30.3.09

Telling It Like It Isn't

By Robert Fisk - 28 December 2005

I first realized the enormous pressures on American journalists in the Middle East when I went some years ago to say goodbye to a colleague from the Boston Globe. I expressed my sorrow that he was leaving a region where he had obviously enjoyed reporting. I could save my sorrows for someone else, he said. One of the joys of leaving was that he would no longer have to alter the truth to suit his paper's more vociferous readers.
"I used to call the Israeli Likud Party 'right wing,' " he said. "But recently, my editors have been telling me not to use the phrase. A lot of our readers objected." And so now, I asked? "We just don't call it 'right wing' anymore."
Ouch. I knew at once that these "readers" were viewed at his newspaper as Israel's friends, but I also knew that the Likud under Benjamin Netanyahu was as right wing as it had ever been.
This is only the tip of the semantic iceberg that has crashed into American journalism in the Middle East. Illegal Jewish settlements for Jews and Jews only on Arab land are clearly "colonies," and we used to call them that. I cannot trace the moment when we started using the word "settlements." But I can remember the moment around two years ago when the word "settlements" was replaced by "Jewish neighborhoods" — or even, in some cases, "outposts."
Similarly, "occupied" Palestinian land was softened in many American media reports into "disputed" Palestinian land — just after then-Secretary of State Colin Powell, in 2001, instructed U.S. embassies in the Middle East to refer to the West Bank as "disputed" rather than "occupied" territory.
Then there is the "wall," the massive concrete obstruction whose purpose, according to the Israeli authorities, is to prevent Palestinian suicide bombers from killing innocent Israelis. In this, it seems to have had some success. But it does not follow the line of Israel's 1967 border and cuts deeply into Arab land. And all too often these days, journalists call it a "fence" rather than a "wall." Or a "security barrier," which is what Israel prefers them to say. For some of its length, we are told, it is not a wall at all — so we cannot call it a "wall," even though the vast snake of concrete and steel that runs east of Jerusalem is higher than the old Berlin Wall.
The semantic effect of this journalistic obfuscation is clear. If Palestinian land is not occupied but merely part of a legal dispute that might be resolved in law courts or discussions over tea, then a Palestinian child who throws a stone at an Israeli soldier in this territory is clearly acting insanely.
If a Jewish colony built illegally on Arab land is simply a nice friendly "neighborhood," then any Palestinian who attacks it must be carrying out a mindless terrorist act.
And surely there is no reason to protest a "fence" or a "security barrier" — words that conjure up the fence around a garden or the gate arm at the entrance to a private housing complex.
For Palestinians to object violently to any of these phenomena thus marks them as a generically vicious people. By our use of language, we condemn them.
We follow these unwritten rules elsewhere in the region. American journalists frequently used the words of U.S. officials in the early days of the Iraqi insurgency — referring to those who attacked American troops as "rebels" or "terrorists" or "remnants" of the former regime. The language of the second U.S. pro-consul in Iraq, L. Paul Bremer III, was taken up obediently — and grotesquely — by American journalists.
American television, meanwhile, continues to present war as a bloodless sandpit in which the horrors of conflict — the mutilated bodies of the victims of aerial bombing, torn apart in the desert by wild dogs — are kept off the screen. Editors in New York and London make sure that viewers' "sensitivities" don't suffer, that we don't indulge in the "pornography" of death (which is exactly what war is) or "dishonor" the dead whom we have just killed.
Our prudish video coverage makes war easier to support, and journalists long ago became complicit with governments in making conflict and death more acceptable to viewers. Television journalism has thus become a lethal adjunct to war.
Back in the old days, we used to believe — did we not? — that journalists should "tell it how it is." Read the great journalism of World War II and you'll see what I mean. The Ed Murrows and Richard Dimblebys, the Howard K. Smiths and Alan Moorheads didn't mince their words or change their descriptions or run mealy-mouthed from the truth because listeners or readers didn't want to know or preferred a different version.
So let's call a colony a colony, let's call occupation what it is, let's call a wall a wall. And maybe express the reality of war by showing that it represents not, primarily, victory or defeat, but the total failure of the human spirit.

ROBERT FISK is Middle East correspondent for the London Independent and the author, most recently, of "The Great War for Civilisation: The Conquest of the Middle East," published last month by Knopf.

Para ler depois

Funciona assim. Você tem um coração, saca? Essa dor, esse ranger, esse barulho todo que parece que nunca vai passar é apenas ele funcionando. Funcionando, bixo! Porque sentir faz parte, e do mesmo jeito que tem dias sem arestas em que a gente flutua, tem dias em que parece que era melhor nem começar.
Nosotros somos o resultado de todos essas sístoles e diástoles. De todas essas pessoas que vem, vão, passam. E que deixam um pouquinho delas, mesmo que sem querer.
Pode parecer difícil de acreditar, principalmente agora, mas uma hora ele para de ranjer e entra nos eixos, até chegar a hora de ranjer e fazer barulho mais uma vez. Porque ele é um coração, bixo. E está funcionando.

