28.7.11

Pesadelo com Camões

Sonhei que não sabia mais reconher os tipos de orações subordinadas e passei a noite agoniada, presa num pesadelo gramatical em que só faltou aparecer minha professora de português do Ensino Médio me reprovando - e ela sabia fazer uma cara de reprovação como ninguém. Acordei tranquila. Já não sei, mas tem coisas piores da gente esquecer.

24.7.11

Amy

Bastante gente entrou aqui no blog atrás de um post de 2008 (Descanse em paz Amy) em que chutei que a Amy morreria aos 27. Aos que agora respeitam o meu lado Walter Mercado deixo claro que foi é uma infeliz coincidência. Apesar de ter acertado a idade de falecimento da moça, fiquei triste com a notícia. O rock perde uma das suas intérpretes mais verdadeiras. Um brinde a Amy, onde quer que ela esteja.

21.7.11

Porto Alegre e Caxias com sol, apesar do frio, são lugares agradabilíssimos. Com chuva, vizinhos do purgatório.

13.7.11

Entre canetinhas e pães de colônia

Uns exercícios que fiz ontem e hoje de manhã. Tem até uma versão pichain do Pedro que passou aqui pra almoçar.



E a minha primeira fornada de pães tradicionais (já fiz pãesinhos de iogurte com erva doce), que saiu fresquinha ontem a tempo do café das 22h.



A receita é bem simples. É só misturar 50 gramas de fermento fresco (fica junto com os frios no mercado), 1 copo de óleo, 2 copos e 1/2 de água morna, 1 ovo, uma pitada de sal e 2 colheres de sopa de açúcar, tomando o cuidado de desmanchar o fermento na água antes de bater tudo no liquidificador. Depois você literalmente colocar a mão na massa e acrescenta um quilo de farinha branca, misturando tudo até desgrudar das mãos.
A parte mais chatinha é esperar e amassar. Deixa a massa crescer uma hora, divide em duas partes e faz os pães. Mais 40 minutos crescendo, meia hora de forno e você tem pão caseiro. Acreditem se quiserem, omeu ficou com gosto de pão de colônia.

Porque, se for pra comer, que seja o pão que eu amassei, né.
Continuando com a lista das pequenas coisas sempre adiadas: limpar a caixa de e-mails.

12.7.11

Homemade panquecas de filmes americano

Descobri o segredo das panquecas de filme americano (aquelas fofinhas, geralmente empilhadas em cafés da manhã beeem gordos): fermento! Ui, ui, ui. Não se trata de fazer a massa tremendamente dura, nem de colocar minúsculas porções na frigideira. O segredo, a chave do negócio, o tchan é colocar uma colheirinha de fermento e deixar as massada descansar por uns minutos (percebe-se que a pessoa passou anos sem saber disso). Nada como um ócio criativo para reanimar as experimentações culinárias.

Fermentos à parte, se você também quiser fazer um café da manhã ou lanche da tarde à americana a receita é simples. É só misturar 1 xícara de farinha, 1 xícara de leite, 2 ovos, 2 colheres de sopa de áçucar, 1/2 colher de chá de fermento e uma pitada de sal. Como era só pra mim, fiz metade e bati no braço mesmo com o meu amado fue, porque uma coisa é se animar a fazer panquecas matinais, outra encarar um liquidificador sujo sem necessidade (também dá pra misturar pedaços de maça e, aí sim, bater profissionalmente).

Massa pronta, aqueça a frigideira, coloque um cadin de cadin de manteiga/margarina/o que tiver a mão e uma porção de massa no olhômetro. Cozinhou de um lado, virou, cozinhou mais um pouquinho e é isso aí. Home mande panquecas de filme americano.

Pra engordar ainda mais, dá pra comer com chimia (geléia) e afins. Eu tasquei uma colherada de mel que a mãe mandou lá da terrinha. Combinou perfeitamente.

11.7.11

Hoje está mais difícil. Talvez porque é segunda, tem sol. Fica aquela obrigação de estar lá fora ganhando a vida. O grande desafio da semana será vencer a ansiedade.

