9.8.09

Breves considerações sobre um país a descobrir

O Brasil é grande. Tremendamente grande (e tremendamente igual de um jeito que eu ainda não consigo definir). A gente aqui do sul, sudeste tem mania de pensar que ele se resume a gente e que só nós que temos direito a esse termo "brasileiros". Que bobabem.
Viajei 42 horas de ônibus, vi uma imensidão de chão e ao colocar os pés em Brasília - uma cidade doida, construída do zero no meio do nada por um comunista que não gostava de calçadas - só conseguia pensar que não tinha corrido nem metade.
Não satisfeita, peguei um avião até o Ceará pra descobrir que o Brasil também não terminava ali. Se eu quisesse ir a Belém, ainda teria mais uns três dias de estrada.
Uma guria me perguntou. "É verdade que lá - e o lá abarcava esse lugar absurdo que se acha o umbigo do mundo chamado Rio Grande do Sul - tem ruas com placas em alemão?".É. Grande coisa. É tanto sotaque, é tanta mistura que chega a ser ridículo dizer que sou de origem italiana. "No Brasil todo mundo transou com todo mundo e deu no que deu", sentenciou um amigo cearense - e loiro. Porque o Brasil é isso. Loiro, moreno, cafuso, negro, musical, sério, divertido, o diabo a quatro misturado.
E o Rio Grande do Sul não é o mundo, thank God.

5 comentários:

osestrangeiros disse...

Que legal, Paula! Bela jornada! Valeu pelo estímulo no blog!

Acho que tudo se resume numa frase: temos que descobrir o Brasil.

Abração!

Paula disse...

Boa Ale. A palavra certa é descobrir.

Kauê disse...

passo fundo é o mundo

e tenho dito

Paula disse...

Claro, pf já apareceu até em Sinais.

Judite disse...

porto alegre é o mundo. em uma ervilha.