27.12.11

Retrospectiva 2011


Quando penso em dezembro de 2010 a mente vai longe e percorre meses que parecem anos até esbarrar numa Paula no meio da Avenida Paulista, caminhando e pensando o que seria desse ano em que não havia certeza alguma no ar. A começar pelo estado ou país em que eu passaria os próximos 365 dias.
Depois de meio ano no Rio e meio ano em São Paulo a resposta "qualquer lugar" deixou de ser uma força de expressão. Qualquer lugar para alguém com 23 anos, alguma cara de pau e um diploma de jornalismo debaixo do braço pode ser tanto o Japão quanto o quintal de casa, sem escalas.
E o lugar acabou sendo o Rio, mas um outro Rio, mais cru, mais pobre e bem diferente do que a gente vê na tv. Foi também o primeiro ano a sério de redação. E só quem pisou numa sabe a dor e a delícia de ter o nome impresso no jornal, muita vezes bem mais dor.
Pode-se dizer tudo de 2011 -- inclusive que ele não termina --, menos que não foi tudo lindo. Mesmo quando não foi lindo. Mesmo quando a gente enfrentou leão de canivete e saiu arranhada. Mesmo quando não dava vontade de por o pé na rua.
Se é pra tirar uma lição dessas de colocar na capa de livro de auto-ajuda -- e tem dias que a gente acordar um clichê atrás do outro, então me perdoem --, posso dizer, como ouvi/li em algum lugar, que a gente só sabe o quão forte é até que a única saída é ser forte. E que me descobri um hulk sempre que precisei.