28.3.13

PC problems

Apos anos de companheirismo e carinho mutuo (o lap top eh o novo cachorro), meu pc morreu. Ou ao menos entrou em coma. Sem ele fica dificil manter a meta de posts diarios. Escrever no celular eh possivel, mas bem ruinzinho. Fora essas falhas de acentuacao que me deixam horrorizada. Mas tenham calma, tenho procurado fazer registros no caderninho pra resolver isso assim que voltar ao Brasil. Ate lah, boa sorte e obrigada pelos peixes.

19.3.13

Free Ebooks

Interrompemos a nossa programação normal de viagem pra informar que o site Projeto Gutemberg oferece uma coleção enorme de free e-books!
Viva a teconologia!

O muro

Fui apresentada semana passada a um dos trechos do muro de Berlim. Magrinho e não muito alto o muro não parece tão intimidador.
Lego engano, explica a guia. O muro era horizontal. Antes de cruzá-lo era preciso passar por uma patrulha armada dos dois lados, outro muro mais baixinho, um campo de arame farpado sobre a mira de atiradores e afins. Estimam que ao menos 200 pessoas morreram tentando cruzá-lo. Outras mil e algo conseguiram.
A música Libre, do Nino Bravo, cantor espanhol que eu tão pouco conhecia, mas que todos do tour sabiam cantarolar, foi inspirada em Peter Fechterum guri de 18 anos que morreu sangrando ao tomar um tiro ao tentar pular o muro. Era a Guerra Fria, nenhum lado quis arriscar ajudá-lo.
Hoje o muro é mais uma linha vermelha no mapa com trechos aparecendo aqui e ali. Berlim ocidental era um trecho no meio da RDA, cercada pelo muro. O mais interessante é o East Side Gallery, pedaço em que vários artistas aproveitaram para grafitar.




18.3.13

5 dias em Roma

Estava falando ontem com o povo que está me recebendo aqui em Amsterdam - viva a irmandade entre jornalistas ao redor do mundo! - sobre os diferentes tipos de viagem e viajante. Enquanto tem pessoas que seguem a risca a listinha dos must see, cuidando pra marcar o xizinho do lado de cada um freneticamente, outras, e gosto de pensar que faço parte desse grupo, querem sim ver as atrações principais, mas não se importam de pular uma outra e preferem  flanar e desfrutar a fazer tudo de uma vez.
Pensando nisso, no meu dever virginiano de transmitir as anotações italianas para o pc e, acima de tudo, em como é bom simplesmente caminhar e tomar gellatos por Roma, segue um guia do que fazer em cinco dias na capital dos nossos corações.

Dia 1
O fórum com o coliseu lá no fundo

Ser clichê nem sempre é ruim. Se der, combine o horário de chegada com o horário do free walking tour - olha ele aí de novo -, assim você se localiza um pouquinho e tem uma ideia geral da história e dos principais pontos turísticos. E haja história, amiguinhos. Uma coluna do Pantheon sozinha é mais velha que o Brasil...
Depois do tour, parta para mais um clássico e aproveite para comer uma típica pizza romana* no Baffeto, na Via Del Governo Vecchio, atrás da Piazza Navona. Este é, segundo amigos, um dos únicos lugares em que se pode comer uma boa pizza no centro (muitas usam massa congelada, becks!), além de ter um preço mochila-amigável. A Marguerita, por exemplo, sai a 5 euros.
Depois aproveite que você já está por ali mesmo e entre com o pé direito no mundo dos gelattos tomando um sorvete na Gelateria del Teatro, numa das ruazinhas que sai da Via Coronari, mais especificamente a Via di San Simone, 70. Sorvete pra voltar a ter dé no mundo. Faça a siesta flanando pela cidade.

Dia 2

Audrey in Rome

Mais clichê. Hoje é dia de Coliseu. A entrada é salgada -16 euros -, mas vale também para o Fórum e para o monte Paladino, o que significa que se houver filar em frente ao dito cujo você pode comprar o ticket nesses lugares também e entrar direto, ignorando os outros pobres mortais. O ingresso para o Coliseu vale para dois dias, então se você fizer a pausa para o sorvete e ficar a fim de voltar amanhã, that's ok.
E já que a gente já está na área, eu recomendaria também uma passagem pelo Teatro di Marcello e pela Bocca della Veritá, aquela do filme A princesa e o Plebeu, em que se a gente mentir perde a mão, lembra? Se não, ver o filme antes de ir pra lá não é ma ideia. Ambos estão na rua atrás do Fórum, a Via del Teatro di Marcello.

