1.3.13

No habbemus papam o outras observações



- A título de registro histórico, estive na Praça São Pedro durante a última missa do papa Ratzinger, no dia 27. É incrível como as pessoas estão tocadas com a sua renúncia. Por toda a cidade há cartazes de "Estará sempre conosco.Obrigada." e manifestações de carinho. O papa é coisa séria na Itália e mais ainda em Roma. Boa parte dos italianos com quem conversei viu o gesto dele como algo muito corajoso, de alguém que nao quis se render aos jogos do Vaticano.

- Visitei o museu do Vaticano (16 euros, ai!) e a Capela Sistina. A opulência do lugar chega a causar repulsa. Muito ouro, muitas obras, muito tudo. Se a gente pensar que o museu recebe em média 5 milhões de turistas ao ano - é um dos mais visitados do mundo - e que ao menos 3 milhões paguem a entrada inteira isso são 48 milhões ao ano de graça pra igreja, sem contar as lembrancinhas, camisetas e afins.

- A Praça de São Pedro é muito menor pessoalmente.

- Chegar até a Capela Sistina é uma pequena maratona. Flechinha após flechinha quando a gente acha que está chegando aparece mais uma indicação para seguir adiante e o Vaticano faz como um bom curador - obriga o turista  a visitar quase todo o acervo antes de chegar na cereja do bolo.

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