1.8.13

Termine ontem Paula, da Isabel Allende, que li por motivos óbvios - sou dessas que lê alguma coisa porque tem o próprio nome na capa, sim -, e porque uma amiga, encantada com Casa dos Espíritos, que li e gostei há muito tempo, me lembrou da delicadeza do realismo fantástico que essa chilena prática.
No meio do livro, uma descrição me fisgou. A da família italiana "numerosa e sem grandes complicações metafísicas ou intelectuais". Tá aí, é daí que eu venho.
E viva as famílias sem metafísica, só chocolate, como diria o Caeiro.

2 comentários:

Pati Benvenuti disse...

Várias vezes me pego pensando nisso, como seria mais fácil (e eu até fosse mais feliz) se as coisas fossem mais simples na minha cabeça, se a filosofia, a sociologia e todas as ciências não ficassem disputando meus neurônios o tempo todo. Mas não dá pra lutar contra certas coisas.
E nunca li "Paula", sempre me deu a impressão de ser deprê além da conta...

Paula disse...

Sabe que nem é? Acaba sendo uma bio da própria Isabel, a doença da Paula foi a desculpa pra ela sentar e escrever. Não é tão bom quanto Casa, claro, mas dá pra entender bem melhor o Chile, por exemplo.
Pois é,seria mais fácil se corresse em nós só a metafísica da gringolândia. ;)