7.7.11

A velha lista das tarefas adiadas

Sabe aquele monte de roupa que pede para ser doado? Ah, outra hora a gente vê isso. A caixa de e-mails não lidos que você passou a ignorar quando chegou na casa dos gols do Romário? Pior, os e-mails lidos e separados para responder com todo carinho, e que ainda estão lá, juntando poeira virtual; a lâmpada queimada do corredor, os papéis pra guardar e pra jogar fora, a tal da pintura da sandália começada no verão...
Pois bem, a hora chegou. Hoje é dia de de colocar a velha lista em dia - com uma pausa para um almoço com uma jornalista amiga, café com uma editora de revista gente boa e cerveja com outro jornalista bacana (contatos são tudo nesta vida de job hunting). Desejem-me sorte e vamos lá.

Pra animar a quinta-feira, a semana, a vida, vamos como hino desses dias incertos. Todos com a mãozinha pra cima cantando:

Eu quero é botar o meu bloco na rua...

6.7.11

Romantismo gramatical

Nunca fui o ser mais romântico/meloso do mundo, o que me exclui do "delisga você, não, desliga você", "amorzinho guti guti" e por aí vai. Pois eis que fim de semana em Sampa deu saudade do senhor namorado e, ao ver a carinha do dito cujo entre as últimas aparições do Facebook, resolvi exercitar um pouco desse lado enferrujado. Escrevi na caixinha:

- Sa-u-da-de, pode?

Sem resposta, lembrei ontem da mensagem e perguntei se o gajo tinha visto. Viu.

- Também, tu quer me colocar numa sinuca dessas!? Tem uma corrente que defende que é ditongo, outra que é hiato. De certa forma as duas estão certas, mas não tive tempo de pesquisar nos meus livros de português para checar.

Sobrou pra mim. Saudade pode. Pode até confundir carinho virtual com dúvida gramatical, ainda mais quando a autora é dada a explosões românticas.

Ahh, Paris





Vi Meia noite em Paris ontem e só conseguia pensar, "por que mesmo que não estou em Paris?". E é bem essa a do filme. O outro lugar, o outro tempo sempre parecem mais interessantes. O jeito é encarar o presente de frente e sem mi mi mi.


*By the way, belo Woody Allen. O melhor dos últimos tempos (melhor que Vicky Cristina Barcelona, sim senhor).


**Chega de musas. Woody deveria era passar a filmar só com o Owen Wilson! O cara absorveu perfeitamente o papel que seria do diretor alguns anos atrás. Os trejeitos, a fala. E de uma forma nada caricata.


*** Pra fechar. O que é o Hemingway, ein?!

5.7.11

Dia 1

Diário do desemprego

É isso aí, amiguinhos. Após seis meses de montanha russa emocional e muito aprendizado, acabou, enfim, meu freela no jornal. Sou contra a supexposição, mas também acho que devemos deixar claro pro mundo nossos desejos, pra não poder reclamar depois que ninguém ouviu. Então mundo, favor prestar atenção: quero um emprego bacana, que tenha a ver comigo e me possibilite pagar o aluguel com tranquilidade e, se não for pedir demais, guardar uns trocados para visitar os amigos além mar. E no Rio. Apesar de ser apaixonada por Sampa, a cidade maravilhosa me seduz. E temos que fincar um pouco o pé para alcançar coisas legais.

Como sou um ser nascido sobre o sol de virgem numa família italiana - o que, para quem não dá a mínima para astrologia e não faz ideia de como são as relações em sociedades gringas, pode ser traduzido como constantamente com o bicho carpinteiro-, não sei ficar sem fazer nada. Piro, enlouqueço, ameaço pintar as paredes com canetinha.

Analu me disse pra relaxar porque ora bolas carambolas, essas coisas acontecem, e fazer as coisas que eu queria fazer mas não tinha tempo. Ler, escrever, ir ao cinema, pedalar, desenhar sem pressa. Vou tentar seguir o conselho enquanto jogo bóias salva vidas em forma de currículos - o sr pai e a sra mãe que estão inconsoláveis, desacostumados que estão com a ideia de trabalhos freelancers -, e tentar olhar pollyanamente para o meio copo cheio. Em breve aparece algo ainda mais legal. Ou, como diria Iliri, tem espaços que a gente precisa criar.

Para começar o não-pirômetro, vou passar longe do pc limpando o meu quarto e o banheiro, que estão carentes de vassouras e afins. Depois, mergulho na biografia da Cleópatra escrita pela jornalista Stacy Schiff. Não matei ela na madrugada por pena da moça sentada ao meu lado no busão Sampa-Rio e claramente incomodada com a luz que iluminava minhas páginas e o sono dela.

Um grande brinde ao sagrado direito de tentar, e se alguém souber de alguma vaga para repórter, estamos aí.