31.8.09

May you live in interesting times.

29.8.09

Meu bem, meu bem, meu bem. Se eu fosse uma pessoa disciplinada, quem sabe? Poderia ter uma monografia andando, umas tantas matérias escritas e não apenas imaginadas e um pouco menos de consciência pesada.

26.8.09

Páginas da utopia



Sabe a supracitada Revista Versus, um dos canônes da integração latino-americana e afins? Pois bem, ela está razoavelmente na íntegra na internet - ao menos os artigos da antologia Versus, páginas da Utopia. Viva a rede!

24.8.09

Confecom - recado da Ana Lúcia

"Olá, pessoas do bem,
a Comissão Pró-Conferência de Comunicação RS realizará amanhã sua primeira atividade. Pra quem não sabe (e quase ninguém sabe), enquanto já tivemos "nesse país" 13 conferências de saúde, teremos nossa PRIMEIRA conferência nacional de comunicação (Confecom) em dezembro. As mobilizações nos estados já iniciaram. Antes da nacional, haverá conferências municipais e estaduais.
Óbvio que a conferência ocorrerá (ou não) somente este ano devido a certos "interésses" que a barraram até então. E óbvio também que ela não sairá assim, na maior. Apesar de, numa tentativa deliberada de deslegitimar o espaço, a maior parte das entidades empresariais terem se retirado da Comissão Organizadora (restando apenas DUAS), o governo federal insiste na divisão de votos em 40% para o empresariado, 40% para os mov. sociais e 20% para o governo, noutras palavras, um verdadeiro absurdo. Ah, como se não bastasse, defendem também o voto qualificado de 60% (isto é, para aprovar qualquer coisa, seria necessário, no mínimo, os votos dos movimentos sociais e de alguém do governo ou do empresariado, rídiculo)!

ENTÃO, justamente na terça-feira os movimentos sociais se reunirão com o empresariado para tentar chegar num consenso sobre a divisão de votos.
Por isso é fundamental que, independente da área de atuação, compareçamos nos atos da Comissão Estadual Pró-Conferência e metamos pressão.
10h - Plenária no CPERS
12h - Ato na esquina democrática
18h30 - Formação com Altamiro Borges ( Portal Vermelho). Também no CPERS

Mais informações: http://rsproconferencia.blogspot.com/ e http://www.intervozes.org.br/

Abraço,
Ana Lúcia"

Preza no Senado

Grande Capitão Presença no Senado. Adorei o PC a lá Pensador.

23.8.09

"A tua monografia tá dentro de ti." professor Pablo, RP
Pode até ser, mas ela tá muito bem escondida.

21.8.09

Êi, êi, êi, êi

Dia 25 - terça-feira porsupuesto - tem o Altamiro Borges às 18h30 lá no Cpers falando da ditadura na mídia no Brasil e lançando oficialmente aqui na província de São Pedro a movimentação pela I Conferência de Comunicação. Para os mais aguerridos, de meio dia tem ato público na esquina democrática e às 10h também no Cpers uma plenária com as entidades que participam do grupo pró-conferência explicando que bixo é esse.


Espalhem!

*

19.8.09

Tenho andado de trégua comigo. Hoje no ônibus, vendo a cidade e tentando enxergar ela além do que me acostumei a ver rotineiramente - rotina, a assassina no encantamento - lembrei que era agosto. E nem parece. Agosto também é um estado de espírito.

Palmas para os obstinados

Lembrei do comecinho de cem anos depois de ler esse pedaço de discurso do García Marquez. E como uma coisa leva a outra e tudo é mais importante que a mono, desenterrei Os funerais da Mamãe Grande, um dos primeiros livros dele. É assustador notar como ele era obcecado pelas histórias. Nos contos do livro, que se compararmos aos romances não fazem mais que raspar a tinta do realismo fantátisco, já é possível encontrar o embrião das histórias que ele escreveu depois. Tem o Aureliano, citado num que outro lugar, a Rebecca e o marido morto sabe-se lá como. Tudo gestando mais ou menos desde de sempre na ficção do gajo.


