29.4.08



Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira
(1886-1968)

Das indagações

Babe, babe, babe. Me diz uma coisa. Quando uma história termina? Em que ponto algo se torna irremediável, tanto faz quanto tanto fez? Aff. Todos temos nossos próprios fantasmas. Cabe a cada um decidir até quando eles irão nos assombrar, certo? Revi Amélie nesse fim de semana. Seus ossos não são de cristal, seus ossos não são de cristal, seus ossos não são de cristal - isso para não dizer que toda garota tem o direito inalienável de ferrar com a própria vida. E segue, cambaleando, que seja.

26.4.08

Já que o jornal de hoje é o jornal de ontem

(e antes que se declare a paz, as Colinas de Golan sejam devolvidas e afins)

A entrevista abaixo foi feita há uns dois meses com a presidente da Sociedade Arábe Palestina, Fátima Ali. Ela ficou de molho, na dependência de outras fontes para compor um texto mais geral. Como as tais fontes deram para trás decidi publicá-la na íntegra medida do possível (dos originais 15 mil caracteres, sobraram 7. Esquemão. Quem quiser o resto grita que eu passo por e-mail). Pra quem ficar meio perdido, ali no marcador (?) Sobre a palestina tem uns textos da época, inclusive um relato da primeira conversa que tive com ela que ajudam a contextualizar a história.

*

De qualquer forma, recomendo a leitura da página 20 do Jornal do dia 28/04/2008. ;)

O mundo ignora o que acontece na Palestina

Existem hoje cerca de nove milhões de palestinos espalhados pelo mundo. Desses, apenas quatro encontram-se nos chamados territórios ocupados, que correspondem a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Os outros cinco milhões vivem em países que variam da Jordânia ao Brasil. Através da preservação da cultura e dos laços familiares, eles procuram manter a unidade e a identidade palestina. Filha de mãe brasileira e pai árabe palestino, a presidente da Sociedade Árabe Palestina da Grande Porto Alegre, Fátima Ali, afirma que o mundo ignora o que acontece na Palestina e a situação pode ser comparada ao regime do apartheid na África do Sul. Ela conversou com o Jornal do Comércio sobre o controle de Israel sobre os territórios, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) entre outras questões. A seguir, os principais trechos da entrevista.


Paula Bianca Bianchi,
especial para o JC



Jornal do Comércio - Qual é a principal questão da relação entre Israel e a Palestina?

Fátima Ali - Em todos os acordos de paz, nunca ficou claro um limite de fronteiras. Nunca ficou estabelecido que o direito internacional seria maior que o direito israelense. A partir do Acordo de Oslo (1993), em que foi criada a Autoridade Nacional Palestina (ANP), o quê voltou de território para os palestinos? Cerca de 22%. Mesmo depois da divisão, o estado de Israel - o estado, não os judeus, não a religião – continua construindo estradas e implantando colônias dentro do território da ANP. Nenhum acordo até hoje foi claro com relação à questão palestina. A única coisa clara foi a resolução 181 da ONU, de 29 de novembro de 1948, conhecida como o plano da partilha.


JC - Observadores internacionais afirmam que os palestinos devem desistir do direito retorno para então conseguir formar o estado palestino. Qual seu posicionamento a respeito?

Fátima - Existe um controle acirrado hoje quando você vai à palestina. Há sempre o risco de chegar e não conseguir entrar. Vários brasileiros de origem palestina já foram deportados do aeroporto. Nós temos na palestina uma comunidade brasileira muito grande. Palestinos que viviam aqui e voltaram com a nacionalidade brasileira, filhos de palestinos que estão morando lá e que estão completamente ilegais. Eles não circulam. E por que eles não circulam? Temos que pensar em termos de regime de apartheid. Tem todo um muro construído, que é o chamado muro da vergonha, que divide as cidades em guetos. Ao longo dele há milhares de postos de controle, os check points, em que a pessoa é revistada e precisa mostrar seus documentos. Quem não tem a documentação em dia, autorizada por Israel, mesmo sendo palestino, e mesmo sendo território da ANP, é deportado.


JC - Israel exerce controle dentro dos territórios da ANP?

Fátima - O exército de Israel nunca saiu. Por exemplo, entre Ramallah e Nablus, que é uma outra grande cidade, conhecida como foco da resistência palestina, não dá 50 km. Do jeito que as coisas estão agora, não podendo utilizar as estradas que são específicas para os israelenses e passando pelo check point, você vai demorar quatro horas para chegar lá. É preciso ir com um carro até um pedaço, descer, porque a placa não é daquela cidade, passar caminhando, e pegar outro carro do outro lado. As placas de carros israelenses e palestinos são de cores diferentes para que o exército possa identificar. Esses são sinais claros de que o regime instalado lá é um regime segregacionista, sim.


JC - Os israelenses precisam parar nos postos de controle?

