12.12.12

A felicidade está nas pequenas coisas, nas pequenas porções de fritura

Outro dia cruzei na feira com um simpático saquinho de flores de abóbora. Na hora lembrei das histórias do pai sobre a vó fazendo as flores, da ideia dele equivocada do que era realmente um cuscuz (um prato mítico que até hoje não consegui decifrar e que passa longe dos grãos marroquinos), e outros cheiros e gostos da infância.
Sem saber ao certo como e quando prepará-las, joguei o saquinho na geladeira e fui pra vida. Eis que hoje abri a geladeira pra guardar os legumes da feira e nos encontramos. Frente as flores indo pro saco, literalmente, resolvi parar de enrolação e cozinha-las.
Apesar do meu livro de receitas, vulgo mãe, recomendar uma versão bolinho, com elas picadas, optei pelo clássico preparo flores fritas, que tomava a mesa lá de casa um que outra estação quando alguém lembrava de colher as flores na horta.
A receita não tem como ser mais simples: farinha, água e sal. Fui no olhômetro e coloquei mais ou menos uma xícara de água para meia de farinha. A consistência é de uma massinha de panqueca levinha. É só colocar uns dedos de óleo na frigideira, passar as flores na massa e jogar lá, virando quando estiverem douradas.
Simples assim.

(Roubei a imagem do Google, mas ilustra bem a relação flores/fritura que rolou na cozinha aqui em casa hoje. Nesses momentos oro pra santa Nigella. Quanto mais óleo, mais magra fica a comida.)

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