os frios no mercado), 1 copo de óleo, 2 copos e 1/2 de água morna, 1 ovo, uma pitada de sal e 2 colheres de sopa de açúcar, tomando o cuidado de desmanchar o fermento na água antes de bater tudo no liquidificador. Depois você literalmente colocar a mão na massa e acrescenta um quilo de farinha branca, misturando tudo até desgrudar das mãos.
A parte mais chatinha é esperar e amassar. Deixa a massa crescer uma hora, divide em duas partes e faz os pães. Mais 40 minutos crescendo, meia hora de forno e você tem pão caseiro. Acreditem se quiserem, omeu ficou com gosto de pão de colônia.

Porque, se for pra comer, que seja o pão que eu amassei, né.
Continuando com a lista das pequenas coisas sempre adiadas: limpar a caixa de e-mails.