25.12.10

Tulipa, Jeneci e Muriel - Indicações musicais e quadrinísticas

Darling, deixa eu te contar (que às vezes só subindo no salto e encarnando a drag pra conseguir escrever). Descobri, conheci, passei a ouvir dois cantores fantásticos nesses últimos meses: Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci. Os dois fazem parte da "nova cena musical paulistana", mas mais do que isso, eles têm aquele gosto de é isso aí que eu sinto também com a surpresa boa de uma música que te faz parar para ouvir e consegue dar um pouquinho mais de sabor ao dia.
A Tulipa eu vi cantar ao vivo na Augusta, o Marcelo eu perdi por causa de um temporal e daquela preguiça que ataca o fim de tarde de domingo e faz tudo parecer tãaao longe, mas cara a cara ou interneticamente os dois arrasam. Fica a dica, de presente de natal pra ouvir nesse limbo até o ano novo.



Melhor viver meu bem Pois há um lugar Em que o sol brilha pra você Chorar sorrir também e depois dançar Na chuva quando a chuva vem...

***

Falando em drag, o Laerte tá com uma série de tirinhas que satirizam a suposta ditadura gay muito bacana lá no Muriel Total. Coisa de gênio, bicho. Porque todos nós sabemos que esse mundo tá virado de cabeça pra baixo e só saindo no salto, de tanga e coberto de glitter para ser aceito, right?

Oi, página em branco.
Oi, Paula.
Tudo bem por aí?
Tudo e contigo?
Mais ou menos, ainda na mesma página.

18.12.10

Jabá da 21ª turma do curso Estado de jornalismo intensivo

Fui pra Sampa fazer o Curso Estado de Jornalismo, uma espécie de trainee do Estadão que mistura aulas, palestras, prática na redação e 30 focas de várias partes do país num combo de mais ou menos 12 horas por dia no jornal. O curso acabou na sexta passada e além do vazio de voltar a ter uma vida (ou não, já que ficar de molho sofrendo a perda dos sisos não está exatamente entre as coisas que eu mais gostaria de fazer quando voltasse a ter tempo livre), ficaram também alguns links que eu devia ter indicado antes, mas sacomoé, antes tarde que mais tarde.


Focolândia reunida

No blog Em Foca é possível acompanhar a rotina do povinho nesses três meses e também os bastidores da produção das matérias do caderno Sob nossos pés, sobre os subterrâneos da paulicéia.



Encartado junto com a edição de 11 de dezembro do jornal, o caderno é a cereja do bolo do curso e vem com matérias assinadas e feitas com muito carinho pelos 30 focas. Os texto podem ser lidos em pdf aqui.



Pra completar, com o fim do curso entramos todos para o banco de talentos do Estadão (o que me lembra, se alguém souber de alguma vaga bacana pra repórter em São Paulo ou no Rio, estamos aí). E já que o clima é de fim de feira, segue um vídeo com a formatura e afins.

2010, amigos e saudade

2010 foi - e como faltam menos de 15 dias pra 2011 me sinto no direito de usar foi - um desses anos pra lembrar. Não que 2009, 2008 e os últimos anos não tenham sido memoráveis, mas foi quando terminei um processo de deixar a casa a mãe e os pagos em que cresci que comecei ainda em 2005 quando mudei pra Porto Alegre.
O ano, que começou no paralelo 30º com aquele gosto azedo de quem tinham recém voltado de algum lugar do qual não queria retornar, não ainda (não fosse a monografia, eu tinha atravessado o Titicaca e partido pro Peru e onde mais arranjasse amigos pelo caminho), terminou numa São Paulo carregada de garoa, com um sol escondido e mais 30 e poucos amigos pra sentir saudade. Fora o Rio, que apareceu do nada em março quando o calor abrasador ainda não tinha amenizado e o futuro era um borrão agoniante. Também com mais amigos, mais saudade e menos inverno, além daquele garoto em Ipanema por quem me enamorei.
Agora aqui na grande Caxias do Sul, com quatro sisos a menos e indicações médicas para não sair de casa, nem fazer movimentos bruscos não consigo não pensar que a vida é sim a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.
Tem muito mundo, muita gente, muita coisa pra se conhecer e sentir saudade aí fora. E se eu repetir as palavras amigos e saudade mais algumas vezes nesse texto, por favor não pensem que é falta de vocabulário nem desatenção. É mais algo em que me tornei especialista nesses últimos tempos.