2.10.08

Hoje é dia de debate

Acabei de ver o primeiro bloco do debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. ZZZZZZZZZZZZZZZZ. Pelarmordedeus. Nem três dias antes da votação a coisa pega fogo, brasa, faísca que seja. Colonizada que sou, se eu pudesse (leia-se tv a cabo) hoje à noite veria uma discussão bem mais interessante, ou ao menos divertida. O debate entre os vice-candidatos à presidência norte-americana, Joe Biden e Sarah Palin. O encontro chamou bem mais atenção da mídia norte-americana - e mundial - que o debate entre os candidatos, candidatos a presidência, Obama e McCain, sexta passada.
De um lado o escolado Biden, dono de frases magistrais e gafes idem. Foi dele a tirada histórica contra o então pré-candidato republicano Rudolph Giuliani. Ao comentar que Rudy havia centrado toda a sua campanha em explorar os atentados de 11 de setembro de 2001 ele acrescentou que o ex-prefeito nova-iorquino só criava frases com "um verbo, um substantivo e 11 de setembro". Biden também declarou, após escolhido vice, que Hillary estaria muito melhor no papel do que ele e aproveitou para pedir, e um evento da campanha, para que um eleitor cadeirante se levantasse.
A governadora do Alasca, por sua vez, disse que estava ansiosa pelo debate já que ouvia falar dos dons oratórios de Biden "desde que estava na segunda série". Isso não seria o equivalente a Rosário dizer que enquanto a Manuela aprendia a ler e a escrever ela já era deputada? Pena que nessas conversas para boi dormir porto-alegrenses ninguém parece a vontade para dar a cara a tapa...
O debate de hoje também é uma boa forma de Palin se redimir. Ela anda comendo o pão que o diabo amassou por ter aceito participar de uma série de entrevistas com a apresentadora da norte-americana, Katie Couric. A moça desmontou a miss Wassalen com perguntas simples e capazes de demontrar o potencial da vice, que corre um grande risco de se tornar presidente caso o McCain-pé-na-cova venha a ganhar as eleições em novembro.
Entre as muitas pérolas das entrevistas, duas se sobressaem, como o dia em que Palin disse ter se preparado muito, lido muitos jornais, mas não foi capaz de citar um, e quando decidiu se aventurar pela política econômica tapa-crise que o país adotou. Segue a íntegra dessa segunda pergunta-resposta (tradução lá do Biscoito Fino, que acompanha o debate de hoje "lance a lance").

Couric - Por que não seria melhor, Governadora Palin, gastar os US$ 700 bilhões ajudando as famílias de classe média que estão em dificuldades com assistência médica, moradia, gasolina e comida, para permitir que elas gastem mais e coloquem mais dinheiro na economia, ao invés de ajudar essas grandes instituições financeiras que cumpriram um papel na criação dessa bagunça?
Palin -
É por isso que eu digo que eu, como todo americano com o qual eu estou conversando, estamos doentes com essa posição em que fomos colocados. Onde são os contribuintes tentando socorrer. Mas no final das contas, o que o socorro faz é ajudar aqueles que estão preocupados com a reforma do sistema de saúde que é necessária para consertar nossa economia. Uh, ajudar... oh .. tem que ser tudo para criar empregos. Consertar nossa economia e colocá-la de volta nos trilhos. Então, a reforma do sistema de saúde, e baixar os impostos, e controlar os gastos tem que acompanhar a redução de impostos e os alívios de impostos para os americanos, e o comércio. Nós temos que ver o comércio como oportunidade, não, uh, como uma coisa competitiva e, uh, que dá medo. Temos que olhar para isso como mais oportunidade. Todas essas coisas sob o guarda-chuva da criação de empregos.

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