11.2.08

Um dia na vida, ou uma manhã e uns minutos

Passei as últimas horas em um estado de preciso-arranjar-alguma-coisa-para-fazer-só-não-tenho-idéia-o-quê-antes-que-eu-entre-em-parafuso. Tentei os clássicos comer - nada de bom na geladeira, quem liga, o importante é mastigar - e dormir, mas nem assim me aquietei. Claro que as coisas não teriam chegado a esse ponto se a minha querrida irmã não tivesse me acordado as SEIS da madrugada para vir tomar café da manhã aqui em casa, o que alongou deveras o tempo em que estou acordada. "Oiii! Não tinha nada na geladeira, mas não te preoupa comigo, vai dormir." 1. Oiii o #$%&*, que tal "por favor me perdoe, prometo nunca mais fazer isso, eu trouxe um pé-de-moleque pra ti" ( sacomequeé, açúcar sempre ajuda nessas horas). 2. Só porque a minha mãe tem uma padaria a minha casa precisa ser uma filial? Tá, sempre tem pão, leite, chimia e essas coisas aqui, mas a Lancheria do parque é ali do lado... 3. Não te preocupa comigo o caramba, que adinta deitar se vou ter que abrir o portão depois? 4. Ok, ela é o meu bebe, ao menos assim eu me despeço dela direito.
Voltando. Fiz a árvore genealógica da minha família até onde eu consegui, listei os documentos necessários para fazer a minha cidadania, cortei as unhas do pé antes que, numa expressão viamonense comumente usada pelos meus colegas de ap, elas fossem capazes de arrancar repolhos a chute, li o jornal, reli o jornal, li o outro jornal, vi um pedaço de uma entrevista com o Umberto Eco sobre a História do Feio (segundo ele os vícios são sempre muito mais interessantes de serem analisados do que as virtudes, por isso as pessoas preferem o inferno ao paraíso de Dante - um dia eu leio para comprovar ou não a teoria).
Pensei em ir correr, nadar, andar de bicicleta ou simplesmente levar a Preta para passear, mas está chovendo. E eu tenho um grande quê Garfield. Já desgosto as segundas por natureza, as chuvosas pós domingo chuvoso guardam um rancor especial. Cogitei sair apenas andando na chuva e lembrei que vou ter que fazer isso de qualquer forma depois; ainda tenho que ir para o jornal e guarda-chuva com paradeiro fixo é um item raro por aqui.
Decidi então por em dia todas as coisas que precisam, bem, ser postas em dia. Passei a limpo minha agenda telefônica, o que exige tempo e um espírito arqueológico - não apenas pela dificuldade de decifrar os números escritos. Todo o ano é parecido. Começa com uma seleção do que deve ou não constar - nem sempre ter a mão o telefone da casa da avó de um colega da 8ª série é necessário. Depois vem o fuçar nos arquivos mentais. Karina, mas qual Karina? Custava colocar o sobrenome ao menos em uma das quatro homônimas! Quem raios é Gui? e por aí vai. Após a culpa pela memória avareada a decisão. Ok, esse não tem jeito de lembrar mesmo então é melhor nem passar a limpo, mas e se... Ou seja, no fim metade dos nomes sem nexo continuaram ali just in case.
Ah, e antes da decisão comer/dormir teve também a "vamos responder todos os e-mails marcados como não-lidos e deixados para depois" com a desculpa que esses mereciam mais tempo. E logo após as olhadas de cinco em cinco minutos esperando as respostas das respostas, agravadas pela segunda "preciso-arranjar-alguma-coisa..." - como assim as pessoas não checam suas caixas postais de meia em meia hora? Hmn, uma resposta... Talvez esse post fique comprometido...
E por fim (na verdade, no meio,já que tem uma matéria me agoniando na fila - mas nessa eu não toco hoje, ao menos não até as quatro da tarde) na lista mental das coisas para fazer, o blog, melhor, os blogs. Como já escrevi anteriormete, pretendo escrever. Mas isso envolve sentar aqui e tal, apesar da minha luta incosciente para aceitar que bobagens podem e devem ser apenas bobagens. O plano incial era atualizar o Cowabanga - aquele do link ali do lado ó, tri bacaninha, fala de cultura pop, que nada mais é do que, dã, bobagens. O problema é que eu tenho uma idéia de post, e, uma vez que a idéia existe, inclusive na forma de rascunhos, qualquer coisa que não chegue a metade da grandeza merecida do tema, e é um tema que eu gosto um bocado, irá ser pois decepcionante, raciocínio o qual me faz preferir não escrever a escreve-la – raciocínio de fuinha preguiçosa, concordo.
Ora pois que já se foi mais de meia hora. Iê, iê! Apenas algumas horas para o fim do dia e contando (esses textos sobre o nada sempre acabam maiores do que eu gostaria, sorry).

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