31.5.10

If I had the chance I’d ask the world to dance

Uma certa timidez que me acompanha desde sempre e um virginianismo tremendo tem me tirado a vontade de escrever por aqui. Enjoei do layout, fiz outro e vi que no fundo isso não era o problema. Pirei um pouquinho, fiz outro blog e pensei "lá ninguém vai me ler, ha ha ha", mas vi que isto também não tinha sentido. Afinal um blog sem leitores não é um blog, certo? Daí deixei o negócio em banho maria, fui pra outros pagos e... também não era por aí.
Na falta de saber o que fazer, decidi enfrentar a questã de frente: escrevendo. Prometo solenemente escrever um pouquinho por dia, todos os dias... pelo próximo mês (também não vamos exagerar). Nem que seja um paragrafinho. É uma forma de domar a minha falta de disciplina literária e me fazer sentir um pouquinho mais útil. Digamos que é uma espécie de 'saving Paula program', só que pra me salvar da acomodação de ser gente de segunda a sexta com sete horas de trabalho e uma de intervalo. Haja coração pra aguentar tamanha rotina.
O programa também inclui ô de sempre: mais livros, mais exercício e mais amigos. Como a parte dos amigos fica geograficamente prejudicada, vamos entrar com mais estudo e menos comida. Quero ao menos ir ou voltar caminhando os 3 km que separam do job todos os dias - isso pra não falar subir a escada que me separa do sexto andar la labuta porque aíte m que acordar mais cedo, pra chegar mais cedo e sair mas cedo... e vamos uma coisa pro vez.
O fator livros foi resolvido com uma visita a Porto Alegre de Todos os Santos e uma mala de rodinhas vazia que voltou abarrotada - um bom livro pode salvar uma vida, ou ao menos levar a gente pra outro lugar. Ao menos comigo é assim desde sempre (o que lembra - Extremamente Alto & Incrivelmente Perto do Jonathan Safran Foer. Chorei lendo. E eu não choro lendo - nunca. Lindo, lindo, lindo). Também descobri uma biblioteca nos fundos de uma praça florida que me fez dar pulos de alegria e onde devo passar os meus 60 minutos de intervalo de agora em diante.
O estudar é simples. Google acadêmico, a tal biblioteca e polígrafos resgatados do fundo das caixas de papelão que guardavam os meus últimos cinco anos.
Sei que esse blog não é um diário, nem pretende ser. Mas como disse o Ale uma vez num post muito bonito que pingava de tão sincero que a minha memória de elefante guardou - talvez eu precise de um diário.

Por hoje é só pessoal.

Um comentário:

Signorina Benvenuti disse...

Bah, tô muito nessas de fazer planos pra uma vida mais interessante também. Internet em excesso dá azia! E até me sinto menos sozinha assim porque essa é mais uma noite que noite passou e não abri aquele livro que havia prometido ler...