10.4.11

Espremendo a tragédia pra fazer jornal

A semana começou calma, teve um meio apocalíptico e continua triste (quando a gente trabalha sábado e domingo e não tem folga a vista antes da próxima sexta não dá pra falar em fim). Só quem estava em outro planeta na quinta-feira não ficou sabendo e sofreu um junto ao menos um pouco com a história das vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira no bairro de Realengo, aqui no Rio.
Em meio a tanta dor a imprensa - e eu junto, dando plantão na porta do hospital para o qual as crianças foram mandadas - espremeu tanto a tragédia para fazer jornal que perdeu a mão e exagerou: as bancas amanheceram pingando sangue na sexta-feira. Sobrou para o maior gozador o papel de jornal sério, traduzindo numa capa simples e sincera a dor do país.


Parabéns, Meia Hora.

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