31.1.11

Da ansiedade do texto em gestação

Estou escrevendo uma matéria para uma revista e, finalmente, cheguei a algum lugar. Como vocês devem saber, chegar a algum lugar é sempre melhor que chegar a lugar nenhum, não que em termos de texto isso signifique necessariamente chegar a um bom lugar.
Essa ansiedade pré criação é sempre um parto desgraçado, ao menos no meu caso, que depois gera um misto de orgulho e nunca mais quero saber desse negócio. Mais ou menos como explica o Gabo tão bem no texto A melhor profissão do mundo, citado aqui uma porção de vezes e na minha formatura, que calha de fazer um ano justamente hoje.
Parabéns, 2005/1.

"Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

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