21.6.10

Sopa de ervilhas S.O.S Malibu

Então o trabalho não está aquela coisa, o frio pegou pra capar e pra completar uma gripe abana de longe. Na falta de pai, mãe, cobertor de orelha ou coisa que o valha capaz de ter um efeito dorflex reconfortante (ou mesmo com tudo isso e ainda com a barriga vazia), é hora de apelar pras panelas e pupilas gustativas, e tomar aquela que a decisão que apesar de resultar invariavelmente numa pia de louça suja, sempre tem o seu valor: cozinhar.

O momento pede algo que alie gostosura, facilidade, sensação quentinha e, de preferência, um Benegripe no fim pra evitar problemas futuros. Que fazer então? Sopa de ervilhas, ora bolas! E não venham me dizer que ervilhas são insossas, verdes e deveriam ser excluídas do cardápio de qualquer pessoa em sã consciência (meu antigo argumento de RU). Com um pouquinho de jeito elas não só salvam a noite, como ainda ficam com cara de mamãe que fez.

Primeiro, a passada básica no mercado ou em casos mais prevenidos, na dispensa (a porção é dessas pra fazer e sobraaar. Na dúvida divide por dois, três, quatro... ).

Você vai precisar de:

  • meio kg de ervilha seca (aquela de pacote que de longe lembra lentilha. Inclusive, ela fica perto das lentilhas e grãos assemelhados no mercado);
  • algum bacon ou calabresa ou os dois;
  • 1 cebola média
  • sal, pimenta e todo e qualquer tempero velho de guerra que estiver sobrando e você achar interessante;

Detalhes descartáveis altamente recomendados:

  • 1 dente de alho
  • louro
  • 1 tomate ou extrato
  • caldo de galinha
Com a bateria de ingredientes em mãos, vamos ao preparo. A sopa é facílima, o único pense duas vezes é o tempo (1 horas e pouquinhos) que leva pra ficar pronta. Em dias animados, eu faço um panelão e aproveito pra guardar porções na geladeira e ter assim uma home made food em tempo de fast food pros dias de necessidade.

Mas tergiverso, enfim a receita:

Pegue a ervilha e coloque numa panela com bastante água e tempere. Temperar é uma coisa relativa, mas recomendo os clássicos sal e pimenta, mais uma folha de louro e um caldo de galinha. A idéia é cozinhar até a ervilha ficar macia, o que depende de cada fogão. Na dúvida, de dez em dez minutos dá uma boa mexida e avalia a situação. Em mais menos uma hora ela deve chegar lá. Quando a ervilha estiver quase pronta é hora de picar a calabresa ou o baicon ou os dois, a cebola, o alho e o tomate e mandar pra frigideira rock´n´roll. Assim que a gordurinha escolhida torrar, é só jogar na panela com a ervilha, mexer e ser feliz.

Em casos de vontade de algo mais feijãozinho feliz, antes de misturar tudo dá pra bater ou esmagar um pouco a ervilha com uma espumadeira e beber de canequinha com aquele pão dormindo de anteontem.

A felicidade está nas pequenas coisas. Às vezes nas grandes canecas de sopa.

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