27.6.12


A gente acha que o Palim fala pra ninguém, daí vem os amigos e a hermana lembrar que tenho leitores.

25.6.12

Pequenos prazeres da vida

Riscar mais um livro da lista quero ler. Ainda saboreando a história. No one forgets a hurricane.

"E sabe de uma coisa, seu Cauby? Eu não me arrependo de nada. Faria tudo de novo, se fosse possível. Penso, mas não falo: Eu também. O careca balança a cabeça. Acho que valeu a pena. Eu também acho que valeu a pena, seu Altino, eu deveria dizer. Valeu a pena ser invadido por uma onda de felicidade, ser tocado por uma tormenta. Uma vez, no interior dos Estados Unidos, fotografei uma placa que dizia: "No one forgets a hurricane". Dá pra esquecer?"
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, Marçal Aquino.

Quem sabe não vale dar uma chance ao filme também?

16.6.12

Para Porto Alegre, com amor

Poeminha antigo, feito pra capital.

É preciso saber ver a beleza 
Porto Alegre esta aberta a quem quiser e estiver disposto a descobrir os seus segredos 
Não é uma cidade fácil 
- assusta os marinheiros de primeira viagem 
E é aos suficientemente pacientes e destemidos que ela reserva seus maiores encantos 
Mas não de cara, se revela aos poucos, 
Tal qual uma bailarina em sua dança dos sete véus 
Há personalidade me cada rua, cada esquina 
E não há pintura descascada ou prédio abandonado que não a traga consigo, latente 

Mas meu caso de amor com a cidade delineada pelo Guaíba e agraciada com tão doces pôres-do-sol vai além... 
Gosto de Porto alegre pelo que ela me traz de magia e infortúnio 
E porque nela encontro, 
Entre restingas e moinhos de vento, 
Não só minha harmonia, mas minha redenção 

13.6.12

Cupcakes de namorados e desnamorados

Aqui em casa o dia dos namorados não é lá levado muito a sério. Um pouco por estar perto de outras datas mais importantes (aniversários e afins) e outro pelo tom descaradamente comercial. Ah é, quer dizer que se eu não comprar nenhum presente pro meu namorado eu sou uma pessoa ruim? Vamos ver.
Mas como tudo são corações nas vitrines de lojas e tenho andado com bastante tempo livre decidi comemorar a data. De uma forma menos capitalista e mais gordinha, off course.
Com vocês a minha primeira fornada de... cupcakes!



O Santo Antônio é uma homenagem a Rache e a Rafa, que dividem o apê comigo. Dei uma caixa de cups pro Pedro ontem e deixei alguns pra elas hoje com um bilhetinho de Feliz Dia dos Desnamorados.
A receita é uma apanhado da internet adaptada aos ingredientes presentes na geladeira, mas pelo que entendi a massa pode ser feita com qualquer massa de bolo bacana que você esteja acostumado a preparar.

Ingredientes:

massa:
1/2 xícara de açúcar
1 xícara de farinha
1/2 xícara de manteiga
2 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de chocolate em pó
fermento

cobertura:
1 barra de chocolate
1 caixinha de creme de leite

Se espantem comigo com a facilidade. Num pote você mistura os dois ovos inteiros com a baunilha e bate com o garfo mesmo. Em outro a manteiga e o açúcar. Ajuda tirar ela da geladeira um tempo antes.
Depois mistura os ovos e a manteiga açucarada e começa a colocar a farinha com um pouco de fermento aos poucos. Coloca o Nescau, ops, achocolatado e ta ta ta... massa pronta!

Antes de continuar um detalhe importante: a forma.


O grande tchan do cupcake é ser um bolinho miniatura, mas nem todo mundo tem forminhas miniaturas próprias para cupcake então o negócio é improvisar.

Dá pra usar tanto as formas de papel de cupcakes quanto aquelas forminhas maiores para negrinho/brigadeiro, caso dos cups aí da foto. Quem tiver uma cozinha mais equipada coloca a massa só até a metade da forminha de papel e a forminha dentro de uma forma de empadinha e pronto. Quem tiver uma cozinha mais desprovida de acessórios pode fazer como eu, colocando três forminhas de papel juntas para cada cup (isso evita que eles abram, já que a massa tende a se espalhar) ou fazer uma cinta de papel aluminio ao redor de cada forminha, que tem o mesmo efeito.

Cups enformados agora é só colocá-los em um forno pré aquecido por 20 minutos. Aqui em casa fui de 200 graus, mas isso depende um pouco da potência de cada fogão.

A cobertura é tão simples quanto a massa. Basta derreter o chocolate em banho maria, misturar o creme de leite e colocar um tempinho na geladeira para ficar firme.

Saquinho de confeitero ou de mercado em mãos, é só decorar os bolinhos e pronto. Homemade cupcakes.

9.6.12

Top livros para ser um bom jornalista

O Xico Sá fez uma lista inspirada de livros indispensáveis para quem pretende ser um bom jornalista. Ou apenas um bom ser humano. Já anotei e marquei os que não li para garimpar por aí assim que tiver oportunidade.

