31.1.13

Só para registro

Hoje faz exatos três anos que eu e alguns dos melhores amigos que alguém pode encontrar, como a Cris, do Somos Andando, nos formamos. Apesar da trajetória ser picoteada e cheia de altos e baixos acho que dá pra estufar o peito e se orgulhar. Foram grandes três anos. Que venham os próximos.

11.1.13

25 dias e contando

Após 25 anos de América do Sul, me preparo agora para a minha primeira temporada no velho continente. E tô que sou pura ansiedade com essa viagem. Vão ser apenas dois meses - menos do que eu gostaria, mais do que o comum -, que na hora de traçar o roteiro parecem menos de duas semanas de tantos lugares que eu gostaria de visitar, mas serão, sem dúvida, os dois melhores meses do ano.
Por enquanto o plano é visitar os amigos que moram lá e tirar casquinha das culturas que estiverem pelo caminho. Mas quem é que sabe o que vai acontecer? Embarco dia 3. 25 dias e contando.

7.1.13

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."
Amyr Klink

3.1.13

Resoluções de ano novo

Primeiro nascer do sol do 2013. Foto do amigo e companheiro no plantão Mauro Pimentel.

Antes que o ano fique velho, vamos as famigeradas resoluções de ano novo. Estou com um certo medo de 2013, mas ao mesmo tempo uma sensação de que será um grande ano. Como definiu uma amiga: "vem quente, que nós estamos fervendo, 2013!."

Não é nada bombástico, mas é bom escrever.

* me alimentar melhor - Essa estava na lista ano passado e segue como meta pra vida. Dizer que o trabalho de jornalista atrapalha a alimentação de qualquer ser humano é verdade, mas também uma desculpa. Fato é que ainda não me acostumei a vida sem o RU (restaurante universitário, que servia todo dia a minha subsistência em Porto Alegre: feijão, arroz e amor pelo R$ 1,30 que eu pagava pra comer) e a comida da sra minha mãe, quando outro ser humano pensava na equação comida-equilíbrio. Está na hora de tomar vergonha na cara e passar a planejar isso como um adulto.

* procurar tratamento para a enxaqueca - esse ano foi repleto de crises de enxaqueca, esse mal com que eu tenho que aprender a conviver melhor. Apesar de não ter cura, acho que eu poderia ter feito algo pra amenizar as crises. Pra 2013, vou correr atrás da acupuntura e da homeopatia. Não custa tentar.

*seguir estudando inglês - Em 2012 passei a ter aulas particulares de inglês e o plano é seguir com elas. Apesar de ser fluente, é bom estudar e aperfeiçoar o idioma. Não escrevo tão bem quanto gostaria e o ano está aí pra mudar isso.

* fazer mais exercícios - outra da lista do ano passado. Morando no Rio e ao lado da lagoa, não tem desculpa. Comecei o pilates, mas só isso não é o bastante. Nesse ano quero tentar fazer atividades físicas ao menos cinco vezes por semana. A questão é de saúde mental mesmo. Tem dias em que só pedalar resolve as bolas de ansiedade que tomam conta da minha pessoa.

* me estabilizar em um emprego - Nesses últimos três anos tive experiências de trabalho muito bacanas, aprendi muito, mas estou sentindo necessidade de parar um pouco, construir, seguir menos a corrente e tentar traçar metas.

* morar solita - esse é um desejo antigo. Adoro morar com o pessoal, mas da mesma forma que sinto a necessidade de parar em algum lugar, bateu a vontade de ter um cantinho só meu. Talvez seja um objetivo pro outro ano ainda, vamos ver.

* aprender italiano - comprei um livro de italiano em 15 minutos. Chega de vagabundagem, esse ano quero parlar!

* ler ao menos um livro por semana - não adianta culpar a falta de tempo. Ler menos é falta de organização mesmo. Quantas vezes a gente passar horas na internet à toa? Esses momentos podem e devem ser ocupados por bons livros.

* Desenhar e escrever mais - Também estava na lista ano passado. Escrever, escrevo sempre, mas a escrita de si mesmo, tão importante para o processo de auto-conhecimento, que é bom, fica em segundo plano. O bloguinho tá aí pra incentivar essa parte. Desenhar idem. Quem sabe até entrar num curso de desenho... No nosso mundinho capitalista as aptidões que não podem ser monetarizadas acabam de lado e isso é errado. Temos que buscar o nosso lado Da Vinci, lembrar que ninguém nasceu pra fazer só um tipo de coisa.

* Ir pra casa a cada dois meses no máximo - esse ano fiquei quase quatro meses sem ver a minha mãe e, sinceramente, por que raios deixei isso acontecer? Mesmo com as passagens caras ir pra casa tem que ser prioridade, pra gente se reabastecer de abraços, de carinho, pra não perder a rotina que não cabe nas conversar por telefone.

*Começar o mestrado e estudar para o vestibular - Sinto falta da academia, da sensação de utopia da universidade e a saída acadêmica é uma opção interessante. Vou começar cadeiras de aluna ouvinte no primeiro semestre e tentar delinear um projeto. Só trabalhar não dá.

*Anotar meus gastos diários - esse parece cimples, mas não é. Como é fácil fazer da jaca uma pantufa! Se eu quero viajar, preciso guardar dinheiro pra isso e ao menos ter um controle de quando gasto num mês. Vou tentar.

* Menos Facebook, mais blog - A rede social do Zucka acaba roubando muito conteúdo que poderia ser postado em blogs, e isso não acontece só com o Palim.Para não falar do tempo que perdemos. Enquanto escrevia esse texto resisti bravamente a ver minhas atualizações e tenho certeza de que isso ajudou a chegar até aqui em vinte minutos e não em uma hora, como acontece às vezes.
É tentador postar um material e vê-lo sendo curtido e comentado por toda a nossa rede de amigos, de uma forma que não acontece com um site, já que entrar numa url exige lembrar disso ou ao menos assinar o feed, outra escolha, ao contrário da timeline, sempre ali, a nos tentar com novidade e voeyrismo, all the time. Fora que o Face é um produto comercial, com objetivos monetários por trás. A informação fica fragmentada, perdendo um pouco o sentido de narrativa, apesar do blog também ser uma narrativa fragmentada. Enfim, menos rede social, mis bar com os amigos, mais tempo investido em textos e não em curtidas.

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Primeiro entardecer de 2013 (sim, fiz questão de ver o nascer e o pôr-do-sol).