14.11.10

Às vezes tenho a sensação de que a vida só existe quando registrada, contada, testemunhada. Terei vivido esses dias se não puder lembrá-los? A memória é mesmo uma ilha de edição? Até que ponto somos o que vivemos ou vivemos para contar?
Construindo castelos de cartas de palavras todos os dias, atrás de histórias que amanhã servirão de banheiro de cachorro, me pergunto se não faria mais sentido estar lá fora testemunhando do que aqui escrevendo.

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