Extracto del discurso de Gabriel García Márquez leído en Cartagena de Indias.

Ni en el más delirante de mis sueños en los días en que escribía Cien años de soledadllegue a imaginar en asistir a este acto para sustentar la edición de un millón de ejemplares. Pensar que un millón de personas pudieran leer algo escrito en la soledad de mi cuarto con 28 letras del alfabeto y dos dedos como todo arsenal parecería a todas luces una locura, hoy las academias de la lengua lo hacen con un gesto hacia una novela que ha pasado ante los ojos de cincuenta veces un millón de lectores y ante un artesano insomne como yo, que no sale de la sorpresa por todo lo que le ha sucedido.

No sé a que horas sucedió todo; sólo sé que desde que tenía 17 años y hasta la mañana de hoy, no he hecho cosa distinta que levantarme todo los días temprano y sentarme ante un teclado para llenar una página en blanco o una pantalla de computador con la única misión de escribir una historia aún no contada por nadie que le haga más feliz la vida a un lector inexistente. En mi rutina de escribir nada ha cambiado desde entonces. [...]

Los lectores de Cien años de soledad son hoy una comunidad que si se uniera en una misma tierra sería uno de los 20 países más poblados del mundo. No se trata de una afirmación pretenciosa. Quiero apenas mostrar que hay una gigantesca cantidad de personas que han demostrado con su hábito de lectura que tienen un alma abierta para ser llenada con mensajes en castellano. El desafío es para todos los escritores, poetas, narradores para alimentar esa sed y multiplicar esa muchedumbre razón de ser de nosotros mismos.

A mis 38 años y ya con cuatro libros publicados desde mis 20 años, me senté en mi máquina de escribir y empecé: "Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo". No tenía la menor idea del significado ni del origen de esa frase ni hacia dónde debía conducirme. Lo que hoy sé es que no dejé de escribir durante 18 meses hasta que terminé el libro. [...] Esperanza Araiza, la inolvidable Pera, era una mecanógrafa de poetas y cineastas que había pasado en limpio grandes obras de escritores mexicanos [...]. Cuando le propuse que me sacara en limpio la obra, la novela era un borrador acribillado a remiendos [...]. Pocos años después Pera me confesó que, cuando llevaba a su casa la última versión corregida por mí, resbaló al bajarse del autobús con un aguacero diluvial y las cuartillas quedaron flotando en el cenegal de la calle. Las recogió empapadas y casi ilegibles con la ayuda de otros pasajeros y las secó en su casa hoja por hoja con una plancha de ropa.

Y otro libro mejor sería cómo sobrevivimos Mercedes y yo con nuestros dos hijos durante ese tiempo en que no gané ni un centavo. Ni siquiera sé cómo hizo Mercedes durante esos meses para que no faltara ni un día la comida en la casa.

Después de los alivios efímeros con ciertas cosas menudas, hubo que apelar a las joyas que Mercedes había recibido de sus familiares a través de los años. El experto las examinó con rigor de cirujano, pasó y pasó con sus ojos mágicos las esmeraldas del collar, los rubíes de las sortijas [...]. Y al final volvió con una larga verónica de novillero: "Todo esto es puro vidrio" [...].

Por fin, a principios de agosto de 1966, Mercedes y yo fuimos la oficina de correos de México para enviar a Buenos Aires la versión terminada de Cien años de soledad, un paquete de 590 cuartillas escritas a máquina a doble espacio y en papel ordinario dirigidas a Francisco Porrua, director literario de la editorial Suramericana. El empleado del correo puso el paquete en la balanza, hizo sus cálculos mentales y dijo: "Son 82 pesos". Mercedes contó los billetes y las monedas sueltas que le quedaban en la cartera y se enfrentó a la realidad: "Sólo tenemos 53". Abrimos el paquete, lo dividimos en dos partes iguales y mandamos una a Buenos Aires sin preguntar siquiera cómo íbamos a conseguir el dinero para mandar el resto. Sólo después caímos en la cuenta de que no habíamos mandado la primera sino la última parte. Pero antes de que consiguiéramos el dinero para enviarla, Paco Porrúa, nuestro hombre en la editorial Suramericana, ansioso de leer la primera parte, nos anticipó dinero para que pudiéramos enviarlo.