Como pessoa que curte pra caramba uma lista assino embaixo e acrescento outros livros xiquita bacanas para os amantes da profissão, com o perdão das possíveis ausências, já que é quando a gente quer mais lembrar que se especializa em esquecer.

A lista do Xico lembra a A alma encantadora das ruas, do João do Rio; Um Bom Par De Sapatos E Um Caderno De Anotaçoes – Como Fazer Uma Reportagem, do Anton Tchekhov; Balas de Estalo,  do Machado versão cronista; Dez dias que abalaram o mundo do John Reed; Paris é uma festa, do E. Hemingway; Na pior em Paris e Londres do George Orwell; O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell (Cia das Letras); Malagueta, perus e bacanaço, do João Antônio; Dicas úteis para uma vida fútil -um manual para a maldita raça humana, do Mark Twain; O perigo da hora – o século XX nas páginas do The Nation; O livro dos insultos, de H.L.Menken; Medo e delírio em Las Vegas, do Hunter S. Thompson e todos do grande Nelson Rodrigues.

Concordo com todos, inclusive com os que não li e acrescentaria, para começar, alguns autores brasileiros, partindo do Ruy Castro.

Carmem - uma biografia é, assim como todas as biografias do autor, uma aula de jornalismo. Décadas depois da morte da pequena notável Ruy conseguiu reconstruir tanto o Rio do começo do século XX em que ela cresceu como o que a tornou tão famosa (e curiosamente hoje tão esquecida). Já tive o prazer de entrevistá-lo junto com a Cris e a Débora e guardei a lição mor do autor: pesquisa, pesquisa e mais pesquisa. De todo o tempo de produção de um livro, ele gasta 70% a 80% em pesquisa.

Rota 66, do Caco Barcellos - outro exemplo da importância da coleta de dados e persistência do repórter. O livro foi gestado durante mais de 15 anos de um trabalho de formiguinha.

Minhas histórias dos outros, do Zuenir Ventura - o bacana do livro são os bastidores. O Zuenir escolhe as dez matérias mais marcantes da sua carreira e conta não só como foi fazê-las mas como foi lidar com as suas consequências. Um jornalista ainda é um ser humano, por mais que a gente e a chefia com frequência esqueça desse detalhe. Destaque para a história do livro Chico Mendes: Crime e Castigo em que ele conta como saiu do papel de observador e acabou acolhendo uma das testemunhas do assassinato.

Minha razão de Viver, do Samuel Weinner - uma viagem pela cabeça e contradições do criador da Última Hora e uma boa forma de entender as raízes da mídia tupiniquim.

Chatô - o rei do Brasil, do Fernando Morais, outra aula de história da imprensa do Brasil sobre a vida e a obra de um personagem que ajudou a moldar a nossa noção de país e de mídia.
Brazucas lidos, nem só de texto vive o jornalismo.

Maus, do Art Spiegelman, foi o primeiro livro em quadrinhos a ganhar o prêmio Pulitzer. Filho de um um sobrevivente do holocausto, ele faz um relato visceral de suas memórias e assim dos terrores desse pedaço negro da nossa história.

Palestina, uma nação ocupada, do Joe Sacco, um dos expoentes da reportagem em quadrinhos Sacco usa seus desenhos pra mostrar uma realidade esquecida. E faz isso estando lá, sem deslumbramento, sem dourar a pílula.

Ok, isso ta ficando gigante. Além dos brazucas e dos quadrinhos, indico ainda:
101 Dias em Bagdá, de Asne Seierstad;

Vida de jornalista, do Gay Talese;

A sangue frio, do Trumam Capote;

O livros das vidas, conjunto de obituários do NY Times, e A arte da entrevista, seleção de entrevistas históricas.


E aí, mais sugestões?

6.6.12

Bananas

Há duas semanas recebi um casal de belgas muito simpático aqui em casa. Trouxeram de presente uma barrona de chocolate. Belga, off course. Para retribuir comprei uma dúzia da fruta preferida da Jolin: bananas.
Nessas horas (e agora, quando volto da feira com as sacolas cheias) lembro da @Carolina_Oms recriminando minhas tradicionais compras de bananas e maças por serem frutas muito comuns, beirando o sem gracismo.
Comuns aqui, meu caro Watson.

Cenas da vida privada - Rio de Janeiro

A caminho de um jantar de aniversário, reclamo com dois amigos:
Eu: - Bah, a gente nem lembrou de comprar nada pra Carol.
Tiago: - Que comprar presente o que. Presente a gente só compra em duas situações: quando é criança ou quando é adulto.
Eu: - E a gente é o que?
Tiago, do alto dos seus 24 ano, literalmente, já que ele é bem alto: - Hmmm, adolescente?
Eu: Ah, não. Adolescente não. Esse ano fiz meu primeiro imposto de renda da vida! Exijo no mínimo um posto de adulto jr.

Proibido matear


Aviso em um dos corredores do museu Iberê Camargo, em Porto Alegre.