15.9.10

Um banho, uma sopa, alguém de salto alto no andar de cima que não para de caminhar pra cá e pra lá e um texto pra escrever pras 23h59. Mais as duas horas diárias de metrô plus bus pra ir e voltar, o depertador eterno pras 6h e alguma que outra cerveja e voi lá: São Paulo.
E ainda assim, uma vontade louca de gritar: quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João...

6.9.10

Informe

Então, povinho. Hoje meio que começou oficialmente o Curso do Estadão que me trouxe à Sampa city. Eu e mais 29 coleguinhas assistimos à sabatina do Serra pela manhã e passamos à tarde a cata de pautas no centro a cidade, que sabe ser bonito de uma forma cruelmente cinza. Uma mistura de "de volta aos bancos escolares" e trainee, já que daqui três meses os melhores da turma serão premiados com uma vaga no grupo.

A sabatina foi quatro quatro meia, como diria o grande Tim Maia (só tenho uma coisa a dizer sobre a biografia do Nelson Motta, Tim Maia - Vale tudo: leiam!). Durante pouco mais de duas horas os três entrevistadores pegaram descaradamente leve, chegando a levantar algumas bolas pro homem e deixando ganchos verdes neon para perguntas passarem.

Começou pela questão da quebra de sigilo da filha do candidato, Verônica, que Serra insistiu em ressaltar que deve ser tratada não como uma questão de prejuízo eleitoral, mas como um crime. Além do "somos todos Francesnildos", frase que o candidato soltou na semana passada e que foi multiplicada por todos os jornais do país, Serra afirmou que o PT é um partido que convive com esfoço com a democracia, com uma vocação francamente bolchevique, mas sem a ideologia e por aí vai.

Sabe, acho que já destravei. Borá pra matéria!

5.9.10

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Fernando Pessoa