Así es como volvimos a nacer en nuestra vida de hoy.

audácia
s. f.
1. Impulso que leva a realizar actos!atos difíceis ou perigosos.
2. Insolência, ousadia, atrevimento.

O ministério do sono adverte

Sonhar acordada demais pode causar insônia.

17.8.09

"Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo".
GGM

Pelos velhos tempos


Caneta coreana esferográfica de bolinha (aquelali da foto aí em cima) em bloquinho de papel jornal/brinde d'algum evento

15.8.09

"Não há nada de errado com o mundo. Ele só é muito mal frequentado."
Jardim do Diabo, LFV

Papos cabeça

Conversa pós explanação pró e contra Hollywood.
– Ah, mas também não é todo dia que a gente tá num humor pra ver um filme iraniano.
– Eu nunca vi um filme iraniano.
– Nem eu. Haja humor pra isso.

14.8.09

Faz calor em agosto no sul do mundo. Ou seja, cerveja.

13.8.09

"O jornalismo é o ópio dos irrequietos."
Gay Talese

12.8.09

Pra fugir da página em branco do word

Já volto lá pra matéria, juro. Só me dá dois minutinhos pra descansar a cabeça, olhar os e-mail, ler um que outro blog...

*

Quem diz que escrever é fácil merece tomar umas bifas, pra
1. parar de ser exibido
e
2. ver se aprende a mostrar mais respeito por essa nobre arte (sic) que embrulha o estômago de tantas pessoas diariamente.
Uma página em branco pode significar qualquer coisa. Bem preenchida, pode mudar o mundo (sorry honey, a digitadora aqui além de megalomaniaca é utópica. Dane-se o niilism pós-moderno que rodeia o mundinho). Mal, bom, que seriam dos cachorros de apartamento sem jornal?

*

Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.

Drummond


*

Ra-i-nha da dispersão. Só falta achar a escola de samba.

*

Li ali em qualquer lugar que a graça do Keuroc é ser como uma estrada. Estar sempre indo pra algum lugar sem chegar necessariamente a lugar nenhum. Achei bonito. Fazendo amigos pra sempre, ainda que só por 5 minutos, completou o cara. That´s it, man. That´s it.

*


(Cartie-Bresson)

*

Um dia um amigo diagnosticou que meu problema era falta de concentração. O diagnóstico segue o mesmo.

A tal conferência de comunicação

Fim do ano, nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, vamos ter a I Conferência Nacional de Comunicação, assunto que vocês já devem estar carecas de saber graças a cobertura exaustiva da mídia. O bixo nasceu oficialmente de um decreto presidencial publicado em abril após anos de apurinhação dos mais diversos grupos e tem como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.
As discussões por enquanto giram em torno do que discutir, já que essa é a primeira experiência do gênero do país (pra se ter uma idéia, só de saúde já foram realizadas 13 conferências nacionais!).
Ctrl+c, ctrl+ do site oficial da conferência, quem preside a Confecom é o Ministério da Comunicação junto com os órgãos do poder público e as instituições da sociedade civil que compõem a Comissão Organizadora, responsável por regular todos os aspectos da Conferência . Ela é composta por oito representantes do Executivo Federal, dezesseis representantes da sociedade civil, divididos entre entidades do movimento social (7) , organizações do setor privado-comercial (8) e mídia pública (1).
Em bom português, isso significa que quem tem que tocar o negócio somos nós, já que o papel desse tipo de conferência é justo dialogar com a população para encontrar soluções.
Se você não faz idéia do que é esse tal de Confecom mas acha bacana pensar a forma como é feita a comunicação no país e até acredita lá no fundo que a sociedade civil organizada pode sim fazer alguma diferença nesse samba do criolo doido que é a mídia brasileira, que tal participar das tais “instituições da sociedade civil” que compõem a Conferência?
Aqui no Rio Grande do Sul as reuniões da Confecom acontecem todas às quintas, às 19h. Amanhã o colóquio é lá no Sindicato dos Jornalistas que fica na Andradas, 1270, 13º andar e todo mundo é bem vindo.
Te interessou? Dá uma bisoiada nos endereços a seguir que trazem informações mais completas e explicativas sobre a questã que esse vã post que vos fala.
E borá fazer a revolução.

