30.8.10

Até logo, Rio

(cuidado, texto pingando de clichês)

Estou a caminho de Sampa após memoráveis seis meses de Rio de Janeiro. Nesse meio tempo não subi nenhuma favela, comecei a chiar, peguei praia todos os dias ou acabei num baile funk. Tão pouco escrevi as reportagens da minha vida. Mas fiz um bocado de bons amigos, desses pra guardar pra vida, suficientes pra me fazer pensar três vezes antes de abandonar a cidade maravilhosa.
No fim, indo atrás de uma vida nova e aventureira acabei em meio a uma rotina acomodada, com um cobertor de orelha e uma pseudo-família que apesar de não serem o que eu achava que queria eram justo o que eu precisava. Às vezes me sinto um tanto franco-atiradora em relação à vida, indo sempre de acordo com a maré sem construir nada, mas talvez semear amigos seja tão importante quando erguer castelos invisíveis.

E quem é que sabe o que vai acontecer semana que vem?

Sorte pra todos nós, que eu vou seguir me espalhando por aí feliz de ter muitos braços para os quais voltar. Seja em Caxias, Porto Alegre, no Rio ou na Bolívia.

2 comentários:

Pati disse...

São Paulo também tem uns diabos de uns braços invisíveis que te apertam e não te deixam sair...
Buenas, welcome :D

Joana's disse...

Querida

Pode ter certeza que aqui sempre vai ter muitos braços aberto a te esperar.... E sempre morrendo de saudade esperando teu retorno....
Foi ótimo te ver e te dar aquele abraço... bjão