27.9.07

Pessoas

Gosto de pessoas. Todas as pessoas. Apesar de tudo e por causa de tudo. Gosto dos detalhes. De perceber como são parecidas e diferentes, diferentes. De como elas te surpreendem, para o bem ou para o mal. Acho que estamos todos, quase sempre, navegando entre tempestades de copos d’agua. We will always be so much more human than we wish to be”, não é mesmo? Todo mundo tem uma história, é uma história. Algumas merecem ser contadas, outras também.

26.9.07

E aí está você, rindo à toa por ter feito o quê mesmo? Ah, jornalismo.

24.9.07

A casa

Faz um bom tempo que quero escrever sobre a minha casa, mas acabo sempre, por um motivo ou outro, deixando para lá ou parando no primeiro parágrafo. Quer dizer, escrever escrevo, e reescrevo e escrevo de novo. Textos enormes, detalhados, cheios de ganchos para outros textos, mas como faço isso quando estou andando de bicicleta, caminhando à toa ou viajando eles acabam nunca indo pro papel. Tenho certeza que minhas melhores histórias vieram e foram assim, quando me sobravam idéias e faltavam canetas.
Superado esse ‘isso não vai sair mesmo do jeito que eu havia pensando’ eu poderia dizer que a minha casa é uma casa de madeira bege com as janelas brancas e o telhado de telhas vermelhas situada num bairro residencial afastado do centro da cidade de Caxias do Sul.
Só que isso não descreve bem, apesar de ser mesmo uma casa bege de janelas brancas. Minha casa é o lugar que eu guardaria num globo de vidro, para levar pra sempre junto e intocado.
Bem, acho que ainda vai demorar um tempo.


18.9.07

Num dia você arrasa, no outro é arrasado. Já dizia o Forrest, shit happens.

17.9.07

"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz

...Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais"

Diálogos

– O que que tem na redenção hoje que tá assim?
– É domingo.

***

– Fiu, fiu, fiu, ta, ta, ta...
– Já sei, é aquela música do Titãs!
– Não, eu não assobio músicas em português.

***

Polpa é quando você po-u-pa alguma coisa e poupa é a parte de cima da fruta.
– Não, não é.



16.9.07

"Às vezes a gente tem que cavocar bem cavocado pra achar coisas que são sinal da magia da vida."

Da sabedoria de um bom amigo, explicitada nos domingos à noite.

15.9.07

A partir de que ponto as coisas mudam e não há mais como voltar atrás, nem mesmo querendo? Quanto tempo é um ano? Quanto tempo pode ser um ano, uma semana, um dia? Por quantas mortes é preciso passar até decidir que morrer já não vale a pena? Que fim leva a inocência no fim da história? Até quando aguentam as últimas esperanças? A poesia perdida volta algum dia?

13.9.07

Believe It or Not

"O Via Legal desta semana mostra a batalha de um universitário para continuar estudando. Ele é portador do vírus HIV e, por causa do tratamento, não conseguiu concluir o curso de biblioteconomia em oito anos, prazo máximo estabelecido pela instituição. Jubilado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o estudante voltou à sala de aula com o aval da Justiça Federal".

Sim amigos, companheiros, fabicanos. Por mais incrível que pareça, alguém já foi jubilado em nossa nobre instituição de ensino. Fala sério? Pataquada? O que é o Via Legal? Trf4.

12.9.07

Ditadura dos caracteres

Textos jornalísticos são, em boa parte, contados em termos de “caracteres”. Uma matéria de cerca de 3.500 toques equivale a uma lauda em Times 12, ou seja, uma folha. Mas o que é uma folha quando se quer retratar um pedacinho do mundo que só você teve acesso, quando se é a única ligação entre o leitor e o acontecido? Aparentemente, uma folha é mais do que o suficiente, chega a ser um exagero.

As matérias dos jornais, as grandonas, têm, no máximo, 4, 5 mil caracteres e olha lá. As tradicionais batem na casa dos 2.000, se der em menos, melhor. Um minuto no rádio são 1.000 caracteres. Tem muito texto que não vai para impressão porque é grande demais. Editores, política do jornal, assunto... isso fica em segundo plano. O que conta mesmo é o espaço.

Pra se ter uma idéia, uma das matérias de capa da Folha de São Paulo de hoje – “Quadrilha detona bomba para roubar R$ 10 mil de empresa” – tem pouco mais de 4.000 caracteres. A do Estadão, sobre o Renan Calheiros (35 votos a favor, 40 contra, 6 abstenções, sem comentários),3.664. A capa da Zero Hora, 2.381.

Segunda-feira chegou às bancas a 2ª edição da “Revista da Semana” da Editora Abril, cuja proposta é “mais informação em menos tempo”. Por mais informação entenda-se um aglomerado de textos curtos, quase que só lide, e uma diagramação recheada de fotos. A tendência do mercado é que publicações desse gênero ganhem cada vez mais espaço (ou percam, já que em se tratando de notas enxugadas a internet já está bem servida). A desculpa das empresas é que há público e que esse público não tem tempo para mais de 2.000 caracteres, quiça 3.000.