Dia 3

Sala dos mapas

Sendo católico ou não, o Vaticano, faz parte de Roma e os romanos gostam como ninguém de uma igreja, vide os 522 templos espalhados pela cidade. Dá para ir a pé ou de metrô, parando na estação Ottaviano - San Pietro, da linha A. Aqui a atração se divide entre a Basília de São Pedro e o Museu do Vaticano. Não entrei na Basília - fila demais só para uma igreja, sorry family -, mas me rendi e visitei o museu. Uma vez lá dentro - e outros 16 euros mais pobre -, mandei um postal pro pai e pra mãe da Agência de Correios deles, afinal, é o menor país do mundo! Quando passei por lá o selo era a carinha do ex-papa Ratzinger.
Também é o momento de decidir o quanto de arte sacra você está disposto a encarar até chegar a Capela Sistina. Para um passeio mais ou menos rápido - é difícil passar menos de duas horas por lá -, eu recomendaria a Pinacoteca, o museu Egípcio, os afrescos de Raphael, a sala dos mapas, que é mara, e, é claro, a Capela Sistina. Daí vale ficar um tempinho sentado, escrutinando as paredes, muito mais que o encontro de indicadores entre deus e os homens.
Saindo do Vaticano volte obrigatoriamente a pé pela Ponte Sant'angelo, uma das várias pontes que cruza o Tibre. Se quiser, pode ainda visitar o castelo e me contar depois como foi. Cheia de estátuas ela é meio que um mercado de arte, com gente vendendo pinturas, artistas e afins. Quando passei tinha até um cara batucano super bem num monte de latas com uma plaquinha dizendo "estou economizando pra comprar uma bateria de verdade".

Dia 4
O monte Aventino

Agora que os balangadas principais já foram é hora de aproveitar a cidade sem stress. Vá ao bairro judeu, que fica atrás do Teatro Di Marcello, comer uma alcachofra à judia, e passar pelas ruazinhas do antigo gueto. Depois encontre a Isla Tiburtina no mapa, cruze a ponte para um café ou apenas aproveite para tomar um sol na quase graminha da ilha, que abriga umas principais maternidades da cidade, e siga em direção ao doce bairro de Trestevere. Se perca até encontrar a Catedral de Santa Maria de Trestevere e descanse um pouco nos seus degraus. O bairro, que já sofreu preconceito por ser "além do rio" e abrigar apenas trabalhadores hoje é um ponto cool e merece também uma caminhada à noite.
Cuide o horário e suba o monte Aventino até o jardim de laranjeiras para ver um dos melhores pores-do-sol da cidade, mas antes um detalhe. Um pouco a frente do jardim, na Piazza dei Cavalleri di Malta, onde está a Villa Malta, tem uma grande porta de madeira. Olhando pela fechadura - sim, olhando pela fechadura -, surpresa, a gente vê a cúpula da basília de São Pedro emoldura pelo jardim.

Dia 5

Uma das muitas pontes romanas


Se você estiver em uma pegada de museus, acorde cedinho e vá a Galeria Borghese, numa das pontas da cidade. Tem que ligar pra reservar, mas vale a pena. O acervo deles é muito bacana e vai de pinturas de Raphael a esculturas de mármore antigravidade. A Galeria está no meio da Villa Borguese, o Central Park romano. Mapinha em mãos, aproveite para tomar um sol no parque - ou siga até o Museu Nacional de Arte - e vá caminhando em meio a ele até a Piazza del Popollo. Dá Piazza, marque mentalmente as praças Navona, Spagna, Campo de Fiori e divirta-se caminhando de uma a outra e tomando um expresso aqui, um gelatto acolá, um pôr-do-sol em uma das pontes da cidade. Dizem os guias que o melhor gelatto é o de San Crispino, ali perto da Fontana de Trevi. Já que é assim, passe por lá, pegue o sorvete de merengue, carro chefe da casa, e termine o passeio olhando a fonte que inspirou Fellini e jogue uma moedinha para garantir a volta. Não que precise. Depois de cinco dias em Roma é impossível não querer voltar.

E acabaram os cinco dias. Nem falei de San Lorenzo, no Monte Testacchio. Ah, Roma, já deu saudade...

