4.4.14

Almoço vegano made in horta da casa do pai e da mãe



Aqui em Caxias a quinta foi de almoço vegano pra família toda - e o mais bacana, por acaso! Quando me dei conta do prato, fotografei e mandei pre Carol Maia, minha vegana de estimação. Sempre dividi apê e tive muitos amigos vegetarianos, mas ter alguém que não come absolutamente nada de origem animal por perto volta e meia faz a gente por a cabeça pra pensar.

O prato não está tão bonito porque lembrei na foto na hora que sentei e a fome foi maior que o desejo de enfeitá-lo. Aí a gente tem arroz, cenoura ralada, ervilha e milho refogados, repolho com redução de vinagre de vinho e farofa de pinhão, além de um generoso copo de suco de uva caseiro. Esnobando, tudo, menos o arroz e o repolho, foi produzido aqui na horta pelo seu Paulo e pela dona Marlei. O suco vem de uvas amigas, que viraram chimia (geléia) e depois tiveram o bagaço cozido com água, engarrafada e congelada pela mãe especialmente pras minhas visitas pra casa. O que me lembra. Não posso ficar tanto tempo longe daqui. Morre um pedaço miúdo de mim.

O arroz, a cenoura e o refogado eu confio que todo mundo é capaz de reproduzir sem problemas, mas o repolho, meu orgulho do dia, e a farofa merecem uma explicaçãozinha.

Pra fazer o repolho você pega um pedaço de uma cabeça (?) e corta em fatias com uns dois dedos de altura por uns três, quatro dedos de largura (olhômetro e bom senso são sempre boas pedidas nesses momentos). Daí é só colocar um fio de azeite generoso em uma frigideira e "grelhar" os pedaços de repolho, devidamente temperados com um pouquinho de sal e pimenta branca. Coisa de uns dois minutos cada lado, até ele ficar meio dourado/chamuscado. É legal tentar manter o pedaço inteiro, como se fosse um medalhão, o que nem sempre é possível. Depois tu aquece, na mesma frigideira, um pouco de vinagre de vinho com açúcar e um fiozinho de azeite de oliva. Espera reduzir e joga por cima do repolho, devidamente arrumado em uma travessa. Como o repolho é docinho, combina tri bem!

A farofa de pinhão dá um pouco mais de trabalho. É preciso cozinhar o pinhão na água, descascar e depois passar no mixer ou no liquidificador. Aqui em casa a mãe tinha um saco de farofa guardada no freezer - não há nada que aquele freezer salvador não tenha -, então partimos direto pra etapa B, de barbada. É só refogar o pinhão com cebola e cebolinha, temperar, esperar esquentar e jogar salsinha picada no fim e pronto. Almoço vegano e completinho! Aqui ainda rolou uma salada clássicona de alface, que o povo não passa sem um verde no prato.

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