16.6.09

Pra que(m) serve o movimento estudantil?

Saindo de nada e com o objetivo de chegar a lugar nenhum, da onde vem esse desencanto tremendo com o movimento estudantil – ao menos o desencanto que eu percebo na Fabico?
Indo por aí, dá onde vem esse desencanto fabicano com o mundo?
Uma vez conversando com uma amiga perguntei o que essa faculdade tinha feito com a gente. A resposta dela ainda ecoa na minha cabeça. "Essa faculdade acabou com todos os nossos sonhos"
Mas babe, os nossos sonhos não tem a obrigação de serem maiores que uma faculdade?
Outra amigo complementou. "Hoje eu sou uma pessoa sem ideais." E não era um choramingo, só uma constatação. Outro foi mais longe e disse que um dia ele acordou e percebeu que mais um pouco virava niilista.
Fui num congresso de comunicação em Canoas nesse feriadão, coisa de vinte de minutos de Porto Alegre. Contando comigo, o encontro teve a ilustre presença de dois estudantes da UFRGS. Afinal, porque raios os fabicanos iriam se preocupar em debater o rumo da comunicação que eles vão/ajudam a fazer?
A sensação que eu tenho é que aprendemos a nos preocupar mais com o trabalho que vem depois do curso, em criticar a torto e a direito a faculdade, os professores, o mundo, por que não?, do que necessariamente nos esforçar para mudar alguma coisa.
Mas me digam uma coisa, se não for pra acreditar agora a gente vai acreditar quando?
Alguém me devolve os meus ideiais, que com o sem poeira preciso deles pra fazer sentido.

* Os questionamentos sobre o movimento estudantil e a minha emocionante entrada e um coletivo que disputa as eleições da UNE fica pra outro post.
** Sorry pelo exageros de interrogações, mas a minha cabeça anda um exagero de interrogações.

Um comentário:

Ana Lúcia disse...

Let's go.
Há vida após a Fabico. E há vida em outros campi da universidade.
Fabicanos, não se matem: façam cadeiras nas Sociais.

É engraçado, no sétimo semestre que fui descobrir como funcionava a Executiva de nosso curso (Comunicação, a Enecos). Gente, vocês não vão acreditar, mas, sim, ela é extremamente democrática! E o nível de participação dos estudantes é baixíssimo (mas tem gente muito boa, vi com esses olhos que a terra há de comer). E dos fabicanos (incluindo eu mesma).. pff... é como falei no Erecom: os fabicanos só querem desconstruir, não querem construir nada. Mas nem sempre foi assim, dias melhores virão.

Pra quem continua lendo, saiba que esse negócio de movimento estudantil não é brincadeira. É coisa séria. Na PUCRS, por exemplo, a máfia do DCE (PDT), que frauda eleições à torto e direito tomou conta (estão há quase 20 anos no poder) não só pq estão mancomunados com a reitoria, mas pela omissão do movimento estudantil (o Centro Acadêmico mais politizado, ao contrário dos demais, foi retomado nos anos 2000 pela esquerda).

Ana Lúcia, a ex-niilista