9.9.08

Duas décadas, um ano e contando

De alguma forma estranha, sinto que o ano começa aqui. Um pouco depois do calendário decidir que é dia 9 de setembro. Bobagem das bobagens, pouco antes de setembro engrenar me pego pensando em quem sou, quem fui, o que vai ser desta história daqui por diante. Vai tudo pra balança, e quando a confusão não aumenta demais a ponto de confundir todo o resto, dá pra tirar uma meia dúzias de conclusões.
A verdade é que eu sou uma desssas pessoas sortudas, apesar de nem sempre lembrar disso. Não no sentindo Gastão/Tio Patinhas da palavra. Nunca ganhei na loteria, nem costumo encontrar dinheiro pelo chão. Sortuda por esse monte de pequenas coisas que a gente sente falta quando não tem, mas nem liga quando está ali.
Bons amigos, família legal, trabalho bacana. Um pé de maracujá e uma rede na varanda, mais uma pilha de bons livros no canto do quarto e um mundo cheio de coisas interessantes piscando, esperando só o pé na rua. Soma-se a isso um bocado de momentos memoráveis, desses que fazer a gente rir sozinho enquanto caminha pela rua, e não dá para dizer que a vida não é boa.
O ar cheira a anistia, bem querer. E se eu não tivesse passado a madrugada vomitando a comida que não comi (dica - bolinhos de arroz tem prazo de validade), hoje seria um daqueles dias que raspam a casca da plenitude. E lá vou eu pro chá de boldo, que quem sabe, dá pra salvar a noite. C'est la vie, c'est la vie.

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