22.2.13

Montjuic

Pôr-do-sol no Montjuic

Antes tarde do que mais tarde e aproveitando a neve que cai desgraçadamente em Bologna, tornando sair a rua sem rumo uma missão para os fortes, vamos continuar com um pouquinho mais de inverno espanhol. Todo mundo junto cantando "Barceloooona"...
Se na terça-feira eu chutei o pau da barraca e caminheiro mais que os romeiros em direção a Caravaggio, na quarta acordei com calma e separei o dia pra apreciar os museus e arredores do Montjuic.
O jeito mais fácil de chegar ao monte, um pouco mais longe do centro que a maioria das atrações, é ir de metrô até a Praça de Espanya e subir com calma as escadas rolantes que seguem até o Museu Nacional de Arte da Catalunya. No meu caso, tive a sorte de conseguir um cartão bicicleta emprestada -- as bikes são apenas para os moradores -- e ir toda diva até a praça por alguns dos mais de 200 km de ciclovia de Barcelona.
Antes de sair da praça também é legal dar uma olhada na faixada do shopping Arenas, nada mais do que uma antiga arena de touradas - a Catalunya foi o primeiro estado a abolir o "esporte". Mas também não precisa passar da faixada, único item preservado pelo povo que tornou o lugar um centro comercial. Depois dê um pulo no museu CaixaForum, sempre com alguma exposição bacaninha. Sai de lá com uma fita dessas do sr do Bomfim dizendo "I wish the world was my home", parte da instalação de uma artista brasileira que pesquisou os desejos mais recorrentes. Tá no pulso com os três nózinhos. Numa dessas vai que...
Escada rolante acima, se você ainda estiver no pós almoço vale ainda parar nas escadas em frente ao museu pra apreciar a vista da cidade e a música dos artistas que costumam bater ponto por ali. E é ponto mesmo. Tanto no metrô quanto nas ruas, esses artistas pagam uma taxa à prefeitura pelo direito de se apresentar. Depois, com a digestão devidamente feita, entrar no museu. A dica é aproveitar as exposições temporais, em sua maioria gratuitas.
Seguindo em direção ao topo do monte vale visitar ainda o Museu do Miró - 11 euros o ingresso inteiro pra exposição permanente - e o castelo do Montjuic. Admito que o pôr-do-sol ganhou e e não cheguei ao castelo. O bom é que sobra algo pra fazer quando eu voltar.
Depois é só descer pelo meio do parque, lindo e todo planejado, e tocar pra algum bar comer um tapa e tomar uma canã que ainda é cedo e a noite em Barcelona é longa. Fui primeiro, por conta dos amigos, no El Mundial, no Born, e saí feliz da vida, me descobrindo uma apreciadora de talharins (marisquinhos, não sei como chama à brasileira), mexilhões e beringelas chips, uma incrível combinação de beringela frita, queijo de abra e mel. E, como não poderia deixar de faltar estando em um dos bairros mais boêmios da cidade, terminei a noite desgustando cervejas num dos bares vizinhos.
Meus amigos tiveram inclusive a chance de passar por uma típica experiência catalã ao tomarem um balde de água na cabeça por falarem muito alto enquanto fumavam do lado de fora do bar.
A gente que não fuma pode até perder os babados da hora do cigarro, mas chega sempre sequinha em casa.

2 comentários:

Caroline Bianchi disse...

Que foto linda, transcendente.
Inveja desse pôr-do-sol.

Paula disse...

Né? Saudade desse inverno espanhol!