21.10.08

Ainda sobre a manifestação

ou Suposição sobre o por quê de coberturas mornas de acontecimentos derretendo
(Aviso aos navegantes. Anda difícil não falar de jornalismo. Um dia mudo de assunto, prometo.)
Pretendia escrever sobre isso fim de semana, mas fim de semana, vida e afins acabei deixando o blog de molho. Como comentou o Juliano, colega de redação que estava junto comigo quinta, uma das coisas mais chocantes da manifestação, além da ação da tropa de choque em si, foi a relação dos jornalistas com os brigadianos.

"Acho que uma das coisas mais estarrecedoras que ouvimos naquele dia, Paula, foi o que nos disse o repórter da Folha de São Paulo. Ele falou que, durante o tumulto, alguém da BM, não me lembro quem, se aproximou e disse "e o nosso acordo?", ao que foi repelido pelo repórter com um "que acordo? Eu não tenho acordo nenhum com os senhores". Isso explica muitas das coisas que nós vemos, ou que não vemos, nas páginas dos jornais."
Juliano

O mesmo repórter que, diga-se de passagem*, apesar de ser representante do bloco do eu sozinho, volta e sempre consegue furar a Zero Hora. Vi gente puxando o saco de milico descaradamente. Até aí tudo bem. De jornalista puxando o saco de fonte o mundo tá cheio. Agora há uma pequena diferença entre puxar o saco e se comprometer.
Não vou ser paranóica. Deixo para vocês juntares os pontinhos. Se ele não tem acordo com ninguém...

* Observação almoçal do Isma, nosso ruivo perspicaz.

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