25.5.12

Cenas da vida privada - versão Caxias do Sul

Mexo animada a panela de risoto vegetariano de beterraba que fez às vezes de almoço hoje. A mãe olha desconfiada. Como se não bastasse eu ter invadido a cozinha dela e pintado a pia e o liquidificador de cor-de-rosa!
-- Dá muito trabalho. Eu colocava logo umas moelas e fim de história.
-- Dai não seria vegetariano. Nem de beterraba.

21.5.12

O hotel Marina quando acende...

Uma das coisas bacanas/estranhas de morar no Rio é estar em uma cidade que é também cenário (que o diga a sensação de eterna turista que me ataca quando pedalo no calçadão de Copacabana).
Sabe, quando estou em Ipanema e o olho em direção ao morro Dois Irmãos para acompanhar o pôr-do-sol realmente vejo o hotel Marina acender!

15.5.12

Cenas da vida privada

(Cabelo recém cortado, bem muito mais curto que o normal. Naquela fase será que assim, será que assado, será que tem jeito.)
Sr. namorado - Tu parece o pequeno príncipe.
Eu - Vou encarar isso como um elogio.

10.5.12

"Si te van a matar, no te suicides"

Uma reflexão interessante sobre o futuro do jornalismo.

"Lo que los periodistas hemos constatado siempre es que en todos los periodos de cambios radicales, en todas las transformaciones tan brutales como esta a la que estamos asistiendo, suele haber muertos. Decenas de muertos por el camino. Y la pregunta que nos hacemos no es cuántos periodistas quedarán en el camino (que son muchos), sino si el propio periodismo será una de esas víctimas, porque las transformaciones le lleven a ser engullido por esa cosa mucho más extensa, y muy diferente, que es la comunicación.
Lo más triste es que de puro miedo a que nos maten, los periodistas terminemos pegándole un tiro al periodismo."
A palestra completa acá.

9.5.12

Beterraba fellings

A palavra é beterra. Risoto de beterraba!

Nem pense em torcer o nariz, que além de saudável o prato é delicioso. E falou a pessoa que NÃO gosta de beterraba.



Copiei a receita descaradamente do site da ZH depois que alguém a retuitou. Achei o risoto tão bonito, tão roxo, que não tinha como ficar ruim.

Tu vai precisar de:
8 beterrabas grandes - o número é meio cabalístico, comprei 9 só pra contrariar
arroz de risoto - nessa hora é melhor botar a mão no bolso e esquecer o arroz comum. A diferença é gritante. O arroz comum não "risoteia" do mesmo jeito, não coloca o carboidrato pra fora e fica cremoso como a gente quer e precisa. A receita original indica o tipo carnaroli, mas acho que se só tiver o arbóreo a mão também não tem problema.
1 cebola grande
1 dente de alho
350 ml de vinho branco - no caso, meia garrafa. Aqui em casa a gente costuma usar um tal de vinho culinário que vendem no mercado, mais pela relação custo benefício/pena de jogar um vinho bom na panela do que pelo sabor. Acredito que um bom vinho apenas melhore o prato, afinal, já dizia a mãe, "sagu tem que ser com vinho bom".
50 gramas de queijo ralado - coloquei um pacote de 100 gramas. Recomendo ter um pacotinho de reserva pra servir.
50 gramas de manteiga - achei meio demais e coloquei só uma boa colher de sopa
azeite de oliva
sal e pimenta
opcional: castanha do pará

O processo é bem simples e lembra os risotos comuns. O maior trabalhoso é descascar a beterraba e passar no processador ou, no caso da minha pobre cozinha, liquidificador com água. Prepare-se para mãos e pia rosa. No caso de usar o liquidificador  é importante lembrar de peneirar a beterraba pra ficar só com o suco, que segue para uma panela para aquecer enquanto a gente continua os trabalhos.

Em outra panela coloque um fio de azeite e a dupla cebola e alho bem picadinhos. Cebola refogada até soltar aquele cheiro de cozinha de mãe é a vez do arroz entrar. Sempre mexendo, coloque também o vinho e espere evaporar. Vinho evaporado, comece a colocar o suco de beterraba, que precisa estar quente, duas conchas por vez, sal e pimenta.

