18.12.10

2010, amigos e saudade

2010 foi - e como faltam menos de 15 dias pra 2011 me sinto no direito de usar foi - um desses anos pra lembrar. Não que 2009, 2008 e os últimos anos não tenham sido memoráveis, mas foi quando terminei um processo de deixar a casa a mãe e os pagos em que cresci que comecei ainda em 2005 quando mudei pra Porto Alegre.
O ano, que começou no paralelo 30º com aquele gosto azedo de quem tinham recém voltado de algum lugar do qual não queria retornar, não ainda (não fosse a monografia, eu tinha atravessado o Titicaca e partido pro Peru e onde mais arranjasse amigos pelo caminho), terminou numa São Paulo carregada de garoa, com um sol escondido e mais 30 e poucos amigos pra sentir saudade. Fora o Rio, que apareceu do nada em março quando o calor abrasador ainda não tinha amenizado e o futuro era um borrão agoniante. Também com mais amigos, mais saudade e menos inverno, além daquele garoto em Ipanema por quem me enamorei.
Agora aqui na grande Caxias do Sul, com quatro sisos a menos e indicações médicas para não sair de casa, nem fazer movimentos bruscos não consigo não pensar que a vida é sim a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.
Tem muito mundo, muita gente, muita coisa pra se conhecer e sentir saudade aí fora. E se eu repetir as palavras amigos e saudade mais algumas vezes nesse texto, por favor não pensem que é falta de vocabulário nem desatenção. É mais algo em que me tornei especialista nesses últimos tempos.

3 comentários:

Ramon Vitral disse...

Desejo um ótimo 2011 pra vc, 25 ;)

Lindo o texto.

Paula disse...

Muito obrigada, 26. ;)
Nos encontramos pelo sudeste.

Pati disse...

:)