27.8.07

Cowabanga!

Desaparecida, eu? A culpa é dele!
"Músicas heterogêneas, seriados bizarros, filmes inesquecíveis, fenômenos cibernéticos, pinturas enigmáticas, esculturas vivas, chavões indiscutivelmente marcantes e tudo o que couber no imenso balaio da cultura pop contemporânea".
Pode ser que dure sete dias, pode ser que dure sete meses, de qualquer forma esse blog experiência vale uma olhada. Nem que seja só pelos três outros integrantes do autodenominado quarteto fantástico.

(Marketing, babe. Ou seria merchandising?)

21.8.07


Em homenagem a excelentíssima senhorita Débora. H. S. G.

19.8.07

"Tudo é uma questão de manter
A mente quieta,
A espinha ereta
E o coração tranqüilo"
E se foi um grande erro? E se tudo não passou de uma longa e divertida perda de tempo? Bem, ao menos foi divertida.

16.8.07

agosto, mês do desgosto

Lembro que meu avô tinha medo de morrer em agosto. Malemal julho acabava ele e os seus oitenta e la vai pedrada partiam para um retiro no hospital. O seu Dorin cuidou tanto para não ser pego desprevenido no mês "do cachorro louco" que acabou partindo dessa para melhor nas quentes idas de fevereiro. E lá se vão dez anos. Agosto, mês do desgosto dizia meu pai, que ouvi dizer de alguém, que ouviu de não sei quem e por aí vai. Pensando agora num texto argumentativo que escrevi para a aula de redação III não tenho nada concretamente forte para desmerecer agosto. Ele é um mês ruim e ponto. "Ó, desse jeito você se induz a desgostar do mês e ver e nele coisas não boas". Superstição ou não a forma como me sinto e como as coisas dão errado nessa época é bem real pra mim. Poderia ir mais longe e dizer que é real para a humanida, vide que foi em agosto que começaram as guerras mundiais e uma longa série de outros desastres, incluindo a primeira vez que a cadeira elétrica foi usada até o terremoto dessa madrugada. Fato é que chega agosto e me vejo perdida (mais que o normal), guardando coisas e não as encontrando depois, querendo coisas e não as conseguindo, respirando e sufocando um pouco. Só mais quinze dias, só mais quinze dias.
É coisa de pequena, é coisa meio desde sempre, é coisa sem explicação. É agosto. E agosto dói.

14.8.07



Para aqueles que gostariam de ter nascido amarelos, dar uma passada em Springfield ou apenas aguardam ansiosos pelo episodião de duas horas que estréia essa semana nos cinemas.
Simpsonize yourself!


(É, eu sei que não ficou lá muito parecida.)

12.8.07

Cóloquio

Duas melhores amigas conversam.

– Pô, agora só falta ter que marcar hora pra te encontrar.
– É que com esse estágio eu ando muito ocupada, sem tempo pra nada.
– Mas eu não moro mais aqui, devia ter prioridade!
– E eu com isso, quem quis se mudar foi tu, não eu.

Fim da discussão.

9.8.07

Chata de Galochas

Quem diria, galochas não só existem como servem para outras coisas além xingamentos das antigas.

Drops

*Você sabia que O tempo e o Vento foi um do livros que Gabriel García Márquez estudou para escrever Cem Anos de Solidão? Ele inclusive estranha que o Erico Verissimo seja tão pouco reconhecido no Brasil.

*Encontrar as gravuras presentes no livro na web para colar aqui não é tão fácil quanto parece.

8.8.07

De volta a Macondo

Caminhando à toa pela João Pessoa, depois de ter dado com a cara na porta mais uma vez, entrei numa loja de quinquilharias para matar o tempo. Misto de brechó, antiquário e sebo o lugar é muito bacana. Para completar tem como dona uma senhora bem velhinha, com sotaque castelhano, que é uma graça. Nada como ver livros e livros empilhados prontos para serem bisoiados. O ar empoeirado e a bagunça organizada traziam implícito um "cavocar!". E lá fui eu, com 5 pilas na bolsa e nenhuma idéia na cabeça – também sem muitas esperanças, afinal eram só 5 pilas e levar um Julia não estava nos meus planos.
Acredito que tu não encontra um livro, ele te encontra. Funciona mais ou menos assim. Por algum motivo alguma coisa te chama atenção. Passa um tempo e tu esquece até que tu "pexa" de novo com a tal coisa. De repente aquilo começa aparecer por todas as partes. É como se a partir do momento que a gente aprende a enxergar as coisas aprendem a existir. E existindo elas piscam, brilham. Existindo tu tropeça com elas por aí. É, talvez isso não funcione só para livros...
De volta ao sebo e aos livros com radar mês passado presentei uma amiga com Cem Anos de Solidão. Sou feita de histórias. Que ouvi. Que li. Que vivi. E sem dúvida nenhuma a saga dos Buendía foi uma das que mais me marcou, ficando encrustada na alma e na forma de ver o mundo. Pois então, desde o fatídico aniversário namoro a idéia de reler o livro (na verdade namoro essa idéia desde a primeira leitura). Como aqui em casa a biblioteca é raquítica deixei pra depois e depois e foi que depois se tornou hoje. Lá estava, em meio a um bando de livros e quadros e discos e copos e roupas e o que mais você conseguir imaginar, um exemplar de Cem Anos de Solidão piscando pra mim, por inacrediáveis 5 pilas! Velhinho, assinado (outra hora falo mais sobre a beleza de livros rabiscados), perfeito.

Tem como ler o primeiro parágrafo e não querer ler o resto?

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar daquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, contruídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las era preciso apontar com o dedo".
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez

A tarde foi, os planos sumiram e eu fiquei presa em Macondo matando a saudade. Como é bom reencontrar velhos amigos.

P.S. Sim, matando o português e misturando pessoas. É isso aí.
P.P.S. Dessa vez sai a árvore genealógica inteira!

5.8.07

João Bisol, 315

Voltar pra casa, voltar de casa, voltar. Foram boas férias, com tudo que estar em família outra vez envolve: casa, comida, roupa lavada, cobranças... Férias cheias daquela sensação de segurança de útero que diferencia um lugar de um lar. Talvez poucas coisas tenham mudado tão pouco quanto aquela paz modorrenta, só possível lá, de ficar deitada no sofá da sala, quase madrugada, assistindo/pescando qualquer coisa na TV. Um pouco por preguiça de ir pra cama, um pouco por vontade de estender a noite, com os roncos do pai, as pombas no telhado e a respiração da geladeira ao fundo (ok, talvez a geladeira já não seja a mesma). Saber a casa dormindo e perceber que um lugar pode fazer parte de você sem que você tenha necessariamente que fazer parte dele.

3.8.07

"Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato".

Álvaro de Campos, uma das muitas pessoas do Pessoa

2.8.07

Rapunzel, rapunzel...

1.8.07

A Culpa é Minha
ou
A Hora da Estrela
ou
Ela que se Arranje
ou
O Direito ao Grito
ou
Quanto ao Futuro
ou
Lamento de um Blue
ou
Ela Não Sabe Gritar
ou
Uma Sensação de Perda
ou
Assovio no Vento Escuro
ou
Eu Não Posso Fazer Nada
ou
Registro dos Fatos Antecedentes
ou
História Lacrimogênica de Cordel
ou
Saída Discreta pela Porta dos Fundos
ou
Treze Nomes para um Pequeno GRANDE Livro

Ave Clarice.
Viver é um acaso. Uma pessoa é uma série de acasos. Um amigo são acasos com teimosia.