30.11.08

Sofismas

Fins de domingos sabem ser desconfortáveis. Olho pra o lado. É preciso pensar em caixas. O quarto pequeno sabe ser pesado na hora de ir embora. Duas semanas para decidir, bem, quase tudo. Uma vida nova de natal. Várias promessas particulares boiando sem rumo. Em que fio se começa a meada? E no fundo, no fundo... é bom.
Diz a moça do cabelo cacheado e leão nas costas que o amor é o antídoto para o suícido. "Te faz querer estar vivo". Diz o moço do sotaque de apartamento que sentir te lembra isso também. Eu voto no arrepio, no frio na barriga, nos começos. A garota dos vocês sorri. "Gostar por gostar, eu gosto do que eu faço."
O tcheco fugido teoriza que é tão mais fácil quanto imperceptível tornar o positivo negativo. "...a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos toa livres quanto insignificantes."
"Que escolher, então? O peso ou a leveza?"

Um comentário:

Kauê disse...

se pudesse escolher, escolheria a leveza, com certeza (rimou)

mas acho que, na maior parte do tempo, me sinto simultaneamente muito leve e muito pesado

ao mesmo tempo que carrego meus fardos, me sinto meio distante de tudo

vai entender...