1.2.13

Quase lá - gastos pré viagem

Tá chegando perto a hora da viagem.. Apesar de me assustar com o nível de organização de alguns amigos que a meses de por o pé na estrada já tem tudo programado enquando eu nem sequer tenho certeza pra onde vou depois que pisar em Madri, resolvi colocar a virginiana pra fora nessa finalera.
Fiz um Excel pros gastos, uma lista com o que levar de docs e outras picuinhas e ando namorando a minha mala pronta desde ontem - uma revolução, pra quem é acostumada a fechar o zíper sempre aos 46 do segundo tempo.
Passar dois meses fora requer algum dinheiro em caixa - menos do que se imagina, mais do que eu gostaria de gastar, por isso a planilha. Melhor tabular os gastos e evitar o temido momento de humilhação pública que é ter que ligar pra casa dizendo que faltou din din e pedir um crédito familiar.
Por enquanto já me desfiz de R$ 7 mil e uns quebrados. Pra quem se assustou, eu explico: esses gastos já incluem uma fatia em euros que serão usados na viagem. O plano é não passar dos R$ 10 mil, já que terei alguns arregos, como hospedagem na casa de amigos na Espanha e na Itália e a possibilidade de surfar sofás via Couchsurfing, mas esse já outro post.
Gastei U$ 209 num seguro de viagem, requisito obrigatório para a entrada em alguns países europeus. Depois de pesquisar, me assustar com os preços e pedir ajuda aos universitários optei pela World Nomads, uma empresa dinamarquesa especializada em seguro de mochileiros.
Além de ter o nome mais legal - World Nomads, all my love pra quem teve essa ideia - é dos poucos seguros que cobre esportes radicais. Não que eu seja "a esportista", mas é bom saber que eu posso esquiar e cair tranquila, por exemplo. Eles também são nórdicos, o que dá aquele arzinho de confiabilidade, e tem um dos melhores custo-benefício. Pra vocês terem uma ideia tenho U$ 2,500 de reembolso de bagagem e  uma cobertura de U$ 500 mil pra emergências médicas. Não pretendo usar, mas é bom saber que ela existe.
Outros R$ 2 mil foram pra passagem, da empresa holandesa KLM. O ruim é ter que fazer escala em Amsterdam, o que aumenta em 5h a viagem. O bom é fugir da imigração no aeroporto de Barajas, em Madri, um dos locais mais anti-brasilenõs da europa.
E, o que aparentemente quebra a banca, os R$ 5100 já transformados em 1800 euros no cartão Visa Travel Money. Confesso que sambei um pouco no câmbio - cada eurinho saiu a 2,82 somando todos os gastos pra fazer o tal cartão no Banco do Brasil contra os 2,70 e pouquinhos praticados pelas casas de câmbio -, mas acho mais seguro levar esse cartão que tudo na guaiaca. Fora que ele tem zero taxas pra gastos no débito e cobra apenas 2,50 euros e 0,0038% de IOF a cada saque contra os 12 reais e SEIS% de IOF dos saques direto da minha querida conta e dos gastos feitos no cartão de crédito. Eis as vatangens de estourar o seu limite comprando a passagem... Nem querendo posso pagar os 6% do IOF.
Hoje devo trocar uns 200 euros pra garantir o metrô, táxi e primeiros gastos no velho continente. Quase lá, amigos, quase lá.

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