*Existe uma rivalidade entre a pizza romana e a napolitana.  Enquanto a pizza romana e fininha, fininha, quase uma panqueca, a napolitana orgulha-se de ter uma massa rechonchuda, com bordas de respeito. De qualquer forma, prepare-se. Elas são bem menos queijudas e recheadas que as brasileiras, o que pode causar alguma decepção.

17.3.13

Prazer, Amsterdam


Acabei de ver o pôr do sol sobre a estação de trem de Amsterdam da janela de um café qualquer com internet. Nesses dias em que o inverno ainda insiste em se manter pela cidade, o sol é um privilégio e vê-lo assim um dos pequenos prazeres gratuitos de viajante. Fé na vida que a vida é grande, já diria Carol de Assis.

14.3.13

Roma - chegando, saindo e dando uma voltinha

Ponte São Ângelo

Antes de cair de sola no frio alemão, voltemos à Itália.
Roma tem quase 3 milhões de habitantes, uma confusão de carros e businas e um charme que faz a gente relevar todos os quase atropelamentos.
Enfim, um cidadão, mas com a vantagem de ter oa parte das atrações históricas concentradas, o que permite que a gente caminhe alegremente de um lado ao outro, cuidando apenas a pausa para o gelatto/expresso*.
Chega-se de trem - a estação principal é a Roma Termini Tiburtina, que cai direto na boca do metrô e de várias linhas de ônibus -, bus e avião. O aeroporto Fiumicino é o mais famoso e, apesar de longe, o mais fácil de chegar já que é conectado a cidade via trem. O Ciampino, usado pela nossa amiga Ryanair, apesar de ficar a só 15 km do centro, depende de duas linhas de ônibus que saem em intervalos de uma hora da Avenida Massala, em frente a estação Termini.
Mas atenção a pegadinha. Como uma forma de concorrência "elegante", as duas empresas que vão até Ciampino por agradáveis 4 euros saem de pontas distintas da Marsala com uma diferença de 5 minutos. Ou seja, perdeu um CORRA pro outro lado.
A parte boa e ruim pra quem perde o busão é que os táxis para os aeroportos são tabelados - 40 euros Fiumicino, 30 euros Ciampino. Não tem risco de ser perder ou do cara cobrar a mais, mas também não tem chorumela.

*Pinguinho de café que os italianos tomam num gole. A qualidade do bom expresso divide opiniões e vai muito além do que nós, meros mortais, consideramos apenas tirar o café da maquininha.

Manual do nasone

Depois de me molhar bastante na parte romana da viagem ao tentar matar a sede nos nasones na rua, observei os locais e descobri o jeitinho certo de usá-lo.





É só tapar a boca do bicho e deixar que á água saia pelo "nariz". Rá!

Prazer, mala da Paula


Em alguma rodoviária do leste europeu...

Como prometido, segue a foto da minha querida malinha (a laranja a esquerda). Ela pesa 8 kgs, que variam de acordo com a minha vontade de colocar o guia de viagem nela ou não - as vezes gosto de tê-lo na bolsa, outra estou sem paciência nenhuma pra peso nos ombros. 
A título de comparação fiz questão de fotografá-la ao lado da mala do Clarck, sul coreano que conheci no hostel e que acabou pegando o mesmo bus que eu a Viena. E aí, o que é melhor? A laranjinha gente boa plus mochila preta ou o cadáver azul com rodinhas?

12.3.13

Frio, eu não deixo você entrar


Uma semana sem postagens e exatos três países depois - agora a viagem entrou no mode fast -, escrevo da linda Praga, onde o frio chegou ontem ao estilo pé na porta. Foi de 10 a -4 sem perdão. Mas ele que não venha de mimimi pra cima de mim. Vou sair com tantas camadas hoje que se eu cair no chão já saio quicando e vamos ver quem o -7 que a previsão promete pra hoje vão assustar!

