19.3.13

O muro

Fui apresentada semana passada a um dos trechos do muro de Berlim. Magrinho e não muito alto o muro não parece tão intimidador.
Lego engano, explica a guia. O muro era horizontal. Antes de cruzá-lo era preciso passar por uma patrulha armada dos dois lados, outro muro mais baixinho, um campo de arame farpado sobre a mira de atiradores e afins. Estimam que ao menos 200 pessoas morreram tentando cruzá-lo. Outras mil e algo conseguiram.
A música Libre, do Nino Bravo, cantor espanhol que eu tão pouco conhecia, mas que todos do tour sabiam cantarolar, foi inspirada em Peter Fechterum guri de 18 anos que morreu sangrando ao tomar um tiro ao tentar pular o muro. Era a Guerra Fria, nenhum lado quis arriscar ajudá-lo.
Hoje o muro é mais uma linha vermelha no mapa com trechos aparecendo aqui e ali. Berlim ocidental era um trecho no meio da RDA, cercada pelo muro. O mais interessante é o East Side Gallery, pedaço em que vários artistas aproveitaram para grafitar.




Um comentário:

Pati Benvenuti disse...

Que grafite lindo! E olha que eu não gosto muito de grafite...