12.9.08

Eleições na terrinha

Como já disse, fico feliz de votar em Caxias. Ao contrário de Porto Alegre, a cidade conta com apenas dois candidatos. Isso também é meio inédito por lá e significa que dia 1 de outubro é vai ou racha. De um lado temos o atual prefeito, Ivo Sartori (PMDB). Dou outro, o ex-prefeito Pepe Vargas (PT).
Engraçado que as eleições em Caxias sempre ficam nessa dicotomia PMDB/PT. Meia cidade vota num partido e não abre, independente de propostas e afins, e a outra idem. Inclusive, a última eleição do Pepe foi ganha por coisa de 500 votos (em uma cidade com meio milhão de habitantes e ao menos 200 mil eleitores cadastrados).
Fim de semama fui pra casa. Na minha cabeça a eleição tava ganha pro lado do Pepe, afinal os dois governos dele foram bem bacanas e ele só não fez o sucessor porque errou no candidato ao apostar na vice, a fraquinha Marisa Formolo, e também porque diz uma regra não escrita que variar é bom e tal. Não que o Sartori tenha sido ruim também, mas ele apenas continuou o que estava sendo feito - seria burrice abandonar projetos andando bem - e deixou bastante a desejar em áreas como saúde e educação. E eu esperava um pouquinho de memória dos meus conterrâneos.
Acontece que Caxias é uma cidade rica, desses lugares em que dinheiro chama dinheiro. Crescimento anual de 10%, segundo maior pólo metal-mecânico da América Latina, gringos em ação e por aí vai. Quem não toca um lugar desses? O que a gente escuta na rua é que qualquer um dos dois será um bom prefeito e blá, blá, blá e como o Sartori foi bem por que não continuar com ele...
A primeira eleição do Pepe foi um marco pra cidade, extremamente conservadora. Lembro do choque do Rigotto (yep, o nosso ex-governador morreu na praia em todas as suas tentativas de administrar a pérola das colônias) e do pessoal, que, suponho, esperava hordas vermelhas pelas ruas. O cara foi bem, ganhou um segundo mandato e dobrou muita gente que dizia que não votaria no PT nunca.
Agora, como o Sartori não fez nenhuma cagada - porque basicamente é isso, ele não foi o cara, só não pisou na bola demais - não há porque não continuar tudo como sempre foi e lá se vai a classe média feliz votando nos "seus". É ingenuidade da minha parte, mas pra mim saúde vale mais que asfalto, que foi o que mais vi da atual administração. Buenas, veremos. Acho que dessa vez a coisa fica por uns quinhentos e lá vai pedrada outra vez. Tá, talvez eu não esteja tão feliz assim de votar lá.

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