17.7.13

Mais Budapeste

O Danúbio

Ainda sobre Budapeste, essa graciosa e triste cidade as margens do Danúbio. A Hungria tem hoje um sétimo do seu território atual e já foi palco de tantas guerras que o meu guia no walking tour, ao resumir os séculos de opressão, preferiu não se alongar mais pra evitar que o público começasse a chorar.
Tenho pra mim que três dias são suficientes para saracotear pela cidade, que é altamente caminhável, sem peso na consciência. Quatro, caso você caia de amores pelo lugar.
Achei Budapeste linda, mas com um clima meio pesado - serão as guerras, a crise, os vestígios do fim do comunismo? -, e na minha última manhã já esta era louca pra picar a mula.
Ah, e a título informativo - Buda é a parte antiga da cidade, nos montes, onde fica o castelo e as casas antigas imemoriáveis. Peste a parte plana, comercial, do outro lado do Rio. Melhor se hospedar em Peste, onde estão boa parte das atrações, e visitar Buda a pé mesmo.
Das minhas anotações, destacam-se:
- As termas - Fui na que fica no meio de um parque e tem pinta de museu. Tanto os prédios quanto os frequentadores parecem estar la há gerações. Água quente, sauna, massagens (mas tudo de uma forma muito casta), e hidroginástica com velhinhos húngaros. Vale por o biquíni na mochila pra isso.
- Os pubs mucho loucos construídos em casarões semi-destruídos pela guerra - O Szimpla é o mais famoso. Me diverti comendo cenouras orgânicas por lá no meio da madrugada. O bar tinha ainda um pé direito gigante e as paredes cobertas dos objetos mais improváveis. Na salinha em que sentei, para vocês terem uma ideia, a decoração era focada em televisões quebradas.
- O enroladinho de pão doce que eu não lembro o nome, mas é uma delícia e tem em qualquer padaria. A própria feitura é bacana de acompanhar. Tiras de pão (?) são enroladas em um cilindro de madeira, que fica girando como um churrasco numa espécie de forno. Também tem na República Checa, mas lá é menor. Doces húngaros no geral são muito gostosos.
- Os sapatinhos em homenagem aos judeus perto do Parlamento. Foi o país que teve um dos holocaustos mais rápidos e crueis. Milhares foram mortos e atirados ao Danúbio na primeira noite.

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