3.11.11

Um brinde aos sobreviventes

Ontem passei parte do feriado em um divertido e típico almoço em família -- emprestada, que a de core festejou junta no frio caxiense --, com direito a bebês chorando, tios e tias falando alto e cachorros passeando pela casa. Em meio a taças de vinhos e pratos de strogonoff, alguém resumiu a data: esse é um almoço em homenagem aos sobreviventes.

Uns silenciaram, outros não. Cada um com seus botões pensou nos seus. Eu, que apesar de jovem já tenho meus mortos pra zelar, lembrei na hora da vó (agora escrevendo também me vem a cabeça a colorida e irreverente tia Inês. Que esteja dando bicotas vermelhas e polemizando onde estiver).

O tempo passa, mas a saudade não termina. Se nos encontrássemos novamente eu prometo que falaria mais devagar. À mãe e as às tias, que, tenho certeza, lembraram dela também, todo o meu amor.

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