29.5.09

Dear Paulo

Vinte e quatro horas no hospital acompanhando meu pai e quem parece doente sou eu. E dificil perceber isso, mas ele ta ficando velho. Os cabelos cada vez mais brancos, reareando, uns fios de rabugisse no agir que nao estavam ali ha um tempo atras. Na maca, com o camisolao e os milhares de soros saindo do braço ele parece tao pequeninho.
Nao e nada serio, mas tambem nao e nada banal. Apos uma vida abusando da sorte, da força e da boa saude o joelho direito jogou a toalha e teve que ser substituido por uma protese.
As enfermeiras passam por aqui a cada duas horas, volta e meia levanto para arrumar as cobertas e ver como vai o soro e a dor. Roubei um pijama dele, confortavelmente folgado devido aos nossos 40 kg de diferença, e estou pronta para uma noite longa no sofa.
Dia 17 ele fez 60 anos. Por mim vivia mais 60.

2 comentários:

Frau Bersch disse...

maldita hora é essa em que a gente percebe que eles também são humanos...

Paula disse...

Thats the point, babe. Lemvrar q eles nao vao estar ai pra sempre.