27.2.10

Dom Casmurrice feminina

Gamei, gamei, gamei. Mulher de um homem só do Alex Castro. Grande livro (pra não falar da genialidade e coragem da publicação, via mecenato internético). Fim da sessão babação de ovo. De volta pro livro.

(Dá pra dar uma espiada aqui, ó)

*

Adendo: Não consegui parar de ler, como há temos não me acontecia. Só não varei a madrugada com a história por que meus amigos me tiraram de casa quase a força.
O livro fala da passagem dos 18 e poucos pros vinte e tantos pela voz da Carla, e só da Carla. Com aquelas paranóiazinhas que tem toda mulher (e todo homem, nem vem) ela vai teorizando a amizade desde sempre do marido Murilo com Júlia.
Ela fica nessa meio Dom Casmurro, questionando se o Murilo tá com a Júlia desde sempre e só a gente e ela que não sabe e... só lendo. Por isso segue um trechinho do texto que tá lá no blog do Alex Castro.

História de Libeca

Mas às vezes ele me choca, me choca de verdade. Algumas histórias não sei se teria casado se soubesse. A primeira vez que esses ideais inconstantes do Murilo foram postos à prova foi com o caso da Libeca e, nessa prova, o Murilo não passou não, não passou mesmo, teria ido direto pra recuperação e ia ficar dezembro todo na sala de aula. Mas acho que sou eu. Religiosa ou não, não interessa, sou muito passional, muito apegada à vida: uma vida, um minuto a mais de vida que seja, não vale todas as teorias e argumentações e racionalizações do Murilo, e não entendo como ele pode ser tão frio, como pode colocar idéias antes de gente, e isso me assusta, porque decidi passar a vida com esse homem, e ele é o pai da minha filha, e não sei se posso confiar nas decisões dele, se o seu bom senso errático não poderia preferir lealdade a algum ideal abstrato do que à vida de Raquel. E essa história me bota medo, mas vou contar mesmo assim, vou contar o que Murilo fez com a Libeca porque isso tem tudo a ver com o que houve depois.

(o resto da Libeca)

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