1.5.07

Sempre que me deparo com esses momentos em que a morte e a vida se encontram, como velórios, fico pensando como a vida em si é irônica. Fora toda a dor, a perda, sobra só uma sala e pessoas ao redor de alguém que já deixou de ser há um tempinho. Alguns riem, alguns choram, alguns conversam, e a vida segue, porque tem que seguir, e aquela pessoa ali no meio não tem como mudar isso.
Dai vem o Renato Russo no ipod mental e da vontade de amar mesmo as pessoas como se não houvesse amanhã. Eu fico querendo acordar e dizer todas as coisas importantes pras pessoas importantes antes que seja tarde, mas dai eu acordo.
Dai falta o contexto, falta um pouco a coragem, falta, sei lá... Deixar subentendido é tão mais fácil. Sem contar que as verdade de ontem ficam parecendo meias verdades minhas de mais pra serem ditas em voz alta. E a ironia retorna.

2 comentários:

Kauê disse...

deixar subentendido nao tem graça
;P
gosto muito de ti
e foda-se o contexto
(se bem que aqui ha um contexto)
(mas isso nao vem ao caso)
=***

fernanda disse...

Eu tb gosto muito de ti, beibe!
Aliás, te amo muitão!