Pró-conferência RS
Comissão Nacional Pró-Conferência

11.8.09

Reflexão do dia

Pensar grande é o princípio de grandes feitos. E de grandes tombos, off course.
Resoluções de primeiro dia do resto da sua vida (aqui o relógio do pc acaba de marcar 00:00).

  • Mudar o mundo;
  • Terminar a monografia;
  • Arranjar alguma coisa séria para fazer da vida;

Como vocês podem perceber, o primeiro item não só é o mais plausível, como o mais factível no momento. Opa, 00:01.

10.8.09

Ó céus, ó vida, ó computadores

Existe vida sem internet. É uma boa vida. Melhor. O problema é que o resto do mundo continua a viver interneticamente. Haja paciência pra desatolar a caixa de e-mails, recuperar a leitura e superar a sensação de vazio que o tempo longe da mãe web causa.

9.8.09

Breves considerações sobre um país a descobrir

O Brasil é grande. Tremendamente grande (e tremendamente igual de um jeito que eu ainda não consigo definir). A gente aqui do sul, sudeste tem mania de pensar que ele se resume a gente e que só nós que temos direito a esse termo "brasileiros". Que bobabem.
Viajei 42 horas de ônibus, vi uma imensidão de chão e ao colocar os pés em Brasília - uma cidade doida, construída do zero no meio do nada por um comunista que não gostava de calçadas - só conseguia pensar que não tinha corrido nem metade.
Não satisfeita, peguei um avião até o Ceará pra descobrir que o Brasil também não terminava ali. Se eu quisesse ir a Belém, ainda teria mais uns três dias de estrada.
Uma guria me perguntou. "É verdade que lá - e o lá abarcava esse lugar absurdo que se acha o umbigo do mundo chamado Rio Grande do Sul - tem ruas com placas em alemão?".É. Grande coisa. É tanto sotaque, é tanta mistura que chega a ser ridículo dizer que sou de origem italiana. "No Brasil todo mundo transou com todo mundo e deu no que deu", sentenciou um amigo cearense - e loiro. Porque o Brasil é isso. Loiro, moreno, cafuso, negro, musical, sério, divertido, o diabo a quatro misturado.
E o Rio Grande do Sul não é o mundo, thank God.

Novas velhas

De volta a vidinha internética, caída de para-quedas no inverno gaúcho e recebida por um tempinho tipicamente caxiense: chuva plus frio plus umidade. Como veio com o plus churrasco, família reunida e cama quentinha não tenho do que reclamar(sim, sim. Feliz dias dos pais mr Bianchi).
Anyway, as novas velhas. Semana triste para os blogs gaúchos. A Nova Corja fechou as portas (sei que vocês já sabem, mas não custa repetir). O timing não podia ser melhor. Bem na hora que o Ministério Público mandou as favas o restinho de dignidade do governo. Agora com ou sem "ai ai, pula Yeda que ela cai" o mar de lama que já era geral ficou visível até para o mais tapado dos tapados eleitores da desgovernadora.
Como bem lembrou o Träsel, o jornalismo perde com a saída dos guris de cena. E que venham mais pessoas dispostas a jogar lenha na fogueira seguindo o elma do Millor. "Jornalismo é oposição, o resto é balcão de secos e molhados”.
E como uns vão outros vêm, tem também o Ale de blog novo. Ainda não tive tempo de ler, mas já vai pro blogroll. Toda sorte pra ele e pra Thais nessa empreitada. Viva os que tem coragem pra redescobrir o mundo e viver além das 9 a.m às 18 p.m. Não somos todos estrangeiros no fim?

3.8.09

18 horas do Sul

Oi, coração
Não dá pra falar muito não
Espera passar o avião
Assim que o inverno passar
Eu acho que vou te buscar