Acabou o suco, acabou o arroz. Geralmente são vinte minutos de intensa mexeção -- importante, parou de mexer babou. Na finaleira acerte o tempeiro, coloque o queijo e a margarina e pronto. Risoto de beterraba.

A receita sugere ralar castanha do pará por cima dando um ar de "falso parmesão". Se não tiver castanhas por perto serve o resto do queijo mesmo. Bom apetite.

8.5.12

Livros pra baixar, cursos e links bacanudos

Uma das coisas mais bacanas da internet é o acesso a informação -- por mais que a gente se habitue a frequentar sempre os mesmo sites e fontes.

Tem de como pintar um banquinho a cursos de filosofia em Yale online e clássicos da literatura brasileira for free.

Para sair um pouco da tríade mimimi-dona-de-casa-comilança em que o blog entrou e te ajudar a fazer um uso melhor desse conhecimento compartilhado na rede seguem alguns links chiquita bacanas, incluindo o tal curso em Yale.

cursos gratuitos via tenéti da Universidade de Yale

mais de 500 livros grátis para baixar

biblioteca pra baixar da USP

Afinal, internet também é cultura.

+ dica da Molly :)
/http://fuckyeahradicalliterature.tumblr.com/

Um banquinho, uma demão...

 Inspirada pelos milhares de blogs do tipo faça-você-mesmo que pipocam pela tenéti lancei olhares safados pra cima de um banquinho quebrado que esperava o caminhão do lixo aqui na frente do apê. Na dúvida, subi com o bichinho pra casa.
Já lixado e com a perna colada
  O diagnóstico não era dos melhores. Faltava uma perna e o que sobrou da tinta fazia par com rabiscos e pedaços de esparadrapo. Para completar, o banco ainda tinha um rombo na tinta com cara de incurável na parte de cima. 
Colocando toda a técnica apreendida na pré-escola pra fora
  O banquinho passou semanas na sala, a espera de atenção, e chegou a sofrer ameaças de voltar para a malfadada lata do lixo até que num desses dias de ócio criativo me peguei olhando pra ele de novo e decidi tirá-lo do mundo das ideias para o dos móveis da sala.
Primeira demão. Tá vendo o senhor rombo ai em cima?
  Passei numa ferragem qualquer e com a assessoria do atendente comprei tinta para madeira - uma latinha bem inha de esmalte sintético vermelho da Coral -, duas lixas de 80 e 100 e cola, também para madeira. A conta fechou em incríveis R$ 10.
Nem deu pra reclamar de bagunça e a casa saiu ilesa da empreitada
Comecei lixando o banco como se não houvesse amanhã até tirar quase toda a tinta antiga e os esparadrapos. Lavei com Veja multiuso, colei a perna e deixei secar.

 Depois, com a ajuda de pinceis de outros projetos -- se fosse fazer de novo acho que usaria um rolinho --, um pote plástico e um palito de madeira comecei a pintura. As instruções na lata falam em diluir a tinta numa proporção de 90% esmalte/10% solvente, mas não achei necessário.

Banquinho pronto
  Cobri o chão com jornal, mexi bem e apliquei a tinta por todo o banquinho, tentando não deixar uma camada muito grossa. De novo, coloquei o bichinho pra secar, ainda sem muita esperança de que o esmalte fosse cobrir o tal rombo.
<3
  No outro dia passei a segunda demão e voilà! Cada pincelada era um flash, tão uniforme ficou a cobertura. Não fossem as fotos seria difícil provar a origem do banco.

5.5.12

Estética do frio

O sábado corre sorrateiro, gostoso, despretencioso como devem ser esses dias de maio. Faz frio e faz sol, e um pouco muito pelo frio o Rio fica com mais cara de casa. Só um lugar que faz frio em maio pode ser chamado de casa.
Esse Rio sem sereno, sem geada, que não é Grande a ponto de abarcar dois países e um mar como vizinhos, me seduz, mas me assombra.
Sem frio nunca que espaço sobra pra gente ser gente, só a gente, olhando pra dentro desse jeito só possível quando não se enxerga um palmo a frente nas noites de cerração?
Nessas horas assumo toda a estética do frio do Ramil como minha. Me sinto estrangeira nessas terras tão brasileiras, tão tropicais e por isso mesmo tão distantes.