30.12.12

Limpeza de ano novo

Decidi mexer nas tralhas do quarto. Agora estou naquele momento em que a gente se arrepende de ter começado, mas também já não tem como voltar atrás.

***
Adeus aos bloquinhos do tempo do Extra. Vamos falar sério, se eu não passei eles a limpo até agora em 2013 é que não vou fazer isso.

***
Achei um flor seca, com cara de ter sido bonita, entre os papéis. O diabo das lembranças é quem nem sempre a gente lembra. Adeus florzinha também.

***
Também arranquei da parede alguns papéis/post its improvisados colados com fita crepe.
Um dizia:
Infância Clandestina - visto, pode riscar
Por quem os sinos sobram - segue a dica de presente pra quem quiser fazer meu janeiro mais feliz.
A pele que habito - tá na hora de passar na locadora e ver esse filme de uma vez..
Outro era um banco de pautas mais ou menos realizadas. Mas agora também acabou o freela... Não adianta guardar. Ano novo, pautas novas.
E o terceiro é uma singela lista de afazeres, de e-mails a 'comprar flores', na qual o único pendente (marcar médico - neurologista e homeopata) também devo dar um jeito nesse verão.
Bye listinha.

***
Tchau pros blocos da Folha também. Quem estamos enganando?

***
A palavra da vez é também, percebam.

***
Socorro! Mexer na caixa de papeis é extremamente perigoso.

20.12.12

E já que amanhã é o fim do mundo, segue uma foto que está correndo pelas redes sociais.


Antes que o mundo acabe

Paradiando John Fante, 2012 foi um ano difícil. Teve momentos muitos bons, outros tantos que bem poderiam ser excluídos de qualquer retrospectiva. Desses anos em que a gente cai, levanta, sacode, tropeça, sacode, levanta de novo e olha a macarena!
Para 2013, peço apenas que seja mais leve.Se eu não tiver que enfrentar o terror de ter de mudar de apê em menos de um mês ou ficar sem casa nem a fatalidade de um desamor, já tô no lucro.
Minhas promessas de ano novo seguem parecidas com as do ano passado, com acréscimo do velho e bom "use filtro solar". E respirar mais. Respirar, respirar, respirar e lembrar que tenho 25 anos e muito chão pela frente.
Sigo com o estômago na mão e a possibilidade de ir para qualquer lugar, mas passo a achar que qualquer lugar talvez seja esse Rio de verão eterno. Why not? Não pretendo chiar nunca, mas me adaptei ao clima da ciudad. E que venha o fim do mundo.

12.12.12

A felicidade está nas pequenas coisas, nas pequenas porções de fritura

Outro dia cruzei na feira com um simpático saquinho de flores de abóbora. Na hora lembrei das histórias do pai sobre a vó fazendo as flores, da ideia dele equivocada do que era realmente um cuscuz (um prato mítico que até hoje não consegui decifrar e que passa longe dos grãos marroquinos), e outros cheiros e gostos da infância.
Sem saber ao certo como e quando prepará-las, joguei o saquinho na geladeira e fui pra vida. Eis que hoje abri a geladeira pra guardar os legumes da feira e nos encontramos. Frente as flores indo pro saco, literalmente, resolvi parar de enrolação e cozinha-las.
Apesar do meu livro de receitas, vulgo mãe, recomendar uma versão bolinho, com elas picadas, optei pelo clássico preparo flores fritas, que tomava a mesa lá de casa um que outra estação quando alguém lembrava de colher as flores na horta.
A receita não tem como ser mais simples: farinha, água e sal. Fui no olhômetro e coloquei mais ou menos uma xícara de água para meia de farinha. A consistência é de uma massinha de panqueca levinha. É só colocar uns dedos de óleo na frigideira, passar as flores na massa e jogar lá, virando quando estiverem douradas.
Simples assim.

(Roubei a imagem do Google, mas ilustra bem a relação flores/fritura que rolou na cozinha aqui em casa hoje. Nesses momentos oro pra santa Nigella. Quanto mais óleo, mais magra fica a comida.)

11.12.12

"Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração."
Monumento a um monolito

6.12.12

Histórias caxienses

Ligo pra casa no meio do supermercado pra checar com a senhora minha mãe se fui roubada ao pagar R$ 7,80 pelo kilo do pêssego - fui, na grande Caxias do Sul não passa de R$ 1,50 - e aproveito pra dar um oi, matar a saudade e perguntar como vão as coisas. Tim 0,25 interurbano, love u.
A mãe responde que tá tudo bem, foi ao médico, ele mandou pendurar os exames dela de colesterol, glicose e afins na parede, de tão boa que é a saúde dela aos 62.
- Só teu pai que ficou com ciúmes. Disse que não é possível, que ele come a mesma coisa que eu, me mandou refazer. Eu disse, "mas Paulo, tu não te vê comendo. Tu come uma forma de queijo por semana!
Ou seja, crise em Cassias. Desligo rindo. Essa italianada me mata.