30.5.14

Casa da Seleção exibe cicatrizes de tragédia que matou 900

Não sei bem a quantas anda a Copa pelo resto do país, mas na minha vida e de boa parte dos colegas jornalistas que trabalham aqui no Rio daqui até a metade de julho o mundo vai se resumir ao mundial.

Calhou de eu subir a Teresópolis na quarta para acompanhar a seleção, mas deixa eu te dizer: que decepção. Zero glamour, zero contato com os jogadores. A gente só vê eles ao longe, treinando, e depois fala com alguns selecionados para a coletiva diária.

A parte isso, na mesma Terê que recebe esse time milionário, tem uma galera ainda se virando com R$ 400 de aluguel social pra morar, resquício da tragédia das chuvas, de três anos atrás.
Aquele esquema. Pedacinho aqui, resto no site.

Casa da Seleção exibe cicatrizes de tragédia que matou 900

Três anos depois, Teresópolis ainda guarda marcas das chuvas que deixaram centenas de mortos em 2011


Longe dos olhos da imprensa mundial, os moradores do bairro de Campo Grande, em Teresópolis, um dos locais mais atingidos pelas chuvas em 2011, se esforçam para retomar a rotina depois da tragédia que deixou centenas de mortos em toda a região serrana do Rio de Janeiro. Por ali, a cerca de 15 quilômetros da Granja Comary, onde treina a Seleção Brasileira, não há sinal da Copa do Mundo pelas ruas, e as marcas da destruição permanecem nas casas destruídas pela água e abandonadas pelos moradores.

O pedreiro Cartolino Ferreira, 49 anos, perdeu 27 pessoas da sua família, incluindo a mulher, e viu o filho Marcos, então com 11 anos, sobreviver depois de ser arrastado por quatro quilômetros pela torrente de água que tomou conta da região, transformando o que antes era um bairro populoso ao pé da serra em um monte de escombros. Ele vive até hoje com o aluguel social pago pela prefeitura e só há três meses recebeu a indenização a que tinha direito.

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