29.3.09

Se a vida fosse um filme eu te diria, "Nós sempre teremos Porto Alegre".

20.3.09

Pensamento edificante do dia

O negócio é tentar desviar das arestas e deslizar. O resto é só uma questão de acertar a trilha sonora.

Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião...

Após passar quase uma hora conversando com meu roomate coreano sobre política brasileira, MST e afins me peguei cá a frente da tela do PC com aquela velha frase coçando nos dedos e na mente: o mundo dá voltas.
Dia 14 a minha mudança para esta famigerada Porto Alegre completou quatro anos. Foram 48 meses, três apartamentos, cinco quartos e onze pessoas diferentes para dar ou não bom dia mais oito semestres de Fabico - e só fabicanos sabem o que significa isso -, alguns desapontamentos, uma porção de perguntas, muitos bons amigos e um penca de histórias memoráveis, algumas até jornalísticas.
Quando aquela moça de cabelos compridos e desarrumados, 17 anos, uma casa, um quarto, o mesmo pai, mãe e irmã para dar bom dia ou não todos os dias mais nenhum semestre de faculdade, bons amigos e também uma penca de histórias (nada jornalísticas, off course) iria imaginar que ia parar aqui. Ainda de cabelos desarrumados, só que mais curtos, explicando para alguém além do cabo da Boa Esperança como funcionam as coisas desse lado do Atlântico.

... O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração

19.3.09

E viva a especulação imobiliária


Santiago para o jornal Extra Classe

Lávamosnósdenovo

E as coisas vão tomando seu prumo, mais uma vez (para daqui a pouco voltarem as descambar, também, mais uma vez). Idéias, idéias, idéias ulululantes, para variar, me socorrem. Acordei antes de anteontem e as coisas estavam bem – e acordei ontem e hoje e elas continuavam bem. Mas mais do que isso. Há a sensação de que elas vão ficar ainda melhores. De que o caminho está aí. Aberto dia-a-dia na foice, cheio de curvas mirabolantes, mas meu. All my.

17.3.09

Eufemismos

Porto Alegre, segunda-feira, rua dos Andradas, 21h20. Dois amigos conversam.

A – Que prédio bonito.
B – Bem bacana, parece antigão.
Uma senhora loira de camiseta larga, calça corsário, cabelo comprido trançado sentada nas escadas de um prédio do outro lado da rua intervém.
C – É de 1904, já foi até tombado.
A – Antigo mesmo.
C – É um drink bar. Vocês podem entrat se quiserem.
B – É? Eu achei que fosse um puteiro.
C – Mas é um puteiro mesmo. Eu sou a dona.

13.3.09

Piegas pacas

Caminho desviando memórias amontoadas pelos corredores.

Rápidas internéticas

Blogo, blogo, blogo! Leone, leone, leone!

Pessoal, a partir de hoje também faço contribuições para o blog-jornal BLOGOLEONE. A idéia é montar uma primeira página de jornal, renovada constantemente a partir de pontos de vista diferentes dos editores dos periódicos tracidionais.
Bizóiem .

Olha o Jornal de Blog aí gente

Falando em blog-jornal, um site bem bacana é o Jornal de Blog que se propõe a linkar em uma mesma página os feeds de diversos blogs relevantes. Feito para "corroer latifúndio midiático", em geral os tema dos sítios (maldita falta de sinônimos) citados variam entre política, economia e jornalismo, mas também é possível fazer indicações. Lá dá para encontrar inclusive as manchetes do Jornalismo B.

9.3.09

Um saco de papel, por favor

Vai ficar tudo certo, não vai? No final. E nós ficaremos todos bem. E vamos rir, rir e lembrar. “Que tempos penosos foram aqueles", diria o Bukowski sentado conosco. "Ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade".

4.3.09

A ditabranda da Folha

Meio tarde pra falar da "ditabranda" criada pela Folha de São Paulo.
De qualquer forma, segue uma charge do Latuff lá do blog da Maria Frô.




"Nossa geração teve pouco tempo
começou pelo fim
mas foi bela nossa procura
ah! moça, como foi bela a nossa procura
mesmo com tanta ilusão perdida
quebrada,
mesmo com tanto caco de sonho
onde até hoje
a gente se corta"*

Alex Polari

Prefácio do livro Os Carbonários - memórias de uma guerrilha perdida de Alfredo Syrkis.