5.3.13

Observações roma-italianas

- As pombas romanas são abusadas. Mal a gente senta num banquinho elas já se aproximam, lépidas e faceiras atrás de comida;
- Essa história de atravesse-quando-quiser que os carros-param-se-quiserem dá a impressão de que a gente pode ser atropelado a qualquer momento, mas funciona bem;
- Se Roma é cheia de turistas assim no inverno, considerado baixa temporada, eu tenho medo de visitar a cidadão no verão;
- Investir em gellatos é investir em qualidade de vida. Fica aqui o meu voto pra colocar o gellato italiano entre os patrimônios imateriais da humanidade;
- A igreja precisa de tudo - um papa inclusive -, menos de dinheiro, vide o Vaticano;
- A gente no Brasil tem toda essa frescura de tomar vinho em taça, pa ta ti, pa ta ta, enquanto os italianos da gema nem piscam depois de abrir a rolha e bebem em copos normais mesmo;
- Saudade antecipada de encontrar um restaurante de pizza a metro take away boa e baratinha a cada meia quadra;

Nasone: água pra beber de graça e sem medo em Roma

Olha um nasone aí, e toda sua graça e frescabilidade

Uma vez em Roma faça como os romanos e deixe para encher a sua garrifinha de água pelas milhares de fontes espalhadas pela cidade. Batizadas de "nasones" por motivos obvios elas são uma tradição da cidade e fornecem água fresquinha, potável e de graça aos moradores e visitantes desidratados. Se eu morasse aqui incluiria uma caneca nos itens indispensáveis da bolsa.
No site Spotted by locals, em que moradores dão dicas da cidade para os forasteiros, tem até um mapinha pra ninguém ficar com sede à toa.
Dizem que a água da Fontana di Trevi, que chega até a cidade através de um aqueduto construído na época da Roma Antiga, é uma das mais saborosas e da sorte. Não custa provar.
Ahh, e o truque pra tomar água sem se molhar todo é fechar a parte da torneira com o dedão e deixar que a aqua suba pelos buraquinhos que tem em cima, como um bebedouro - coisa que, obviamente, descobri bem depois do primeiro encontro com o nasone.

4.3.13

Prepare os tênis e vá de free walking tour

Depois de ter feito free walking tours em Madri, Barcelona e Roma posso dizer com a boca bem cheia que vale muito a pena. O sistema funciona a base de gorjetas e você paga no final se e quanto quiser. No geral o pessoal contribui com 5 ou 10 euros, mas não é regra, e os guias tão pouco pressionam.
Em Madri fui de Sandmans, uma das empresas de walking tours mais famosas, e tive a sorte de ter como guia uma irlandesa muito divertida, que fez as 2h30 de caminhada pelo centro histórico passarem rapidinho. Já em Barcelona e Roma joguei free walking tour na mãe google e chequei o Trip Advisor de cada um. Novamente, foram passeios divertidos, cheios de informações que não estavam no guia de viagens. E essa é justo uma das ideias dos tours - mostrar os pontos históricos, mas também curiosidades, de um jeito mais leve que os passeios tradicionais.
Outra vantagem são os amigos que a gente faz durante o tour, uma mão na roda para solo travelers like me. Em Madri conheci uma sul-coreana muito bacana com quem acabei almoçando e em Roma fiz o aperitivo* com um casal búlgaro e um norte-americano que estuda em Berlim. Se tudo der certo, encontro o guri de novo na capital alemã e o casal na próxima viagem a Europa, que deve incluir uma passadinha em Sofia.
Uma boa fazer o tour já no primeiro dia. Assim a gente tem um "cardápio" das principais atrações e escolhe as que quer visitar com calma - o tour só inclui a fachada dos pontos mais famosos -, além de poder descolar umas dicas com os guias, em geral jovens e moradores da cidade.
Já deixei o meu tour em Budapeste engatilhado.

* Aperitivo é o costume italiano de tomar um drink e comer alguma coisinha antes do jantar por um preço fixo. Em caso de baixo orçamento, vale muito bem como o próprio jantar, já que a variedade das "coisinhas" costuma ser bem grande e inclui de petiscos a massas.

3.3.13

E a mala?

