25.6.14

O outro lado da Copa: famílias expulsas de prédio ocupado esperam em barracas de camping por uma solução

Entre uma pauta e outra da Copa tenho conseguido sentar e contar boas histórias, algumas mais tristes do que eu gostaria. Caso da galera que ocupava o antigo terreno da Telerj. Eles saíram de lá a base de porrada da PM, foram para a frente da Prefeitura, depois da catedral e hoje aguardam uma solução num terreno de uma igreja esquecida na zona norte da cidade.
Aquele esquema, um trecho do texto aqui, o resto no site. As fotos são do grande Mauro Pimentel, parceiro de pautas boas e roubadas Rio de Janeiro a fora.


(Foto: Mauro Pimentel)

"Por que torcer por um país que não se lembra da gente?”, questiona Túria de Souza, de 57 anos. Pouco mais de uma hora antes do início da partida do Brasil contra Camarões, realizada nesta segunda-feira, ela retirava as roupas secas de um varal improvisado nos fundos da Igreja Nossa Senhora do Loreto, na zona norte do Rio, a cerca de um quilômetro do aeroporto internacional do Galeão. No quintal, vazio e sem enfeites, quase não havia sinal da Copa que convulsiona o País desde o dia 12 de junho.

Túria vive em um galpão ao lado da igreja junto a outras cerca de 300 pessoas desde o começo de maio. Antes disso, acampou com eles em frente à Prefeitura do Rio e à Catedral Metropolitana da cidade. O grupo é remanescente das mais de cinco mil pessoas que invadiram, ainda em março, um prédio abandonado da antiga Telerj (empresa de telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro).

O caso ganhou os jornais no dia 11 de abril, quando os moradores foram removidos com violência pela Polícia Militar, que executava a reintegração de posse do terreno. Muitos perderam os bens e documentos. Houve feridos e as cenas do confronto ganharam atenção mundial.

No local, reformado no ano passado para receber os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, os moradores se dividem em barracas de camping compradas pelos freis e organizadas em ruas. Há três banheiros masculinos e três banheiros femininos, com três duchas cada um e a alimentação é fornecida pela igreja, que recebe e distribui as doações.

Texto completo, aqui.

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