24.11.12

Pequeno relicário de causos cariocas

Peguei o metrô a caminho de um samba qualquer e olhei a ponta das minhas sapatilhas, que descolava um pouco, estudando quão longe da aposentadoria estaria esse par de sapatos. Concentrada que estava nos meus pés não reparei em um homem, bancos a frente, falando alguma coisa e apontando para elas.
- O senhor conserta?, perguntei.
- Não, superbonder.
E assim vamos vivendo.

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