2.3.10

Estava aqui pensando no que não poderia deixar de levar caso fosse embora amanhã. E a verdade é que não precisava mais que uma mochila. As roupas a gente usa conforme a estação, os livros lidos estão na memória e o que ainda não li nas bibliotecas de todos os lugares. A minha família e amigos, esses meio que estão comigo o tempo todo mesmo quando não sabem. Batendo colóquios mentais intermináveis enquanto miro em silêncio a paisagem. Um par de tênis, um havaianas, um casaco, um lenço, umas três quatro camisetas, duas calças e mais uma meia dúzia de calcinhas. Viajaria leve e com um coração bem aberto. Pro mundo, pra vida, pra janela além do meu quarto.

4 comentários:

Signorina Benvenuti disse...

É, eu tive essa experiência de ir-me e, realmente, uma mochila é suficiente. Só mesmo quando a gente começa a se acomodar que sente necessidade das coisas ditas materiais. Pra correr um pouco do mundo mesmo, nem precisa de muito :*

Paula disse...

É, precisa pouca coisa e muita coragem pra dar o bendito primeiro passo. By the way, ficaste sabendo da novidade natusiana? O barba ruiva saiu das estatísticas!

Signorina Benvenuti disse...

Saiu não, agora que ele vai entrar, e na estatística dos trabalhadores com carteira assinada! Vai ajudar a engordar os números do Lula e da Dilma, hahah!
E o bendito primeiro passo é questão de tempo, cada um tem o seu. E o bom mesmo é arriscar justamente quando a gente não tem nadinha a perder, porque além do chão não sei vai, então é só levantar...

Caroline disse...

agora que ti tá por aí, aproveita e curti por mim a maravilhosa biblioteca daí, localizada no coração da Cinelândia. E de preferência quando for ler ou estudar pega a mesa de número quatro, onde Drummond sentava sempre.
Te cuida por aí.