Chegamos hoje ao fim do primeiro mês de viagem. De 3 de fevereiro, quando embarquei naquele longíquo dia de verão em São Paulo, a 3 de março (um pouco menos que um mês oficial devido a essa mania esquizofrênica de fevereiro de terminar no 28). E a pergunta que não quer calar é: ela conseguiu sobreviver ao inverno europeu apenas e tão somente com uma pequena mala de mão laranja desse e de tantos outros carnavais?
A resposta é... sim. E muito bem! Esse modelo de viagem, batizado pelos gringos de light packing, exige apenas que a gente tenha o carinho e o cuidado de lavar parte das roupas a cada sete ou dez dias. Tem inclusive varios sites que ensinam essa "arte". E duvido que mesmo alguém com uma super mala fosse conseguir passar dois meses sem lavar nada.
Enquanto  escrevo esse post parte da minha mala chacoalha alegremente na máquina de lavar da casa da minha amiga italiana, pra depois partir comigo amanhã à noite pra Budapeste.
Essa é a quarta maquinada da viagem e estou pronta pra conhecer as máquinas de lavar hungaras no fim da semana quem. Muitas lavanderias incluem internet no cardápio, pensando justo nos mochileiros adeptos desse estilo magrinho de viagem.
O mais importante até aqui não foi a quantidade das roupas, mas a qualidade do que coloquei na mala. Com o casado impermeável de penas de ganso emprestado de Bianchi Jr, uma meia calça por baixo da calça jeans, uma camiseta de algodão e uma básica de lã agarrada ao corpo não há frio que resista. Luvas, um gorro e uma manta também são bons acessórios e não ocupam espaço.
Aliás, se for pra investir em algo, invista no casaco. Vale inclusive deixar pra comprar aqui, ainda mais se a viagem for em fevereiro, época de super promoções. A Caro pode me corrigir nos comentários, mas acho que o casaco custou 70 euros muito bem gastos numa loja de departamento.
E dá-lhe light packing!

P.S. Fico devendo a foto da mala. Quando ela estiver fechada e pronta pra viagem de novo fotografo e coloco aqui.

2.3.13

Fontana di Trevi - Um desejo e duas moedas pra Roma



Joguei duas moedinhas na Fontana di Trevi ontem à noite. Logo depois descobri que uma vez por semana a prefeitura de Roma passa por lá e recolhe tudo, tirando ao menos uns 4 mil euros por mês só em desejos alheios. Bene, fica aí a minha contribuição à cidade eterna.
Pedi pra voltar, ter uma vida plena, essas coisas, e segurei a vonta de sair gritando "Marcello, Marcello" pelas ruelinhas nos arredores. Numa dessas vai que eu cruze com um sósia do Mastroiani por aí...

*Hoje é impossível encontrar a Fontana de Trevi sem turistas. Dizem que os melhores horários são de manhã bem cedo e às 23h, quanto a fonte fica toda iluminada. Mas nem sempre foi assim. A culpa é do Mastroiani e da Anita Anita Eckberg, ou melhor, do Fellini, que imortalizou o local ao filmar a cena mais famosa de La Dolce Vita ali. Cristina, a amiga italiana que está me recebendo, diz que os romanos no geral nem gostam muito da fonte.

1.3.13

No habbemus papam o outras observações



- A título de registro histórico, estive na Praça São Pedro durante a última missa do papa Ratzinger, no dia 27. É incrível como as pessoas estão tocadas com a sua renúncia. Por toda a cidade há cartazes de "Estará sempre conosco.Obrigada." e manifestações de carinho. O papa é coisa séria na Itália e mais ainda em Roma. Boa parte dos italianos com quem conversei viu o gesto dele como algo muito corajoso, de alguém que nao quis se render aos jogos do Vaticano.

- Visitei o museu do Vaticano (16 euros, ai!) e a Capela Sistina. A opulência do lugar chega a causar repulsa. Muito ouro, muitas obras, muito tudo. Se a gente pensar que o museu recebe em média 5 milhões de turistas ao ano - é um dos mais visitados do mundo - e que ao menos 3 milhões paguem a entrada inteira isso são 48 milhões ao ano de graça pra igreja, sem contar as lembrancinhas, camisetas e afins.

- A Praça de São Pedro é muito menor pessoalmente.

- Chegar até a Capela Sistina é uma pequena maratona. Flechinha após flechinha quando a gente acha que está chegando aparece mais uma indicação para seguir adiante e o Vaticano faz como um bom curador - obriga o turista  a visitar quase todo o acervo antes de chegar na cereja do bolo.

Em busca do gelatto perfeito

Desde que cheguei a Roma minha alimentação tem se baseado em pizza e sorvete. Estou naquela fase em que fico feliz de estar frio e poder usar casacões para esconder o rombo na silhueta. Prometi que hoje ia almoçar salada, mas quem eu estou enganando. Vou seguir fazendo meu estoque de memórias alimentares italianas pra vida. Enquanto isso, sigo em busca do gelatto perfeito.