Há? Quando foi que as pessoas desistiram de ser bem informadas, de poder interpretar um texto e tirar conclusões próprias? O futuro é das matérias feitas só de manchetes? Nos tornamos leitores preguiçosos ou decidiram por nós que não que não tínhamos mais tempo para ler?

(o presente texto tem 1874 caracteres)

Ipês



Segunda de manhã, abro a janela e bum. Uma parede de flores rosas parece querer invadir o quarto e tapar o mundo. É primavera outra vez, finalmente – e não me venham com calendários, ou alguém aí espera até o dia 21 de junho para decretar inverno.

11.9.07

Blindness

Se pode olhar, veja. Se pode ver, repara".
Ensaio sobre a cegueira, José Saramago


Particularmente, fiquei bem feliz ao saber que o Fernando Meirelles vai dirigir a adaptação para o cinema de Ensaio sobre a Cegueira. Não vi muita coisa dele, mas o cara responsável pelo Jardineiro Fiel por si só já merece respeito. Diretores à parte, adaptações sempre me deixam com um pé atrás, ainda mais quando se trata de um livro que eu gosto bastante (leia-se MUITO). Na maioria das vezes ficam bem longe do original, isso quando não avacalham de vez com a história. Estou torcendo pra que essa de certo. Pois então, descobri lá no Pirão Sem Dono que o Meirelles fez um um blog pra contar como andam as filmagens. É muito bacana ler os desabafos dele, que vai pondo pra fora a barra pesada que é filmar uma obra dessa intensindade e, ainda por cima, do Saramago! Vale mais pra quem já leu o livro, já que os textos são cheios de spoilers, ou pra quem não leu também e não vê problemas em descobrir a história antes da hora.

10.9.07

Acho que todo mundo tem momentos congelados na memória. Não estou falando de grandes momentos, mas daquelas pequenas situações, quase insignificantes, que vai saber por que, decidiram ficar ali, entre o nome no listão do vestibular, a neve em Setembro e o primeiro beijo. Como quando você tirou tatu do nariz no prézinho e a professora viu e não disse nada ou quando você perdeu, chutou a parede, engoliu seco e desceu a escada correndo, vermelha e quieta, torcendo pra que ninguém percebesse os seu olhos. Tenho milhares desses, que aparecem e desaparecem sem aviso, e, honrando o jeito como foram guardados, sem porquê. Hoje no ônibus lembrei claramente de uma apresentação no colégio, quer dizer, do começo dela. Essas coisas de professora de educação física, fazer uma coreografia do nada e por aí vai. Decidimos por step e alguém tinha que puxar todo mundo, devido a minha memória para os passos - o que é bem diferente de coordenação - acabei na frente das gurias e de frente pro povo. Lembro do momento que eu pisei no step e ele girou (steps não devem girar, em apresentações com platéia muito menos). Lembro dos cinco segundos de pânico, do vermelhão subindo o rosto, de uma bola de medo e vergonha na garganta. E lembro, mais ainda, de como decidi pisar de novo e pisar mais forte. Se fosse pra dar errado eu daria errado tentando.

9.9.07

Um brinde às Esperanças

Às esperanças perdidas, às esperanças mantidas e, sempre e principalmente, às Esperanças renovadas.

Último ano para contar a idade nos dedos.

6.9.07

Da série "já que eu não vou escrever nada aqui mesmo". Porque é feriado, porque é quase domingo, porque não pará de tocar na minha cabeça.

Bad Day

Daniel Powter

Where is the moment when we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on

You stand in the light just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been a way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on

Because you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work on a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day

Well you need a blue sky holliday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on

You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work with a smile and go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day

(Oh.. holliday..)

Sometimes the system goes on the blink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong

So where is the passion when we needed the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost

'Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work with a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day

4.9.07

Travei. Para variar. Já faz um tempo e acho que vai demorar um tempo. Não tenho vontade de escrever. A simples visão de uma tela em branco me dá alergia. E nem é falta do que escrever. O bacana de falar sobre o nada é que ele tem uma capacidade de se multiplicar imensa, qualquer coisa é assunto... Até tenho muitas coisas para assuntar, ou tinha. No entanto, contudo, todavia, porém, travei.

1.9.07

O que seria da vida sem o ócio criativo?
Bent Objects
Santa criatividade, Batman!

Vira Virou

Kleiton e Kledir


Vou voltar na primavera
E era tudo que eu queria
Levo terra nova daqui
Quero ver o passaredo
Pelos portos de Lisboa
Voa, voa que chego já

Ai se alguém segura o leme
Dessa nave incandescente
Que incendeia minha vida
Que era viajante lenta
Tão faminta da alegria
Hoje é porto de partida

Ah! Vira virou
Meu coração navegador
Ah! Gira girou
Essa galera.