22.11.12

Perdoei o Tom Zé

Calma aí, nós também nunca fomos inimigos. Acontece que depois de acompanhar um show "experimental" dele em Porto Alegre alguns anos atrás e sair no meio porque, apesar de ter uma cabeça que acho até bem aberta a experimentalismo, passar duas horas vendo alguém batucar objetos aleatórios no palco com zero música foi meio demais para mim, prometi nunca mais ver o baixinho ao vivo.
Ontem resolvi dar mais uma chance ao moço - amiga na organização do show, free tickts, lugar agradável, sacomoqueé - e ainda meio receosa me postei frente ao palco, com a saida pela tangente planejada e a vista da baía de Guanabara à noite na Marina da Glória pronta para me consolar. 
E não é que mudei violentamente de ideia? Com rabinho de capeta, camisa branca e suspensórios, Tom Zé animou a galera, cantou, deu discurso, se jogou pra fora do palco, pra cima, pra baixo, e eu junto, pulando, dançando e me divertindo. Com algum experimentalismo, vá lá, mas nada que me fizesse olhar com suspiros pra porta de saída. 
Fora que depois de passar um fim de semana in love com Sampa City ouvir, "augusta, que saudade..." foi muito amor.


P.S. By the way, vi o show lá na feira Brasil Rural Contemporâneo, que está muito, muito bacana. Voltarei pela Elza, que toca na sexta, e pelos chocolates orgânicos, cucas gringas, chopps caseiros e outras delícias. A Cris, minha companheira de desolação e encatamento - fomos juntas aos dois shows - explica melhor a feira no Somos Andando.

Nenhum comentário: