19.6.13

17-06-2013

Me ressinto de tanta produção própria acabar rodando só pelo Facebook, que tem toda essa veia comercial envolvida, e acaba que faço a mesma coisa. Os curtir são sedutores, é um público fácil, a mão. Foi se o tempo de entrar em blogs por conta própria e não através de links compartilhados.
Posto isso, preciso registrar aqui alguma cosia sobre o dia 17 de junho, que já se tornou histórico. Eu estava num voo pinga-pinga, que saiu de Porto Alegre às 18h30, pingou em São Paulo e pousou no Rio às 21h. Me doeu na alma estar lá e não na rua, mas fato é que quando eu desembarquei tudo tinha mudado. Eu já suspeitava quando aí pelas 20h, na conexão, chegou a mensagem de um amigo dizendo "invadiram o Congresso".
Mais de 200 mil pessoas foram às ruas pelos 0,20 centavos, pelo transporte, pelo direito à cidade e outras reivindicações mil. Mas o mais bonito de tudo foi ver essa massa perceber que, olha só, a rua também é lugar de gente, de protesto. Ver esse povo sair do tal Facebook.

(foto do Gustavo Gantois, do Terra)

7.6.13

Lasanha de berinjela da Dé

Desde terça meu humilde lar conta com a presença da grande Débora Gastal, que fica até o fim da outra semana para terminar a pesquisa da dissertação de mestrado dela, sobre a recepção do conteúdo de mídia alternativa. Mas mestrados a parte, ter a senhorita Gastal em casa significa também comer melhor.
O último prato da nossa parceria culinária foi uma bela lasanha de berinjela vegetariana. Mesmo a Dé, que sofre quando não vê um bife no prato, curtiu (inclusive, foi ela que sugeriu a receita, que contava com presunto, mas isso a gente ignorou).
De novo, comemos rápido demais para tirar fotos. E rápido demais também é uma boa forma de definir o processo, que levou pouco mais de meia hora.
Vamos aos fatos:

Lasanha de Berinjela

2 berinjelas médias
2 tomates grandes
meia cebola
alho
queijo mussarela
sal
pimenta

Começamos nossa lasanha ecológica com o molho. Como a Dé é alérgica a conservantes fiz um molho de tomate basicão com os tomates, a cebola e o alho. Esquema de sempre. Refoga a cebola e o alho picadinhos, coloca o tomate, também bem picado, tempera e vai pondo água e mexendo até ficar com cara de molho.
Depois é a vez da berinjela. O truque pra não passar horas olhando o forno com fome é dar um susto nela antes de montar a lasanha. É só cortar a berinjela em rodelas ou na longitudinal, your choice, e jogar por dois, três minutos na água quente, pra dar um "susto".
Berinjela assustada e molho pronto é hora de montar a lasanha e partir pro abraço. Uma camada de molho, uma de berinjela, uma de queijo, uma de molho, uma de berinjela, uma de queijo... terminando com o queijo pra dar aquela cara bonita e borbulhante.
Em forno aquecido a lasanha fica pronta em menos de dez minutos. É só ficar de olho no queijo.

Frescurinha de berinjela

Aqui em casa sobraram umas berinjelas "assustadas" e aproveitei para fazer uma frescurinha. Piquei bem elas e refoguei com cebola e alho por uns cinco minutos, temperei com sal e pimenta e joguei uma bela colher de requeijão. Comemos com torradinhas enquanto a lasanha assava.
Bom apetite!

3.6.13

Guia prático de incentivo à troca de resistências de chuveiros para moças

Ou pequenas grandes vitórias da segunda de manhã

Acordei decidida a agarrar a segunda-feira pelos chifres, fui à padaria, passei numa ferragem no caminho, voltei para casa e troquei a resistência do chuveiro, queimado desde quinta-feira. Isso tudo antes das oito da matina!
Admito que uma das minhas inspirações (além do banho frio no outono carioca) foi o texto Resistência (de chuveiro) é sim questão de gênero, da Gabriela Monteiro, em que ela trata do mito de afazeres femininos e masculinos e de como somos criadas pra acreditar que só um cromossomo Y tem brevê de chegar perto de um chuveiro queimado.
Liberdade, Gabriela! Depois das resistências, ninguém mais nos segura!
Pedi assessoria a um amigo mais escolado nessas coisas via e-mail e ao senhor meu pai, que deram as orientações básicas. E põe básicas nisso! Agora com o doce e morno gostinho de um banho quente, fico me perguntando por que raios não fiz isso antes, quando o primeiro chuveiro queimou (sim, moro numa casa com dois chuveiros. Quando o primeiro queimou a reação geral foi, ok, tomamos banho no outro. Inércia amigos) e estou pronta para sair por aí espalhando as boas novas. Um videozinho que catei no Google também facilitou ao explanar o processo em imagens, que eu vou ficar devendo para vocês.
Vamos aos fatos.

1. Olhe o nome e a voltagem dos seu amigo chuveiro. Aqui em casa lidamos com um Bello Banho Lorenzetti, um dos mais vagabundos da marca, instalado pelo dono do apartamento. Atenção para a voltagem. Apesar da minha casa ser 110v o a instalação do chuveiro é 220v. Diz o porteiro que esquenta mais e gasta menos luz... Em caso de dúvida, tem um chuveiro desenhado no pacotinho da resistência. Confere se é igual ao teu e vai à luta.
2. Além da disposição é bom ter em mãos uma alicate, uma chave de fenda e uma lanterninha. Caso falte a lanterna tem vários aplicativos gratuitos pra smart fone que fazem esse papel.
3. Desligue a luz, desenparafuse os fios que prendem o chuveiro à parede (aqui em casa eles ficam presos a uma caixinha de cerâmica) e tire o chuveiro. Eu tirei com o cano e tudo por falta de habilidade, mas deve ter um jeito mais civilizado de fazer isso.
4. Abra o bojo do chuveiro e observe bem a posição da resistência queimada. Nessa hora o vídeo ajuda. Tire ela com a alicate e coloquei a resistência nova no mesmo lugar, também com a alicate. Pelo que entendo, o trecho mais longo da resistência é o da água quente e o mais curto da morna.
5. Feche o chuveiro, coloque de volta - caso você também tenha arrancado o cano da parede é bom passar uma fita veda rosca na junção antes de colocar de volta -, e deixe correr água com ele ainda desligado. Isso vai "encher o chuveiro"e evitar que ele queime.
6. Ligue a luz, o chuveiro e seja feliz!!!

2.6.13

Buda & Peste

Antes da volta macarrônica e do pc dizer adiós muchachos, a ordem cronológica deveria ter levado este relato até a graciosa capital da Húngria, Budapeste. Ou Buda e Peste, já que se tratam de duas cidades dividas pelas águas do Danúbio.
Sem consultar minhas anotações, lembro de um lugar muito bonito (e friiio), onde a gente se sente menos pobre que no resto da Europa já que a moeda local, o forint húngaro, vale um pouquinho menos de R$ 1, contra os quase R$ 3 do euro.
Mas voltemos a Buda e Peste. Melhor, vamos as fotos, que a noite já vai longe e a vontade de escrever se esvai.

Vista do Danúbio. Bem no fundo tá o parlamento.

A famosa Goulash soup.

Restinho de pôr-do-sol no Danúbio.



                    Mania de estátuas bizarras.                                         Monumento em homenagem aos judeus mortos na Segunda Guerra.