19.11.13

Praga em tópicos

(Do bloquinho, no agora longínquo março de 2013)
- Tom chegou a Praga. Toca na voz de uma cantora qualquer - Céu? Bebel Gilberto? - num café em Praga. Estranho ouvir português direto do rádio quando tudo ao redor fala checo ou inglês e a neve ameaça voltar lá fora.
- No topo de uma das colinas de Praga tem um metrônomo, desses de piano mesmo, em tamanho gigante. O monumento em si não lá muito/nada bonito - afinal é um triângulo com uma ponta indo de um lado a outro -, mas a simbologia é bacana. Com o fim do comunismo no país o governo decidiu trocar a estátua de Stálin, que até então observava a cidade em seu lugar, pelo aparelhinho, mostrando que agora a República Checa ditava o seu próprio ritmo.
- Walt Disney deve ter baseado os castelos dos seus desenhos em Praga, só pode. Parte da cidade parece uma casa de bonecas gigantes e as torres das igrejas e prédios apareceram em mais de um conto de fada animado da Disney.
- Um programa bacana e off-turístico da cidade é visitar uma das diversas casas de chá espalhadas pela cidade e aproveitar para espantar o frio de pantufas sentada em almofadas. A Cajovna Ve Vezi, além de ficar em uma torre com vista para a cidade, tem até chimarrão!
- Em Praga, pela primeira vez, usei meus óculos de sol como para-neve. Pior. Funciona.
- Assim como em muitas cidades da Europa é uma boa aproveitar o menu do almoço para comer bem e barato. O Ubalouna, rua Vaclavké Namestí, 20, é bem servido e vale a caminhada. Comi sopa, peixe com batatas, appfestrudell e tomei suco pelo o equivalente a 4 euros (ou 133 coroas)!
- Depois de pagar de turista até na Itália foi aqui, entre o checos, que me senti mais em casa. Ou que ao menos acharam que eu era de casa. Restaurantes após restaurante recebo o menu e as primeiras informações em checo.
- Praga fica na Bavária e a Europa é o paraíso dos fumantes.
- É interessante notar a diferença entre o lugar que a gente chega e o lugar que a gente deixa. De uma hora para outra o que até então era estranho e muitas vezes ameaçador ganha marcas, caminhos preferidos, diminui de tamanho. Passa a deixar saudade.

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