Fátima - Não, é israelense. O grande mérito hoje em Israel é ser israelense e nos territórios ocupados também. As melhores terras foram ocupadas, os assentamentos se dão nos locais mais privilegiados, o exército não sai lá de dentro. Só que Israel tem um grande temor, que é a questão demográfica. Eles têm uma média de natalidade de 1,5, e a nossa é de 4,5, 5. Não é mais uma luta de resistência, é uma luta de sobrevivência. Nós éramos um protetorado inglês, aí fomos literalmente uma parte extinta, expulsa, para a criação de um novo estado. Depois de tudo que aconteceu, a impressão é que o estado palestino deveria ter se diluído. Israel não esperava que os palestinos fossem sobreviver, manter a unidade.


JC - Como fica a questão de Jerusalém?

Fátima - Os dois lados querem a cidade. A idéia é que Jerusalém oriental seja a capital da Palestina. A cidade está completamente dividida entre Jerusalém ocidental, que é uma parte literalmente européia, e Jerusalém oriental, que é onde ainda vivem os palestinos que resistiram a ocupação. Ela está na mesma situação de Gaza e que a Cisjordânia - sitiada.


JC - Há possibilidade de criar um estado palestino a curto ou médio prazo?

Fátima - Sim, se não eu não estaria aqui. Se não nós não estaríamos discutindo. Enquanto nós estivermos discutindo essa questão existe a esperança de uma Palestina soberana. O que nós temos lá é uma ocupação de um estado e a opressão de um povo. Essa é a única história em que as vítimas foram transformadas em atacantes. É como se a vida de um palestino não valesse absolutamente nada. Se tiver um atentado e morrer um israelense, o mundo todo fala. Agora, se eles entram em um campo de refugiados, ou entram em uma cidade, e morrem 30 palestinos é como se isso fosse uma coisa natural. As pessoas que vivem lá só querem que o mundo perceba que lá vive gente como a gente. O que está acontecendo na Faixa de Gaza, o que nós sabemos de Gaza? Pouquíssima coisa. Ela está toda fechada. Não se consegue entrar. Eu estive lá em 2005 e não consegui entrar. O que há de tão horrendo que as pessoas não podem ver? Israel sempre fez muito isso. Atacar, fechar. No massacre de Jenin, a ONU não tinha autorização nem para a entrega de alimentos.


JC - Quais as diferenças entre Al Fatar e Hamas? Qual dos dois grupos tem mais apoio popular?

Fátima - A questão da Palestina sempre foi uma questão laica. Nós temos palestinos muçulmanos, cristãos e judeus. O Fatar, que é do Abbas, é como se fosse um partido político. O grande líder era o Yassar Arafat. Quando ele morreu foram chamadas novas eleições. Quem ganhou a presidência foi o Mohamed Abbas. O Hamas surgiu na primeira Intinfada. É um movimento religioso, constituído por palestinos muçulmanos e é o mais forte na Palestina no momento. Ele começou focando muito na questão dos movimentos sociais e tem a simpatia de um grande percentual da população. A ANP assinou o acordo de Oslo reconhecendo o estado de Israel, que o Hamas não reconhece. Esse é o grande impasse, o que nos leva de volta aos limites de fronteira.

Insisto que o mundo não está preocupado com a Palestina. Existe uma imagem do povo palestino de pessoas más, "terroristas". O palestino é o outro. É como se a gente tivesse três orelhas. As pessoas pensam, quando você vai falar da questão palestina, que nós defendemos o terrorismo. Não, não estou aqui defendendo. Eu não gostaria de entrar em um ônibus e morrer. Defendo sim que as pessoas se defendam do ataque. Você não vai deixar que entrem na sua casa sem fazer absolutamente nada. Por que os palestinos têm que aceitar a ocupação como se aquilo fosse uma coisa normal? Isso não existe.

22.4.08

21.4.08

"– Leve os sonhos a sério - sussurou. – Nada é tão verdadeiro que não mereça ser inventado."
As mulheres do meu pai, José Eduardo Agualusa

*

Entrei em contato com o Agualusa, um dos expoentes da literatura africana em português (ao menos é o que está escrito no serviço da edição caprichada de As mulheres... que tive acesso) graças a Bela, uma amiga de São Tomé e Príncipe, delicada como como só ela.

(livro em mãos)
– Quem é esse cara?
– Tu conhece algum escritor africano?
– Não.
– Então que diferença faz.

De cara achei meio estranho o "número de vozes" que contam a história (5, se não me engano) e o português angolano, que difere do nosso em algumas conjugações e expressões (em África, bué e por aí vai), mas passada essa pequena barreira não consegui parar de ler.
"De quantas verdades se faz uma mentira?", dispara o autor já nas primeiras páginas. E a partir dessa indagação é construído todo o romance, cruzando trechos de entrevistas, monólogos, prosa, poesia - ficção e realidade (coisa que eu só fui descobrir depois, off course). Tri bacana, algo como realismo fantástico recliclado do outro lado do Atlântico.

*
Esse texto acabou sem fim, mas não foi por (pura) vagabundagem. Li uma entrevista com o autor e queria colocá-la aqui, mas não conseguir encontrar o texto. A história do livro nasceu quando uma amiga (do Agualusa) cieneasta propôs que ele a ajudasse a escrever um roteiro sobre uma garota que descobre que não é filha de seu pai e sai em busca dessa entidade África afora - eles viajavam por um continente urbano, diferente do retratado tradicionalmente. Uma África brasileira, européia, africana, tudo ao mesmo tempo e agora. Real.
Durante a viagem pra pescar as ambientações do filme, o Agualusa, que vem do jornalismo, não conseguiu fugir da vontade de escrever um livro, o que acabou resultando em "As mulheres...". A prosa é toda entermeada por páginas reais do diário da viagem, o que torna o autor um narrador/personagem. Questionado sobre o por que do livro, ele afirma, agora sim tomando bem daquele realismo fantástico latino que eu tentei explicar antes, que "em nosso países a realidade tende a ser muito mais inverosímil do que a ficção". "As situações mais inverosímeis provavelmente são verdadeiras porque ninguém as consegue imaginar a não ser a vida."

16.4.08

Re-recomeços

Agora que eu me liguei que esse blog fez aniversário. É, aniversário. Um aninho, quase ao infinito e além. Mas mais do que os parabéns , me marcou perceber que também já faz um ano de uma das fases mais meio muito darks da minha existência. Como as coisas são cíclicas. Lá por essa época do ano passado, tendo mais ou menos tudo que eu tenho agora e com uma cabeça parecida em cima do pescoço, atingi, se é que se pode chamar assim, o fundo do poço (olhando daqui, tá mais pra fundo da bacia). Tudo fruto da minha cabeça, off course. A tristeza é um negócio engraçado. Ela nem sempre tem explicações plausíveis, nem por isso deixa de passar uma rasteira na gente. E que rasteira que eu tomei. Semana passada um senhor muito bacana, desses que parecem que nasceram avôs, me perguntou meio do nada se eu estava feliz. Eu eu me vi rindo, afinal não é todo dia que um juiz me pergunta isso, e respondendo que sim. Um desses sins sinceros, que parecem capazes de unir em três letras um sentimento que estava no ar há um tempo. O tempo é relativo, já dizia o tio Einsten. O que mudou? Tudo e nada. Foi um ano que valeu por três, quatro. Dá até um pouco de medo de escrever isso. Daqui a pouco as coisas viram outra vez e o carnaval acaba. E eu sempre quero estar por perto nos meus dias bons, mas prefiria poder fingir que não me conheço nos outros. E a gente vai aprendendo, crescendo e dando com a cabeça na parede. Somando os galos todos, acho que tenho me saído bem.
Ah, já ia esquecendo, feliz aniversário.

Cegueira cinematográfica

“A única coisa mais aterrorizante que a cegueira é ser a única que pode ver”.
Blindness



Vi o trailler lá no blog da Lola. Já disse o que eu acho de adaptações, especialmente dessa, mas pelo jeito vai ser um filmão. Estréia dia 5 de setembro aqui no Brasil. Podiam dar uma adiantada, né?

15.4.08

domingo à noite
– Tenho dois livros aqui, se tu quiser eu te empresto. Mas tu tem que ler até quarta.
(perguntas como que livros, de quem, por que até quarta-feira ficaram para trás. Adoro livros, meio que desde de sempre. Foi em grande parte por causa deles que acabei aqui. Tem uma frase da Marta Medeiros na biblioteca da Fabico (é, alguém enquandrou alguma coisa que ela disse e colocou em uma biblioteca) que diz que ela poderia ter vivido tudo igual mas seria completamente diferente se não tivesse lido os livros que leu. Concordo. Eu também. Meus dias são sempre cercados por um ponto de angústia por saber que o mundo está cheio de livros, bons livros, que ainda não li e talvez nunca chegue a ler. Nos domingos ensolarados e nas noites após o trabalho me rói por dentro uma dúvida cruel. Me fechar e mergulhar nas histórias, ou sair à rua, a mesa com os amigos, e viver elas (na verdade, nunca li tão pouco como desde que me mudei). Bons amigos - e boa comida- são um atrativo forte. Se eu pudesse e tivesse talento viveria assim, de contar histórias)
– Quero.

14.4.08

Ah gurizada, amanhã não tem Le Monde. 2ª greve geral do jornalistas na história do periódico. Querem demitir um bom pedaço da equipe e os caras se revoltaram. Pelo menos em algum lugar os jornalistas tem consciência de classe.

Riachuelo on-line

ou a roda

Seguindo a indicação de um amigo jornalista, estudante de letras e poetas parnasiano (eles não só ainda existem, como usam palavras como redargüir), qual não foi a minha surpresa ao digitar 'estante virtual' no google e me deparar com "Procurando por um sebo? Servem 848 deles, com 16.305.230 livros?". Ah, se serve!
O site tem uma idéia singela, mas muito útil. Aproveitar a tecnologia da internet para reunir em um só lugar o acervo do maior número de sebos possível e assim ampliar o acesso dos estudantes/trabalhadores/amantes de livros descapitalizados aos, bem, livros. O bacana é que dá pra refinar a pesquisa tanto por título, autor e editora quanto por cidade, estado e perfil. E de quebra encontrar aquele livro bala pelo qual você baba na Cultura, mas que não acha de jeito nenhum na Riachuelo.

13.4.08

"Pode ser de alguma ajuda compreender as grandes questões humanas para esclarecer que a maioria dos grandes triunfos e tragédias da história são provocados não pelas pessoas serem fundamentalmente boas ou más, mas por elas serem, fundamentalmente, pessoas."
Belas Maldições, Neil Gaiman e Terry Pratchett

10.4.08

O doce som da flauta

Estava eu ontem, quase quase pegando no sono quando começou o foguetório. Já ia começar a reclamar quando lembrei. Grandes foguetes. Mais alguém está ouvindo o som de flauta tomar conta da cidade? Só não foi mais legal que domingo, quando vi meus vizinhos da frente em Caxias dando cambalhotas e fiz coro ao "adeus, Grêmio". Claro, aquela manchete do Correio "Juventude prova que não é filial" também foi bem bacana de ler.

8.4.08

Descanse em paz, Amy

A Amy Whinehouse vai morrer logo. Isso é fato. Agora quando é outra questão. Como eu gosto de números cabalísticos e todo mundo morre aos 27 - vide Jim Morrisson, Janes Joplin, Kurt Cobain e por aí vai -, voto que ela aguenta mais uns dois anos.
Aparentemente, não sou a única tecendo previsões nefastas. Descobri nesse fim de semana um site criado especificamente pra isso: apostar quanto tempo a moça ainda dura.
O whenwillamywinehousedie.com convida: "Seja o sr. ou a sra morte e adivinhe quando Amy dará o último suspiro". Mas o site não para por aí. Não satisfeitos em apenas definir o dia e a hora do ocorrido, eles ainda prometem premiar o Nostradamus com um I-pod! Hmn, acho melhor refinar a minha previsão...
E vocês, dão quanto tempo pra Rehab lady?

7.4.08

Eu sofro de minfobia
tenho medo de mim mesmo
Mas me enfrento todo dia.

Millôr Fernandes

3.4.08

Verdade absoluta

(ou homenagem a comunidade ‘Anão vestido de palhaço mata oito’)

Um velho ditado do jornalismo diz que "Quando o cão morde o homem, não é notícia; quando o homem morde o cachorro, é notícia". Pois bem, a seguinte matéria saiu hoje na agência Estado:

Mulher morde pit bull para salvar seu cachorro

Amy Rice temeu pela vida de seu cachorro quando um pit bull pulou a cerca de seu jardim e atacou o bicho de estimação. Para resolver o problema, ela tentou separar o invasor por métodos mais "tradicionais", mas não conseguiu e acabou mordendo o pit bull.
Amy mordeu o nariz do pit bull na sexta-feira. Antes, ela havia tentado soltar a mandíbula dele de sua cadela da raça labrador, chamada Ella.
O cachorro havia pulado a cerca do quintal da casa de Amy, no nordeste de Minneapolis. Ela disse ter agido assim pois estava com medo que o pit bull matasse Ella.
Amy afirmou ter engolido sangue quando ela mordeu o cachorro. O médico dela terá agora que determinar se a mulher precisará tomar vacina anti-rábica.
O pit bull foi isolado e está em observação. Ella está se recuperando, com várias suturas na cabeça e um canal auditivo destruído.”

E agora? Sei o que você deve estar se perguntando: como ficou o cachorrinho? Quer dizer, publica? Not!

***

Aparentemente, para o correspondente Renner é (notícia).

2.4.08

hiatocriativohiatocriativohiatocriativohiatocriativo (ou não quero pensar, não quero pensar, não quero pensar, NÃO quero pensar)

1.4.08


Greve geral dos trabalhadores uruguaios, logo após a instauração da ditadura no país em 1973

Então. Não sei nem por onde começar. Muita história, pouco espaço. Qual é o foco mesmo? Sem contar esse quê de aventura pela aventura, essa paixão pela vida. Se o James Bond tivesse nascido no Uruguai ele se chamaria Gonzales, Aurélio Gonzalez.

***

E ainda por cima ele era amigo do Che!