9.12.13

Uma história de amor dessas que dão gosto de contar

Neste fim de semana aconteceu no Rio mais uma cerimônia de casamento coletivo gay, um projeto muito bacana organizado pelo programa Rio Sem Preconceito, parte da Secretaria de Direitos Humanos da cidade. Por conta do casório, fui atrás do povo que ia juntar os trapinhos oficialmente e tive a sorte de encontrar um casal que, além de simpático e apaixonado, resume muitas das questões enfrentadas pela comunidade gay hoje.

Negros, pobres e moradores de Belford Roxo, uma das regiões mais violentas da Baixada Fluminense, Márcio e Alexandre estão juntos há 15 anos, sonham em adotar uma menina, mas evitam andar de mãos dadas na rua. Toda a vizinhança foi a festa de casamento, menos a mãe de Alexandre. 

Exemplo desse nosso país em que se dá um passo a frente no caminho da aceitação e dois atrás, numa valsa confusa que tenta unir as pontas de um país que tem um pé no presente e boa parte do corpo amarrada ao passado e ao retrocesso. Nosso Brasilzão de contradições.

Foto do querido Mauro Pimentel.

Em prol dos cliques, segue apenas um trecho.


Juntos há 15 anos, casal participa de casamento gay coletivo no RJ e sonha em adotar menina


(Foto do Mauro Pimentel)

Alexandre Teodoro de Lima, 35 anos, e Marcio Nascimento Cunha, 41, se conheceram por meio de uma amiga há quase 15 anos. “Acho que você vai gostar dele”, disse ela a Márcio. Um com 20 anos, outro com 26, foi quase amor à primeira vista. Não deu seis meses já estavam morando juntos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio.

Márcio, costureiro por vocação e auxiliar de serviços gerais para pagar as contas, já havia sido casado dois anos com um mecânico que morreu. Foi o primeiro namorado de Alexandre, também auxiliar de serviços gerais, que deixou a casa da mãe, evangélica, e até hoje descrente do casal, em prol do relacionamento.
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